25 de Junho de 2009

Se acontece nas melhores, imagine nas outras…

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Sim, eu conheço o universo familiar, coordenei o Acontece nas melhores famílias e escrevi um capítulo. Já vivi e li o bastante, inclusive o Ilusões perdidas de Balzac, mas por pior que aconteça nas famílias empresárias, parece que é ainda distante da família bigoduda e política lá do Maranhão.

É incrível, fico imaginado como será o Natal deste ano deles. Deixo como sugestão de leitura um livrinho que lancei como editor há uns 5 anos, Socorro: roubaram o meu queijo. Tive uma discussão interna que hoje descubro me fazer mais sentido. Alguns na editora queriam classificar o livro como parábola, eu bati o pé e fiz questão de deixar como o que era, paródia, mas no Natal lá no Maranhão ele pode servir como parábola…

Aliás, a história deste livro é um exemplo de como as coisas são desconexas nesse país. Vendeu mais de 10.000 cópias, número absurdo para o mercado editorial brasileiro, foi totalmente na cola do Quem mexeu no meu queijo, best-seller para medianos com pouca criatividade e profundidade. Fiz o teste, perguntei para a área comercial tanto da editora quanto das livrarias e ninguém sabia explicar do que se tratava. Eu sei, explico aqui e talvez seja a solução não só para leitura, mas também para um novo livro do patriarca da família.

Na história, os personagens, envolvidos em escândalos econômicos são presos, reclamam da mudança de regras e dos honorários dos advogados e para ganhar dinheiro para pagar, resolvem escrever um livro de auto-ajuda, especificamente porque não dá trabalho e vende muito, dinheiro fácil, para o autor. Daí escrevem uma história comparando funcionários-padrão e ratos, uma tiração de sarro só.

Fica a sugestão, se conheço o Brasil, apenas de troca de presentes para A família maranhense, para que eles se divirtam um pouco mais nesse encontro, encontrem um quebra-gelo, porque não consigo pensar em todos fingindo que está tudo normal e merecem ser respeitados. Se quiser ver outras versões sobre isso, basta acompanhar o Zé Simão na Folha.

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