30 de Junho de 2009

Tinha que ser você: se fosse livro estaria na zona da auto-ajuda e da alta-ajuda

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Assisti Tinha que ser você. Gostei, é o que acredito de mais honesto se pode fazer para o público geral. Há temática, há vida real, há sonho, há desejo, mas fica no limite, apela, mas não escancara.

Sim, dois ferrados se encontram já no segundo tempo. Um não consegue ser músico, conforma-se em ser publicitário, quantos escritores publicitários você não conhece? (conheço vários), já fiz aqui minha homenagem quando da morte do Zé Rodrix que deixou de ser músico para criar os jingles que Harvey cria no filme. Outra não consegue se livrar da mãe e talvez dos fantasmas de um aborto.

Aparecem barreiras, mas o mérito do filme é os personagens não fugirem do seu passado. Não o socam no desvario do presente e nas perspectivas futuras. É claro que o filme foi feito para o espectador torcer, mas está mais para futebol amador do que para os galáticos do Real Madri. Torci, é um bom passatempo, dá para levar aquele amigo que te acha mais inteligente e ele vai sair do cinema também se achando mais inteligente. Se eu fosse você não contaria que aquilo fica na zona fronteiriça. Se o amigo achar meio bobo, na próxima, leve-o a um francês dos tradicionais…

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