Arquivo: Junho de 2009



Sony x Amazon, quase testei o Sony e-reader…

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Ontem no aeroporto JFK vi uma vending machine da Sony, além dos fones de ouvidos e outros aparelhos, lá estava o tal do e-reader. Quase comprei, mentalmente a desculpa estava pronta, trabalho com isso, é material de pesquisa. Custava $ 399, paguei $ 349 no Kindle, mas conclui que era grana demais para outro teste. E, se nada de significativo se alterar, mas creio que vai, o Kindle vence esta batalha, é claro que estou falando da versão atual dos dois.

Se não comprei o gadget, comprei a Fortune, com o Jeff Bezos (fundador e presidente da Amazon) na capa e com o Kindle na mão. A foto de abertura da matéria é muito boa, ele sobre uma montanha enorme de livros, 3.500, supostamente a quantidade que cabe dentro do Kindle. A matéria diz que a vantagem do Kindle sobre o Sony é que ele, apesar de não ter a tela tocável como o da Sony, tem conexão direta com a internet, ou seja, comprar livro é muito fácil. Eu que o diga, no caminho para Beacon, meu último dia de conexão direta e sem necessitar o micro, comprei mais 5 livros.

Mas nunca é demais recordar que umas das últimas matérias daquela edição é sobre o “renascimento” da Palm. O novo Palm Pro fez as ações subirem, levando junto as esperanças. Eu já publiquei um livro que falava sobre o sucesso da Palm, exatamente em cima do fracasso no Newton, o primeiro aparelhinho de mão da Apple. Dez anos depois, a história inverteu de lado. Em todos os setores pode ser assim, na tecnologia, é completamente cruel, bobeou, dançou (aliás, nenhuma fila maluca nas lojas da Apple)…

Livro, ética e case de comunicação - FAAP, Honestidade por aproximação

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Cheguei hoje de viagem e fui checar na Vejinha o que um comentário de um aluno da FAAP fazia referência aqui no blog.

Mantenho minha postura de que é necessário se investigar os fatos e as intenções. A justiça tem que ser competente para tanto, ainda mais numa situação como essa em que a opinião pública já está envolvida. Se eu fosse estudante de comunicação da FAAP estaria sim protestando, no mínimo, a instituição está cometendo um enorme erro de comunicação, de fora, não montou nenhuma força-tarefa de gestão de crises, e se isso não requer uma gestão de crises, não sei o que pode requerer para uma faculdade. Não dá para ensinar comunicação, lá deve ter aula de mídia training, reputação, gestão de crise, imagem e outros assuntos relacionados que não estão sendo aplicados. Aguardar a justiça se manifestar é legal, mas pouco inteligente. Depois o estrago pode ser irreparável. Imagino que o caso Tylenol seja lá estudado, a Johnson foi sim vítima de uma chantagem de um maluco, mas assumiu que infelizmente aquilo acontecia com um de seus produtos e partiu para a ação, não esperou que se provasse tratar de alguém naquelas condições. Se não me engano, algo parecido se passou com a Nestlé, aí no Brasil.

A matéria da Veja trás uma imprecisão, o colofón, identificação de quem imprimiu não é obrigatório, para mim é mais uma ferramenta de marketing da gráfica. Se o Honestidade por aproximação optou por não ter, não é por isso que infringe a lei. Se infringe por outras razões, também que se investigue, insisto, investigue-se os dois lados, mas olhando para o mais forte, a estratégia jurídica do Arnaldo Malheiros Filho, advogado da FAAP, pode ter sido muito boa nos tempos de CPI dos Correios e em todos os escândalos em Brasília, mas para uma escola de comunicação… Corre-se o risco de ser inocentada pela justiça, mas condenada por incompetência no que ensina.

Quando falei sobre o livro aqui, há uns 15, 20 dias, pouco se falava, agora já chegou até na Vejinha (mérito para este blog que poderia utilizar a estratégia Trip, que quando mostra a “gostosa” antes que a Playboy, fazia outdoors ou faz anúncios falando, primeiro aqui na Trip, desta vez, primeiro aqui na Virgília…)

Dia Beacon: reserve um dia em Nova York para ter sensações com Richard Serra

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Ontem era o último dia em Nova York, estávamos programados para ir até Beacon, 80 minutos de trem para conhecer o museu Dia Beacon, deu uma certa preguiça, já tínhamos andado bastante nos museus, na cidade e na feira, mas fomos adiante. É uma experiência que mais do que recomendo, uma relação com a arte contemporânea, a partir dos anos 1960, das mais vivas que tive.

O local era uma antiga fábrica da Nabisco, o mundo perdeu alguns biscoitos engordativos e ganhou uma coleção peso pesado. Lá estão nomes como Andy Warhol, Bruce Nauman, Joseph Beuys e vários outros. Tem bastante coisa da Louise Borgeois e uma exposição de desenhos a lápis na parede de Sol LeWitt. As dimensões são bem diferentes, mesmo dos grandes museus. Mas o que eu gostei mesmo foi de percorrer as esculturas do Richard Serra.

Já tinha visto algumas de suas obras, mas nunca sentido, é indescritível. Foram sensações fortes, nunca tomei Santo Daime, mas caminhar por aqueles labirintos disformes naquelas imensas peças de ferro dá não só vertigens, mas também faz refletir sobre um monte de coisas. Tive a estranha sensação de culpa, mesmo sabendo que de nada poderia ser acusado, caminhava meio sorumbático. Uma relação completamente diferente com a arte.

O trem parte da Central Station, chegando em Beacon é uma caminhada de 10 minutos, o dia estava ótimo. Foi uma de minhas mais intensas relações com a arte, algo sobre o qual não tinham o menor controle, meu corpo reagindo àquela enorme contorção de ferro.