Flip mesa 3: ficção e verdades
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A segunda mesa que assisti hoje reuniu além de uma mediadora que falava um pouco além da conta, os escritores, Arnaldo Bloch, Tatiana Salem Levy e Sérgio Rodrigues. Discutiram a fronteira entre ficção e a verdade, na definição de Rodrigues: ficção um atalho para a realidade.
Deles só livro o Bloch, e gostei bastante, Levy está na minha fila, ganhou a categoria revelação do Prêmio São Paulo, o do Rodrigues, não comprei, mas me pareceu interessante, se depender do papo de hoje, compro e passo na frente da Tatiana. Tinha lido sobre as questões ideológicas e o quanto as ideologias podem mudar nossas análises, isso é muito verdade num país com a nossa história recente, eu já acreditei que quem era de esquerda era honesto e humanista, ando menos ideológico ultimamente, fui obrigado a admitir que panacas e calhordas sentam-se de ambos os lados da vida.
Importante da mesa foi o resgate da procura pelas raízes e o poder de catarse da escrita, além do tradicional mas sempre necessário: quanto mais particular, mais universal. Falou-se também de coragem, coragem de se expor. Isto é inerente à arte, sem exposição não há arte, não há história, mas isso não quer dizer que toda ficção é ou precisa ser biográfica, aliás, como também disse Rodrigues, a realidade não existe, se você não concorda, ou ainda viveu pouco, ou apesar de rodado, tem vivido pouco…
