2 de Julho de 2009

Flip mesa 5: de onde para onde? Richard Dawkins

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Não percebi nenhum protesto religioso durante a fala de Richard Dawkins hoje na Flip. Como os ingressos estavam esgotados, assisti em pé, fora da tenda do telão, tomei um pouco de chuva, mas reconheço que Dawkins me ajudou a expressar mais firmemente uma crença importante, uma das mais profundas que uma pessoa pode ter.

Rebateu as questões que veriam na religião a primazia, ou melhor, a exclusividade da moral, aceitou que sim, as religiões cumprem um papel importante, porém falso e respondendo ao que responderia se fosse confrontado com deus, disse: quem é você? Thor? Apolo? o deus católico?Alá? Maomé? Zeus? Ou seja, deixa claro que não é possível um acordo quanto a esse conforto. Também defende que no mínimo, deixemos as crianças decidirem depois de crescidas, não existem crianças católicas, só crianças com pais católicos, essa briga já tive muito com minha família, eu faço questão de deixar claro para os meus filhos minha posição atéia, ainda não insisto, não prego, chegará a hora.

Dawkins argumenta que como não há outra vida, o melhor é aproveitar essa mesmo, sem ficar fantasiando possíveis perdas e penalidades, não deixar para depois o que se deve fazer nessa vida, que mesmo sem deus, não condena ninguém a sair matando, bebendo, fodendo, todos que na frente cruzarem. Uma voz lúcida, bem melhor que a bonita camisa que usava…

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