Flip Mesa 10 - Sequências brasileiras: Chico Buarque e Milton Hatoum, com Samuel Titan Jr.
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Sou fã declarado do Milton Hatoum. Esperava para ver como seria o posicionamento dos jogadores no palco. Um dos principais escritores brasileiros tendo sua audiência bastante aumentada por um escritor que carrega da música seu público, Paraty ficou em polvorosa, as filas se formavam desde cedo, e eu mais uma vez para fora…
Talvez tenha havido “ensaio” demais, segundo eles, performance esquecida, mas pareceu perder-se a espontaneidade. Será que um leu o outro por vontade ou por gentileza de mesa? As coincidências das obras levaram a brincadeiras saudáveis que deixaram os dois meio na defensiva, mas mesmo assim pode-se ouvir questões importantes sobre o tom narrativo e alguns desafios do escritor.
Hatoum afirmou que sob encomenda (Órfãos do eldorado fez parte de uma coleção internacional) não escreve mais nada. Chico afirmava que Hatoum deveria ser diferente, emendar um livro no outro, e ele vai da música para a literatura sem nunca misturar as duas, mas os dois escreveram o mesmo número de livros, dois ex-quase-arquitetos, que tem a mesma editora, que jogavam um pouco para a platéia, o que diminuiu a vontade de ganhar de qualquer um dos dois, esse é o problema do formato da Flip, um precisa ser educado com o trabalho do outro, isso nem sempre é verdade ou contribui.
Mas valeu ter assistido os dois personagens da vida literária brasileira, 1 hora e meia em pé, finalizadas pela leitura por Chico do protesto dos nativos de Paraty contra o condomínio Laranjeiras II, é parece que tem gente pouco satisfeita com as pousadas da cidade, preferindo construir seus chateaus…

ACHEI UMA BOA INTRODUÇÃO!!!