15 de Julho de 2009

O que vinte anos fazem com você? E com Lulla e Collor?

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Essas duas fotos aí da agência Estado dizem mais do que muitas palavras, apesar de eu ser um defensor da palavra.

Não sou contra o “amadurecimento” das pessoas, é claro que as coisas podem adquirir uma conotação diferente de acordo com o vivido e a quantidade de cabelos brancos, quem os tem, sabe muito melhor do que quem não os tem.

Mas me parece que os dois aí acima exageraram. Os eleitores de Lula de 20 anos atrás, isso mesmo, 20 anos, sentiram-se muito mais traídos por Collor do que o próprio Lulla, sim, é possível dizer que ele alterou mais uma vez o seu nome. Se a conveniência política o fez acrescentar o apelido para disputar eleições, mais uma vez a conveniência política o fez mudar de nome, para mim, ele inclui mais um ele em seu nome, exatamente em homenagem a quem hoje é sua base de sustentação.

Quero crer que existiam outros caminhos possíveis. Lulla e Collor eram muitos mais próximos do que pareciam em 89, tanto na ação, quanto nas idéias, isso é triste. Mas o triste é imaginar que fui eu quem menos mudou desde então…

Eu não abraçaria o outro assim. Ainda não acredito que devem haver interesses que são tão maiores que os sentimentos que um já teve diante do outro. Ainda mais do que demorou um pouco mais de tempo para chegar lá. Aprendeu do modo mais permissivo possível. Não fiz inimigos como Collor, mas tampouco os abraço.

Daniel Piza escreve no Estado de hoje sobre Graciliano Ramos e sua renúncia à prefeitura de Palmeira dos Índios, caso raro de alguém que abriu mão do poder. Ficou ainda maior, vou citar apenas os nomes de algumas de suas obras, veja se não tem a ver…:

São Bernardo
Angústia
Vidas secas
A terra dos meninos pelados
Infância
Insônia
Histórias incompletas
Memórias do cárcere
e Viagem

Vidente esse Graciliano, não????

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