26 de Julho de 2009

Quem é o rei? Relação autor-editor

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O cadernos Prosa&verso de O Globo de ontem traz uma matéria interessante sobre o que eu classifico de “a relação fadada a dar errado”, a relação autor-editor.

Já fiz bons amigos autores, minha experiência como autor foi comigo mesmo de editor, facilitou bastante. Mas insisto que é uma relação difícil, mais intensa que muitos amores por alguns dias, não sobrevivendo ao esfriamento e as dificuldades e incoerências dos dois lados. Talvez um autor fantasie o editor mais do que ao próprio conjuge, e vice-versa. Mas como digo,  a editora vai falhar na distribuição, divulgação, suporte ao autor, e isso, vai frustrá-lo.

Do lado do autor, nem sempre o que escreve e cria, é o que faz, daí, tantas arestas. No Globo, não consegui acesso aberto, apenas ao blog (clique aqui se quiser dar uma olhada restrita),  há um autor e um editor escrevendo, os dois anônimos, expondo um pouco dessas diferenças. Há também a história de Raymond Carver, que teve livro reeditado agora pela Companhia das Letras, numa versão bem diferente da muito bem-sucedida, lançada e consagrada em 1981, com o detalhe de ter sido editada (e bastante cortada) por Gordon Lish e aberto ao autor o céu do minimalismo, posição em que morreu e inspirou muitos seguidores, mesmo sem ser.

Talvez este seja um exemplo dos bastidores do mundo editorial. Não revelo em público, mas já me arrependi de ter ajudado a criar alguns monstrinhos…

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