A vida é um teste de privações? Jó de Joseph Roth
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Li o livro do Joseph Roth mesmo sem ter lido sobre o Jó bíblico, confesso que a única experiência com o personagem da bíblia foi narrada pela empregada de casa, uma presbiteriana ferrenha, ao se defender de algumas críticas minhas à religião.
O livro é sobre um homem modesto, não ambicioso que ensinava religião na Rússia e teve sua fé abalada pelo nascimento de um filho problemático, a chamada dos outros dois para a guerra, um desertou e foi para a América, e as aventuras amorosas da filha adolescente com um estrangeiro. Sem dote para arranjar casamento melhor para a filha, aceitam o convite do filho desertor e partem para a América. Deixam o filho com problemas que nunca os deixa.
O casal vive burocraticamente e esta relação é bem explorada pelo autor. As coisas é claro melhoram, depois pioram até uma redenção final. Não sei se gosto da recuperação total do filho problemático, mas no mínimo, guardo deste livro uma reflexão interessante dos mandamentos: em determinado momento um dos personagens questiona o que sente pelos pais. Uma certa culpa por não amá-los, mas aí é salvo pelas 10 mandamentos, a quem o amor é devido apenas a deus, aos pais, resta preencher-se com a honra.
Uma visão um tanto egoísta, do ponto de vista de um ateu, o mundo seria diferente se os mandamentos 1 e 4 fossem levemente trocados?
1) Honrar a deus sobre todas as coisas
4) Amar pai e mãe
