Grupo Corpo: não arrebata, mas sacode…
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Ontem fui ao grupo Corpo no Teatro Alfa, como aliás, tenho feito nos últimos 5, 6 anos. A primeira coreografia, Bach, é de 1996, foi assim a primeira vez, desde a primeira que assisti a duas coreografias “inéditas”.
Bach fala com o que há de Bach dentro de cada um de nós, é engraçado, por mais que não seja um conhecedor profundo de música clássica, ela existe dentro de mim, acho que deve ser assim com todos, aqueles sons que fazem parte da sua formação e você nem sabe bem de onde vieram, até meus filhos, digitais, sentirão isso. Apelei para Strauss e seu Zaratrusta, num volume bem alto para introduzir as crianças.
Volto ao Corpo, assim a música serve como meditação e a coreografia compõe, mas não dá a vontade de dançar que dá em Imã, música de Moreno Veloso, música matreira, me peguei em vários momentos mexendo o corpo. Há uma beleza estética, uma harmonia colorida com o figurino da Freusa.
Digo que é um programa clássico, que acrescenta, que fala com seu corpo, com o interior, ignora a mente racional. Já vi coreografias que me inspiraram mais, mais delicadas, outras incomodaram mais, a com a música do Lenine, mas mesmo assim é algo que pode e deve ser incorporado, para mim, uma prática anual.
A única coisa negativa de ontem, tinha mais cadeira vazia do que de costume. Ou seja, as pessoas estão mais acomodadas… Levante e vá para lá! Garanto que seu corpo vai remexer.
