Agrestes - João Cabral
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Numa palestra de um publicitário ouvi-o comparar João Cabral a Drumond, dizia preferir o primeiro, por ser mais seco, mais duro, como ele. Fui em busca deste livro e encontrei sim essas descrições da comparação, mas não seria por este livro, por mais que contenha alguns trechos muito fortes, que me entregaria de todo a este e não ao outro, por mais que mais próximo me veja deste “primo” na falta de doçura, pelo menos como alguns próximos me relatam.
Mesmo sem ser um profundo conhecedor, as vezes acredito que na média, Drumond prevalece, em pontos específicos, talvez João Cabral possa prevalecer, mas hoje, ao acabar a leitura de agreste, e ter de Drumond a lembrança do popular que sua poesia incute nos brasileiros, sou mais este. Meu Agreste ficou pouco rabiscado, pode ser que me faltasse a inspiração, mas deve ser que o poeta não me passou. Mas não desisto, no futuro volto a ele:
Nele houve o insano projeto
de envelhecer sem rotina;
e ele o viveu despelando-se
a toda pele que o tinha.
