27 de Agosto de 2009

A onda: veja para nenhuma te pegar…

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Voltei agora do cinema. A onda é forte, filmado num ritmo acelerado, li entrevista do diretor Dennis Gansel falando sobre a a admiração por Cidade de Deus, mostra o que pode acontecer com grupos.

É claro que a associação mais direta e ideológica é com a Alemanha, nazismo e coisas fortes, mas quem é pai, mãe, ou mesmo adolescente, pode enxergar as mesmas características e tendências em qualquer grupo. Os amigos do colégio que também usam o mesmo uniforme, os amigos da balada, e isso não se restringe apenas a jovens, os executivos e vizinhos de condomínio também não se portam e agem de maneira próxima e fechada?

O filme é baseado numa experiência real acontecida na Califórnia, na pacata Palo Alto, o diretor foi falar com alguns remanescentes da experiência. É forte, em grupo se perde o controle mais facilmente. Em grupo, os covardes viram machos, as feias ficam normais, os carentes encontram, se não o colo, pelo menos alguém do lado, e aí, para uma besteira, só tempo, nem precisa muito.

E é claro que todo grupo precisa de um líder e daqueles sem ambição suficiente para assumir este papel. Aí, vale também para os “times” empresariais, dá para aprender muito.

Gostei bastante do filme, estávamos acabados, querendo dormir, mas saí do cinema muito mais inteiro do que entrei.

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