Arquivo: Setembro de 2009



Romance: um projeto bastante ambicioso - fonte de consulta

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O italiano Franco Moretti quer prestar um serviço à literatura, destrinchar o romance, uma das maiores expressões do humano.

Para tanto convidou alguns dos maiores especialistas e, apesar de escrever pouco, amanhã falo de Otto Maria Carpaux, deve ter lido muito, não acredito que numa empreitada com essa dimensão, corra o risco de não controlar com mãos de ferro, por mais que convide dissidentes. O primeiro volume, para sorte do leitor, editado pela CosacNaify, tem mais de 1.100 páginas e algumas desenhas de autores. Serão cinco, um por ano, este primeiro chama-se A cultura do romance. As letrinhas são minúsculas, mas é fonte de consulta e presença indispensável em qualquer lugar que adote o apelido de biblioteca.

As páginas em cinza são mais práticas, versam sobre obras específicas, no mínimo, lerei desta vez a introdução de Vargas Lllosa antes de arquivar. A tiragem foi de “estonteantes” 5.000 cópias, será que existem outros 4.999 bem-intencionados neste país?

Ex libris: quem não tem cão, caça com gato…

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Outro presente que ganhei da viagem da minha mulher, esse de Veneza, foi um carimbo de Ex Libris. Dívida dela comigo, tinha ficado de desenvolver um ex libris personalizado, aceitei esse, que também não conseguiu esperar para incluir no carimbo o meu nome. Ponho-o agora a mão.

Mas confesso que apesar do formalismo, este expressa exatamente o que penso do livro, uma escada, para que? Para onde se queira ir, no meu caso, para uma compreensão ampliada da vida, das escolhas, das pessoas. E isso, não vai ser lendo este blog que você vai conseguir, e sim, os livros, não de todos os tipos, existem alguns que sequer mereceriam essa classificação, apesar de terem ISBN e tudo.

Já pensou em colocar um Ex Libris na sua biblioteca? Estou me divertindo em carimbar todos que ainda não estão guardados, vou dar trabalho para os sebos… Casa de ferreiro, espeto de pau. Minha mulher pode desenvolver um para você, mas se não for pagar, ela encomenda um carimbo lá em Veneza…

Não sou melancólico, mas gosto de reler Fernando Pessoa

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Minha mulher voltou de uma exposição coletiva em Portugal. Trouxe além de doces, queijos e vinhos, um carimbo de um Ex libris, sem meu nome porque não daria tempo, iam visitar a Bienal de Veneza, falo disso depois e alguns livros muito bem editados e que dão prazer.

Um deles é de uma pequena coleção sobre Fernando Pessoa: a coleção instrumentos para a melancolia. Me deu o número 7, Fernando Pessoa, poemas escolhidos. Algumas páginas são verdes, outras brancas e todas para serem lidas requereram que se acabasse o corte dos cadernos. Fernando Pessoa não é meu Fernando Pessoa favorito, acho que prefiro Alberto Caeiro, aliás, nas próximas releituras vou atentar a esse detalhe, escolher e descobrir se consigo explicar a escolha.

Gostar de Fernando Pessoa para mim é a vitória da beleza, da estética, sobre o estilo, explico melhor, consigo gostar de pessoa mesmo não vendo na minha prática, comportamento tão melancólico. Além deste livrinho, trouxe outro, A imortalidade, um pequeno tratado sobre como são os homens: intelecto, sentimento ou vontade. E também sobre as variações e combinações deles. ainda não terminei, fala das diferenças de tipos humanos e da sua relação com a inteligência, e arte, bem curto e que traz uma visão interessante do sentimento para a produção: “qualquer pessoa que seja, de algum modo, poeta sabe muito bem que é mais fácil escrever um bom poema (se os bons poemas estiverem ao seu alcance) acerca de uma mulher que lhe interesse muito do que acerca de uma mulher por quem esteja profundamente apaixonado”. Por que? Responde Pessoa: “Uma grande emoção é excessivamente egoísta;  chama a si todo o sangue do espírito e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever.” Já sentiu isso na prática?

Agora eu gostei mesmo é do baralho, 54 cartas/pensamentos, já que no baralho há os coringas, que podem e devem ser lidos e relidos de tempos em tempos. Um exemplo? 6 de copas: “A loucura, longe de ser uma armadilha, é a condição normal humana. Não ter consciência dela, e ela não ser grande é ser homem normal. Não ter consciência dela, e ela ser grande, é ser louco. Ter consciência dela e ela ser pequena é ser desiludido. Ter consciência dela e ela ser grande é ser gênio.”

Você é o que?: (  ) homem normal; (  ) louco; (  ) desiludido; (  ) gênio

Este baralho não deixarei meu filho pegar para jogar truco…

Além do que falei, duas “novas promessas”

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Li no Estado pela manhã sobre o lançamento do Paulo Rodrigues, não o conhecia, mas a crítica estava totalmente positiva. Raduan Nassar o referendando, nessas horas sou contaminado pelo virus do bibliófilo, leitor compulsivo e depois do café da manhã no Pão de Queijo da Haddock Lobo, o melhor do mundo, onde vou quase 7 vezes por semana, a procura na Livraria da Vila. Sai de lá não apenas com o Vozes do sotão e disposto a ler a história do alfaiate Damiano mergulhando na sua própria história, comentarei em breve como também com o já comentado aqui de Alain de Botton, Os prazeres e desprazeres do trabalho e um outro livro de um esse sim uma nova promessa (Paulo já é maduro, começou tarde), o inglês Joseph Smith.

O lobo, Alfaguara, aval de qualidade que me estimulou a encontrar lá uma fábula do que começo a encarar, a busca por coisas que vou precisar para completar uma existência que já é vista com a clareza da maturidade, que supera a diferença e embasso da visão equivalente, quem nos 40 não começa a avançar e recuar rótulos, a tentar descobrir se a audição ainda está intacta? Bom, planejo também lê-lo, mas o trabalho mundano está puxado, ando lendo os livros que vou lançar e não os livros que escolhi para a minha biblioteca…

7a. Semana: Folha, demita o Sarney!

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Mais uma semana que Sarney é publicado na Folha e eu comento aqui, vou ter trabalho, mas campanha iniciada, só termina ou, quando consegue, ou quando é derrotada, e nem só os caras de pau são persistentes…

Hoje nosso “grande, social, democrático, intelectual e magnânimo” líder relembra sua visão de futuro e suas preocupações sociais com o movimento agrário. Só esqueceu de falar dos resultados possíveis e não obtidos no Maranhã. Segue a censura ao Estadão.

Alguns livros chegam até você…

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Matéria da Folha de hoje, Ilustrada, fala sobre o crescimento da venda de livros no canal porta-a-porta. Na verdade, fala mais da Avon e desse mercado mais glamurizado, pelo menos divide catálogos com brilhos e outras maquiagens. Não aborda tanto o porta-a-porta no interiorzão, sem o upgrade da Avon, os tradicionais crediaristas.

É bom que seja assim, é bom que se as pessoas não vão as livrarias, as livrarias venham até as pessoas. A observar apenas o tipo de livro que faz esse movimento, se fossem vinhos, seriam os alemães de garrafa azul, pegam um monte de gente que ainda não está preparada para um tanino. Você também tem medo do tanino literário? Augusto Cury para você!

Há 70 anos que não é mais ele quem explica, o fazem em seu nome, mas poucos ainda entendem… Uma homenagem a Freud

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Há 70 anos morria Freud, aquele de quem se costumou falar que explicava tudo… Talvez agora isso possa parecer um pouco mais verdade. A Imago vai relançar sua extensa obra, mais de 30 livros, com novas traduções e notas explicativas. Será traduzido direto do alemão e a expectativa é que sua obra ganhe em clareza e estilo, Freud era tido como grande escritor, seus livros em outras línguas, parece que nunca o foram.

Sou fã de Freud, poucos conseguiram ir tão fundo nessa nossa espécie complexa. Também é fácil imaginar o quanto suas idéias foram deturpadas, o que criou, é algo muitas vezes frágil, dependente de uma relação íntima e privada, dependente das variações das pessoas, pacientes e terapeutas, mas deu uma enorme contribuição. Ando numa fase que estou preferindo ler do que passar por psicanálise, mas é algo que me encanta. Vale ficar atento! O Estado no último domingo trouxe uma cobertura excelente, vários artigos, a maioria, mas erudita e menos direta do que supostamente ficará a obra de Freud…

Morreu a Emília do meu tempo: Lágrima para Dirce Migliaccio

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Fiquei surpreso e fui obrigado a pensar no passar do tempo. A Emília da minha época, adaptação da década de 1970 levada ao ar pela rede Globo da obra de Monteiro Lobato, O sítio do pica-pau amarelo, Dirce Migliaccio faleceu hoje no Rio de Janeiro aos 75 anos.

Lembro da mesma como uma das irmãs solteironas de O bem amado, depois que passei a tentar o papel de “metido a intelectual” assisti muito pouca televisão. Mas lembro com carinho da série e de tentar motivar meus filhos a seguirem as versões de sua época. Afinal Emília foi um dos grandes personagens da infância de quem optou por tentar ser mais um Visconde de Sabugosa…

Dá para ser feliz e trabalhar?

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Sai esta semana o novo livro do filósofo Alain de Botton, criticado por alguns, amados por outros, tem sua obra voltada para a popularização da filosofia, trazê-la a um público mais amplo.

As vezes tenho receio de estar diante do Gabriel Chalita da Suiça/Inglaterra, se bem que Botton é mais modesto, não publicou muito mais do que 10 livros, longe dos 30 do Chalita e aborda temas mais difíceis e menos populares que o daqui, sem fraquejar logo de largada na facilidade e sem receio de contrariar o leitor, pontos também raros na obra de Chalita.

Os prazeres e desparazeres do trabalho assume que até dá para ser feliz no trabalho, mas apenas para uma minoria. Antes de olhar o livro, dá uma checada na entrevista dele hoje na Folha.

É a vida é cheia de reprovações…

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É claro que o advogado José Antonio Dias Toffoli pode chegar ao Supremo mesmo tendo sido reprovado duas vezes no concurso para juiz de primeira instância. É claro que as pessoas podem mudar, merecem o benefício da dúvida, mas que fica chato isso fica. Eliane Cantanhede na Folha de hoje aponta outros pontos que deixam essa indicação menos “nobre”, interpretação minha.

Mas o pior está na mesma Folha, na coluna da Mônica Bergamo, ao ser padrinho da filha do cumprade, o nosso guia mor, desincentivador-geral da leitura e do estudo, além de lembrar, sempre parece que com uma ponta de orgulho, que chegou lá sem ter faculdade cravou: “Bobagem. Tudo bobagem. Falar que o Toffoli não passou num concurso? A vida é assim mesmo. Alguns dos maiores cientistas do mundo foram péssimos alunos, tiraram nota zero na escola. Os jogadores de futebol mais brilhantes do mundo foram rejeitados por uns 30 clubes antes de serem contratados” depois ainda adicionou “Ele é um puta advogado. Ele foi advogado da gente desde a campanha de 1998”.

Além de não gostar das metáforas de nosso guia para esse assunto, Supremo e futebol são coisas distintas, e critério de escolha só na prática, ainda mais a meu favor, confesso que torço para o tal Toffoli correr atrás da densidade perdida e não se vangloriar apenas da sua capacidade política, como faz seu mestre e padrinho!

Espelho LXVIII

Ser humano é surpreender-se que a agonia sentida tão fortemente também já o foi por outros, e há muito tempo…

Sempre dá para aprender com a mitologia

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Comprei hoje Mitologia de Philip Wilkinson e Neil Philip, lançado no Brasil pela Zahar. É daqueles livros da inglesa DK, popular pelos guias lançados aqui pela Publifolha.

São 8 partes: Introdução a mitologia, o mundo clássico, Europa, Ásia, Américas, África, Oceania e Quem é quem na mitologia. Comprei mas como fonte de consulta, além de rica em nomes, as histórias mitológicas permanecem atuais, são baseadas em desejos e aspirações humanas, mesmo as mais monstruosas… Aliás, comprei na XIV Promoção do livro Infantil e Juvenil da Livraria da Vila. Parecia outro mundo, uma livraria lotada. Nem acho que os 25% de desconto façam tanta diferença, mas que a movimentação na livraria ajuda a formar um novo público, isso ajuda!

Up - Altas aventuras: fiz um programa familiar…

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Minha mulher está expondo em Portugal, fomos daí assistir Up: altas aventuras, produção da Pixar com a Disney e dirigido por Pete Docter e Bob Peterson, minha filha, verdadeiro público-alvo, meu filho de 12 anos, já na dúvida se ia ou não e eu.

O filme é gostoso, é impressionante como os recursos de hoje são muito diferentes da minha infância, hoje, o que se imagina ganha a forma que o diretor ou o produtor decidem mostrar, com uma riqueza de detalhes incrível.

Na manhã de ontem tinha ido à escola do meu filho discutir questões relativas à educação. Todos se mostravam um pouco surpresos ao comentar as escolhas dos garotos sobre temas livres, várias dessas escolhas caíram sobre temas como velhice e ligados à nostalgia. Up é isso, uma tentativa de ensinar a velhice às crianças. Não sei o quanto consegue, meus filhos, 5 e 12 anos, gostaram, no mínimo acredito que ensina que nossos heróis nem sempre são heróis, estão mais pertos do aventureiro, herói do velhinho eterno candidato aventureiro, herói (sem charme) do filme, ou seja, tem um lado podre e mal não muito pequeno…

The Economist, vida inteligente?

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Matéria do caderno de final de semana do Valor (que aliás viu sua tiragem diminuir desde o final da finada Gazeta Mercantil) fala sobre os 166 anos da revista The Economist e sua busca por leitores inteligentes.

É claro que uma publicação que começou só na Inglaterra com 2 mil exemplares, custando oito vezes mais cara do que os jornais na banca e depois de pender entre centro e direita, quando isso ainda era mais importante, alcança 1.400.000 milhões de exemplares e tem as tiradas que tem, merece respeito e sempre uma espiada. Mas é claro também que tem um grande número de leitores espertos, os que querem parecer inteligente, funciona. Muitas vezes acho que aqueles textos conseguem mostrar de forma clara assuntos complexos, acredito que existe um trabalho no texto, me surpreenderia se não, existe uma estética, um cacoete.

E falam de economia aplicada, a relacionam com a vida cotidiana, política, cultural, científica das diversas partes do mundo. Um modelo a ser invejado, mas que também deixe claro que quando se busca inteligência, só dá certo se for em escala mundial, restringir a um país, é nicho demais, qualquer país, não é apenas privilégio nosso, nem americano, os inspiradores do índice do BigMac, outra contribuição criativa da revista, como o são várias de suas capas.

Comparando isso com o gasto das famílias em leitura. Cada família brasileira compra apenas uma edição da Economist por ano, se a decisão de gasto dos 40 reais por revista, fosse por ela, tudo estaria melhor, quem choraria seriam as revistas de fofocas e celebridades, essas é que levam a verba de leitura de revistas e não oferecem nada para ler…

6a. semana: Folha, demita o Sarney!

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A Folha insiste em manter espaço para o Sarney no jornal e eu insisto em manter esse protesto aqui.

Hoje o imortal falou da democracia e do porque nunca atacaria a mídia como supostamente foi acusado, não falou dos atos secretos que continuam a ser aprovados. Acho pouco produtivo para a imagem do jornal abrir o espaço para alguém que duas ou mais páginas adiante sempre está presente, sempre com coisas negativas. Folha, demita o Sarney!

Livro: formato, impostos e incentivo

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Ontem dei minha aula sobre Plano de Negócios no curso de extensão da Universidade do Livro, foi bacana, além dos detalhes sobre plano de negócios, levei meu Kindle para checar a reação, começou uma velha discussão de quando a coisa vai mudar, se mudar. O dia tinha sido massacrante e só fui ler a Folha na volta, já quase hoje, quando me deparo com a coluna do Ruy Casto: bonito, gostoso e prático.

Ruy defende que o livro já nasceu resolvido, é tecnologicamente maximizado. Aponta também a quantidade de pessoas no final de semana lá no fim do mundo de Jacarepaguá, ao invés de estarem na praia, Bienal do Livro. Não sou tão animado quanto ele, mas vamos lá fico com o final do artigo: “Na verdade o livro só precisa de nós. Neste momento, mais do que nunca, talvez.”

O otimismo do Ruy contrasta com os frios dados de mercado que postei ontem, as famílias, na média não chegam a gastar a nota do macaco, 20 reais em livro, por ano.

Por falar nisso, parece que ouve um acordo para o novo Imposto do Livro, cada um da cadeia, editor, distribuidor e livreiro contribuirá com 0,33% das vendas (totalizando 1, ao invés do inicial 1 % de cada) e com esse valor se espera arrecadar 40 milhões ano para criar uma verba de incentivo à leitura. Isso anunciado no mesmo dia da provável liberação dos bingos.

Não é por nada não, mas não seria muito melhor se alguém tivesse a coragem de taxar o bingo com verba para incentivo à leitura? Não é justo? Já que o indivíduo vai utilizar horas que poderia estar lendo, vegetando num bingo, peguemos um pouco dessa grana e formemos gerações mais dedicadas a atividades concretas e formadoras. Conheço poucas coisas mais inúteis do que ficar jogando bingo, se é para mexer com números, pelo menos um Sudoku…

Mas tenho certeza que o presidente Lula, se convocado a escolher, optaria pelo bingo, a ele, dá menos sono do que os livros que não compra, não abre, não lê e quando ganha, ainda deve doar!

Plano B - Plan B - In the bubble by John Thackara 12

capaplanob4x6.jpg Último post sobre o Plano B.

Esta foi a primeira campanha de divulgação no próprio site que fizemos, obtive bons retornos, é algo que dá para ser feito, espero que as pessoas tenham podido aproveitar, mas espero mais ainda que tenha surgido interesse para comprar o livro, afinal, editor que não vende, não vive…

Dá para usar a velha brincadeira do last but not least, o tema desta vez é água, não precisa dizer muito. Como dito, o John Thackara estará no Brasil em novembro, qualquer coisa, visite o site dele:   www.thackara.com.

WATER EXTRACT

Regenerative design re-imagines the urban landscape as an ecology with the potential to support us.
In terms of perception and culture, we need to re-connect city dwellers with soils, trees, animals, landscapes, energy systems – and, especially, water.
Urban waterways, often the historic core of our cities’ economies, have the potential once again to be rich sources of biological diversity that contribute to the quality and economy of urban life.

Since Roman times, we have designed rapid-transit water conveyance systems that keep land relatively dry, provided a supply of potable water, and carried away human waste for disposal.

The traditional goals of urban water management have been to provide a safe and adequate water supply, environmentally acceptable disposal of treated wastewater, and flood control. These systems have been integrated into the built environment of buildings and streets.

continue…

Informações sobre o livro:

Comprar Plano B na Livraria Cultura

Comprar Plano B na Livraria Saraiva

Buy In the Bubble at Amazon

O livro e a grana

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Já fui de um tempo onde este dinheiro aí acima era imbatível, reserva de valor, hoje, todo mundo bate no dólar, seu papel é repensado… Mas este post é sobre outra coisa, a pesquisa feita pelo IBGE e divulgada no Estado de ontem: O Livro no Orçamento Familiar.

Dei uma pesquisada rápida no site do IBGE e não encontrei o estudo na íntegra, mas os números divulgados na imprensa já são suficientes para nos fazer refletir. Refletir não, agir, sou obrigado a admitir que estou fazendo a minha parte, tenho puxado os gastos da média brasileira para cima, neste caso, bem para cima, algumas centenas ou milhares de vezes acima da média, ou seja, alguns milhões de pessoas que poderiam, não estão fazendo a sua parte. Que tal você se engajar na meta de elevar esses números para algo aceitável?…

Os brasileiros gastaram R$ 5,471 bilhões com o conjunto de itens de leitura, revistas, jornais, livros didáticos, livros não didáticos, fotocópias (ops, até o IBGE contabiliza, preciso descobrir quanto é…), livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e bibliotecas.

Gasto médio anual (veja bem, anual e por família…)

Revistas: R$ 42,00
Jornais: R$ 17,00
Livros: R$ 11,00

Apenas 7,47% da população brasileira adquire livros não didáticos. Vou me esforçar muito para olhar isso como oportunidade. Mas da renda familiar, 0,05% é destinada a compra de livros, ou seja, essa é uma nação de “analfabetos”, por opção ou falta de opção, mas não se lê e, portanto, não se discute e evolui, ponto final.