Arquivo: Outubro de 2009



Quem estiver perto de Ouro Preto, tem que ir: Flop - Fórum de Letras

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Começou na quinta e vai até segunda o FLOP - Fórum de Letras de Ouro Preto.

A programação inclui várias discussões literárias e jornalísticas das mais importantes e tem um convidado especial, o português Gonçalo Tavares. Já li várias de suas obras, mesmo porque a maioria é bem curtinha (série Bairro) e o considero um dos mais densos e interessantes escritores da atualidade, alguém que merece destaque na Língua Portuguesa (inclusive ganhou o Portugal Telecom há alguns anos, e depois, fui lá numa palestra dele na Livraria da Vila e lá estavam mais umas dez pessoas…). .

Dos autores brasileiros destaque para Humberto Werneck, Ruy Castro, Fernando Moraes. Ainda estarão lá entre outros José Castello, João Moreira Salles e Nuno Ramos. Pena que não consigo ir. Quem sabe o ano que vem, ou então, fica aqui neste estágio de FLUP, a Falta da Literatura Universalizada no País…

Prêmio Bravo 2009

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A foto acima é do João Wainer e reúne alguns dos premiados na noite de segunda-feira passada pela revista Bravo. Acabei não fazendo nenhuma menção, achei que era hora de corrigir, por mais que tenha algumas questões com prêmios, eles acabam estimulando a cultura, e se há algo que merece estímulo é a cultura, porque se deveria ser natural a recorrência humana a ela, não o tem sido.

Os premiados foram: Bruno Beltrão por H3 do Grupo de Rua de Niterói (dança); Chico Buarque por Leite derramado (livro); Danilo Torres de Miranda do Sesc (personalidade cultural); Fernanda Takai por Luz Negra (show); Instituto Moreira Salles (programação cultural); Marcos Bechis por Terra vermelha (filme); Ná Ozetti por Balagandãs (cd popular); Nuno Ramos por Mar morto (exposição); Roberto Alvim por O quarto (teatro); Rosana Lanzelotte e Ricardo Kanji  por Newkomm no Brasil (cd erudito); Selton Mello (artista pelo voto popular).

Livro de André Agassi causa uma polêmica produtiva

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O livro nem foi lançado mas se queria causar polêmcia, está feita. André Agasse confessa em sua autobiografia que utilizou drogas quando tenista (com esse tipo de revelação até o Ruy Castro ia classificar o livro como biografia e não perfil…). Vários tenistas o criticam, mas o mais interessante que vi sobre o assunto foi o texto do Juca Kfouri em seu blog, chama-se Hipocrisia e faz pensar, dê uma olhada (clique aqui) e retorne.

Coluna de hoje do Hatoum

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Se gosta de livro, leia hoje a crônica de Milton Hatoum no Caderno 2. Brinca com o futuro e um tal chip implantado que nos faria ter acesso a milhões de páginas. Já imaginou, não sei o que faria sem o acaso e a turbulência do caminho que estou construindo com os livros. Talvez tudo de uma vez fosse o equivalente a nada. Sigo no meu caminho de autor em autor, brigando que o trabalho atrapalha a literatura.

A outra história, do passado, conto o que o livro fez na vida do pasteleiro Donato, de uma sensibilidade forte, daquelas coisas capazes de dar orgulho de trabalhar com livro.

Espelho LXXII

Ser humano é querer muito fingir que a vida é mais leve do que é…

Philip Roth no Valor

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Philip Roth lançou seu último livro agora em outubro nos Estados Unidos, o The Wall Street Journal o entrevistou e o Valor de hoje reproduziu, vale ler.

É sobre seu último livro, uma novela, The Humbling, que segundo ele faz parte de uma série, junto com Homem Comum e Indignação, mas é muito mais sobre vida. Quando leio Roth, me convenço que todo o mercado de autoajuda é falso, artificial, para dizer o mínimo.

Além de reforçar seu jeito amargo de ver a vida e envelhecer, Roth deixa claro a diferença entre Literatura e Entretenimento e quão raro é a junção dos dois, só em casos geniais, Charles Dickens é um deles. Há também um artigo de José Castello sobre ele, um título de autoajuda: PR esfarela as máscaras do sucesso…

Leiam o artigo todo do Castello, e a entrevista do Roth, é claro, mas eis aqui o final: “Diz Bellow [Saul Bellow] que a única saída do homem contemporâneo é ‘recuperar as forças a partir de uma posição de extrema fraqueza’. Em Roth, é sempre a partir dos erros e das dores, e não do sucesso e da ordem que um homem avança e se fortalece.

Roth é um especialista em esfacelar a máscara de sucesso, equilíbrio e normalidade que encobre o semblante do americano médio. Ele a arranca sem piedade, mostrando que esse ‘bom funcionamento’ tem um preço: distancia as pessoas de si mesmas. Mas dia, menos dia, a vida cobra sua conta - e é aí que a literatura, com seu poder de abrir caminhos e de expor feridas, ocupa seu lugar.” Papo cabeça e dos bons!

12a. semana - 3 meses que prego no vazio contra Sarney escrever na Folha…

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Continuo a campanha, mas questiono se devo ler o que José Sarney escreve para protestar, ele não merece, talvez apenas seu ghost-writer…

Pornopopéia e Sobre os escritores à minha disposição…

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Domingo na Livraria Cultura do Conjunto Nacional comprei esses dois livros. Aliás, é impressionante a quantidade de gente que vejo na Cultura, sempre me imagino morando num outro país, com uma taxa de leitura bem mais elevada do que a da minha vida de verdade.

Há tempos hesitava em comprar Pornopopéia, livro de Reinaldo Moraes que li na mídia coisas positivas e ouvi de um amigo a indicação. Conheci o autor numa reunião no colégio do meu filho, ele deve ter um filho ou filha que estuda no mesmo ano. Se dependesse desse encontro, não leria nada dele. Ficamos num grupo teoricamente perfeito, havia ele, autor e roteirista, um diretor de comerciais e filmes e outros mais. Nosso teatrinho foi um vexame. Mas na sexta passada Milton Hatoum comentava sobre a extinção dos carteiros e uma amiga de Barcelona, fez menção a Moraes e resolvi comprar.

Já Canetti, comprei para saber sua opinião sobre alguns escritores. Tenho com ele uma “dívida”. Abandonei Auto de fé na metade, não premeditadamente, mas foi há uns 4 anos e ainda não retomei. Vamos ver se eles furam minha fila.

Que pena, a PUC precisa se reposicionar… - lágrima pela campanha

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A PUC é uma referência na história da educação no Brasil. Várias de suas faculdades são ou foram de grande destaque na formação de profissionais relevantes e para a discussão dos rumos deste país, sem contar, com o papel histórico da instituição durante a ditadura. Já morei lá perto e ainda é lá o meu colégio eleitoral, ou seja, em tempos de eleição, volto para escolher meu candidato (cada vez com menos prazer e convicção) e comer um acarajé.

Já li bastante sobre a crise financeira da instituição e da necessidade de atrair mais alunos e aumentar o faturamento. Há tempos tenho observado a campanha com ex-alunos em foto de destaque. Eu já não poria Michel Temer, muito menos este Tiago Aguiar da veiculação de hoje, apesar de não ter nada contra, nem conhece-lo. Só não acho que seu currículo mereça destaque, em peça criada pela Calia/Y2 diz: empresário, palestrante, vencedor do Aprendiz 4, graduado e mestre pela PUC-SP.

Se alguma instituição se orgulha de formar o ganhador do reality show Aprendiz, ela precisa mesmo estar em crise… Socorro, pensem bem antes de se inscrever no “Vestibular de verão 2010”.

As vozes aparecem, mas a história poderia ser mais atrativa: As vozes do sotão

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Primeira leitura de Paulo Rodrigues, levado pelas críticas positivas nos cadernos de cultura, As vozes do sotão agradou mas não deslumbrou. Se mostra um escritor maduro, de verdade, não foi capaz de me dar vontade de continuar no drama do personagem, Damiano/Guido.

Vários ótimos momentos e uma vida complexa, distante dos contos de fada, como qualquer vida na maioria do tempo, mas sem uma conexão entre tudo e um desejo de ir seguindo o personagem ou a voz para as instâncias mais fundas da identidade humana.

A edição é bem cuidada, CosacNaify, apesar de não ter certeza se gosto das páginas com fundo escuro, atrapalham as anotações. Meu resumo é este, um bom escritor, denso, mas que me pareceu mais encantando com sua criação do que com a história.

Sonhar acordado e Raul Rosenthal no Ig empregos

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Tem uma matéria bem bacana (favorável é claro) ao Sonhar acordado, se quiser dar uma olhada, clique aqui, depois volte…

Lágrima pela Fundação José Sarney - a mais irônica das lágrimas…

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Foi anunciado hoje o fechamento da Fundação José Sarney, duro golpe na cultura brasileira. Não é possível que empresários tenham a visão tacanha e não colaborem com a continuidade e possibilidade de conhecimento e pesquisa de todos os documentos (publicáveis, é claro) que construíram a história da presidência de Sarney.

Nunca mais o Convento das Mercês, obra do século XVII encontrará ocupação tão nobre e compatível com sua representatividade arquitetônica, Padre Antonio Vieira deve estar desolado em sua tumba…

Vida de casal: Tolstói e a Felicidade conjugal

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Eis um pequeno livro de Lev Tolstói, Felicidade conjugal,  que te deixa do começo ao fim a espera de uma ação mais abrupta, mas ela não acontece, e não tem problema. Narrada do ângulo da mulher, pela própria jovem que casa com um homem bem mais velho, no “final da vida”, para minha sorte, 43 hoje é ainda antes do meio, conta a história desse relacionamento e da evidente diferença de expectativa e comportamento, ainda vigentes e que devem ser uma questão muito importante para vários segundos casais, por mais que as mulheres reclamem, e minhas amigas reclamam, homens de 40, 50 quando separam-se buscam refúgio na juventude e viço dos 20, 30, depois podem até se arrepender, mas a grande maioria quer afastar seu envelhecimento, convivendo com mulheres que lhe exigem menos da libido.

Aliás libido é o único ponto fraco do texto de Tolstói, a falta desse elemento. De resto é um livro muito gostoso de ler, todos os dramas internos de Mária e suas dúvidas, primeiro em relação a assumir o amor pelo amigo jovem do pai, depois por perceber que nenhuma relação suporta o mesmo tipo de sentimento do começo ao fim. Se Tolstói foi pouco moralista neste livro, serei eu nos meus comentários. Este é o principal problema dos relacionamentos, talvez o segundo principal, a expectativa que as coisas irão sempre ser como foram no início, nunca serão, caberá a cada um dos dois encontrar e construir em conjunto o novo formato da relação. Qual é o principal problema? As pessoas não se abrem de fato para o outro, muitos ainda acreditam que tem na família de origem ou em algo não presente, a verdadeira conexão, ou seja, a humana vontade de se esconder, de fugir de seus lados menos nobres.

Tolstói monta a solução de uma relação, o ápice, a desilusão das duas partes e a aceitação das circunstâncias. No lado pessoal ainda acredito que depois da desilusão pode vir uma reinvenção, mas essa exige muito trabalho. Depois desse comecei a ler As vozes do sotão, e há uma outra relação, onde os limites de respeito não foram mantidos, assunto para post futuro.

Gostei bastante, vale ler e utilizar trechos para “discutir a relação. Se não quiser saber o último parágrafo do livro, não leia o seguinte: A partir desse dia, terminou o meu romance com meu marido; o sentimento antigo tornou-se uma recordação querida, algo impossível de trazer de volta, e o novo sentimento de amor aos filhos e ao pai dos meus filhos deu início a uma nova vida, de uma felicidade completamente diversa, e que ainda não acabei de viver…

A inutilidade dos portais

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Já devo ter dito aqui que quando em viagem, acumulo os jornais assinados para uma leitura rápido depois. Voltei na quarta e só amanhã devo acabar a pilha de Estados, Folhas, Valores, e até Globos que se acumularam. É algo que se me pressiona por um lado, por outro me dá prazer, assumo esse meu lado dinossauro, hoje conversava com o meu filho sobre a questão dos números da passeata contra o aborto em Madri e a necessidade de busca de várias fontes de informação e da correta identificação ideológica de cada uma delas.

Mas hoje me dei conta do quanto se fica alijado de informação ao se frequentar apenas os portais, especificamente o uol. É incrível como as chamadas são inúteis, vazias e superficiais. O conteúdo é para semianalfabeto, sem nenhuma perspectiva de conhecer um pouco mais a vida. Não se iludam com essas “informações”, não achem que estão com a lição de casa feita. É verdade que não entrei nas edições eletrônicas desses veículos, mas prefiro o papel.

Aliás, estou tentando com a Amazon a liberação do meu Kindle para estar on line aqui, ainda só consegui uma resposta padrão…

11a. semana Folha, demita o Sarney!

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Hoje nosso intelectual-mor do Senado resolveu abordar os três poderes e acaba de forma “brilhante” que panela que muito se mexe, ou acaba sem gosto ou salgada, exatamente como o instituição que dirige, que não consegue encontrar seu rumo. E a Folha de S. Paulo insiste em mantê-lo na equipe de colaboradores. Folha, acorda, demita o Sarney!

Novo livro da Virgília: Ele voltou - Fazer acontecer

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O livro do publicitário Julio Ribeiro marcou o mercado editorial nos anos 1990, vendeu quase 40.000 cópias e influenciou não só uma geração de publicitários e marqueteiros, como também de profissionais de outras áreas nas empresas, curiosos em entender o que se passa no mundo da comunicação.

Eis que agora, depois de 15 anos ele está de volta, em nova versão, revisada e atualizada e com 6 novos capítulos. O lançamento vai ser no dia 10/11 e virá uma campanha de mídia muito forte.

Se você é da área, é quase obrigação, se não, também pode se interessar pelo que Julio Ribeiro escreve, é um dos principais nomes da propaganda brasileira e atingiu essa condição trabalhando na base, no conceitual, não apenas na espuma das campanhas. Escreve com muito bom humor, capítulos curtos e capazes de não só fazer refletir, como também ficar como exemplo para vários pontos de vista, afinal de contas, que outros livros tem capítulos com esses títulos?: O homem que ensinou o cavalo a não comer; A arte de ressuscitar produtos; O Branca de Neve; Minha mulher e minha agência não me entendem; Minha avó está apaixonada; A diferença entre o mágico e o bruxo; Não se faz uma bolsa de seda com orelha de burro; e muito mais, cheque no menu todas as informações, clique aqui.

Entrevista sobre Sonhar acordado para Exame TV

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Se quiser assistir a entrevista do autor Raul Rosenthal para a Exame Tv, clique na foto acima. São 3:45 falando sobre livro e respondendo perguntas de carreira para jovens.

Se quiser comprar o livro pela internet, escolha uma das livrarias abaixo:

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  Cultura                                                                   Saraiva

Nood, mais um concorrente para o Kindle, para o bom livro em papel

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A Barnes & Noble, maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos está correndo atrás do prejuízo, anunciou o Nook, seu livro eletrônico, a empresa que havia se retirado deste mercado, voltou acelerando, prometendo mundos e fundos. Teclado touch screen e colorido, e muitas outras vantagens, se quiser saber quais, clique aqui e veja no site da empresa como ela se acha melhor que o concorrente da Amazon, não perde tempo falando dos outros, sinal que a Amazon ganhou até agora a briga com a Sony e os outros.

Não levei meu Kindle para a viagem, tentei conectá-lo agora e não funcionou, mandei um e-mail, vamos ver a resposta. Se na Alemanha é muito fácil reparar pessoas lendo nos livros no metrô, na Espanha havia muito jornal, falando em jornal, preciso encarar a pilha de Estado, Folha e Valor desde dia 12/10…