Uma homenagem a Marcio Kogan e Isay Weinfeld: Casa Batllo e Gaudí
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Dois de meus arquitetos brasileiros preferidos são Marcio Kogan e Isay Weinfeld, tanto que quando iniciei o projeto da poltrona Mindlin (minha iniciativa não bem-sucedida no mundo dos móveis) procurei Kogan para criar a poltrona de leitura.
Ontem, numa homenagem oposta, fui visitar a Casa Batllo, obra das mais conhecidas do arquiteto Antoni Gaudí. É uma aventura arquitetônica, carinha, 16,50 euros, para presenciar o que a criatividade de um arquiteto, aliado ao dinheiro e desejo de aparecer de um empresário, são capazes de fazer.
Deve ser de lá que Willy Wonka (não sei se é assim que escreve) buscava a inspiração para suas máquinas e cenários malucos, parece um filme. Fico imaginando a competição na época. Não é muito meu estilo, mas entre isso e os palácios neoclássicos construídos pelos empresários brasileiros de agora, não resta dúvida que Gaudí é muito mais original e divertido. Aliás, esses “palácios neoclássicos” deixam muito claro quão sem graça é a vida dessas pessoas, dos arquitetos que se prezam a projetar e dos proprietários que parecem não ter imaginação melhor do que se ver “nobres de séculos passssssados”.
Vale a visita, você também vai ter várias reflexões, vai olhar para onde mora de outra forma.
