Prêmio, atestado de qualidade?
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Alguns acreditam que um prêmio é no mínimo sinônimo de qualidade ou popularidade de algo? Eu já fui assim, mas já recebi convites para ser agraciado com prêmio, é claro, desde que comprasse uma mesa com preço de Fasano para jantar e companhia com preço de grupo Sérgio, lembram dele?
Questionei há pouco o prêmio dado ao Barack Obama, com boas intenções, mas precipitado, até o agraciado não sabia como se manifestar, aguardemos o discurso. Mas os discípulos de Alfred Nobel, da medalha aí acima, sempre dão suas escorregadas, não são os únicos, qualquer premiação é política, humana, sujeita a favorecimentos ou a “desracionalizações”.
O problema é que os prêmios abundam e hoje já existem muitos premiaos que até minha filha de 5 anos perceberia que não merece. Matéria de ontem do El País fala que apenas na Espanha existem 3.500 prêmios, literários, veja bem, literários. Quem ganhou o prêmio da Feira de Frankfurt deste ano foi o italiano Claudio Magris, um escritor que sustenta prêmios, capaz de erguê-lo e parar em pé, o que a maioria não o faz…

