Arquivo: Novembro de 2009



Não sou mais virgem de Bolaño

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Acabei de ler Estrela distante, um dos primeiros romances de Roberto Bolaño. Demorei para engatar, fala de oficinas literárias, fala de literatura, mas no fundo fala de política, de regimes políticos, de ditadura, de esfacelamento de vidas e sonhos.

É um autor que exige do leitor, cheio de citações, pessoas e livros, parte criadas, parte eruditas. Não pensei muito bem se é alguma metáfora as poesias escritas por aviões que o personagem duplo escreve pelos ares. Tem algumas descrições e comparações brilhantes, e outras um tanto enfadonhas. Tem um absurdo aceitável e esse talvez seja sua graça. Cabe lembrar que, se pudesse, Bolaño seria apenas um poeta alternativo. A responsabilidade da vida, os filhos, o fizeram partir para a ficção e ser visto como um dos principais nomes da literatura latino-americana do século XX. Não dá aquela sensação de apego, de compulsão, você vai indo, tentando descobrir onde chegar, nãáo existem caminhos óbvios, e para decepção de alguns, nem conclusões…

100 anos de Peter Drucker

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Estou participando da HSM Expo Management 2009, como blogueiro.

Agora pela manhã assisti a filha do fundador da Playboy falar sobre como transformar marcas em ícones. Na minha visão o produto dela facilita, o tal coelhinho é conhecido pelo mundo, mas só eles tiveram a competência de se estabelecer. Quem é o segundo nesse mercado? Acredito que não há consenso.

Depois uma palestra sobre pessoas e como “lidar” de formas adequadas com elas. Algumas dicas e números válidos, se o assunto interessar, siga no site da HSM ou então no blog do Update or die (http://www.hsmupdateordie.com).

Antes do almoço uma homenagem a Peter Drucker, o grande pensador da Administração, na verdade, um dos poucos pensadores da Administração, uma área cheia de gurus e com poucos pensadores. Gurus são entretenimento, e quando o negócio parte para isso, o caixa, mais dia menos dia, vai sofrer. É bom aproveitar a bonança. É comum ver executivos surfando essas ondas, alguns, com a real noção dos fatos, se especializam em ficar apenas em mares com onda a favor. Passam a carreira toda fazendo isso e se dando bem. Cabe aos acionistas saber fazer a peneira.

Quanto a Drucker, pregava o tão complicado óbvio, por isso, ainda continua tão necessário. Morreu há 5 anos, não sei o que diria dessa última crise, do fim da General Motors, talvez, pedisse para rever seu lugar na ciência que criou…

Ontem na Vila e hoje na Vira Cultura

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Mas uma ida seletiva a livrarias e aumento de pressão na minha capacidade de leitura. Quase comprei também O Campeonato, ficção sobre uma pessoa com dificuldades de parar de ler… Mas concentrei apenas nesses três. O primeiro, uma seleção de contos de Clarice Lispector e a ponte entre a “personalidade” selecionadora e a obra de Clarice: Clarice na cabeceira.

Os outros dois, não-ficção. O primeiro de Luc Ferry, ex-ministro francês sobre mitologia grega. Sempre acredito que aprenderei nos mitos algumas coisas que muitas vezes insisto em não ver tão óbvias, vamos ver se Sabedoria dos mitos gregos comprova minha tese. O outro, uma tese adaptada de Luis Augusto Fischer para a obra de Nelson Rodrigues, as crônicas, cujo autor embarca na tese de serem no fundo ensaios e que Nelson Rodrigues é o Montaigne brasileiro, a ser reconhecido apenas depois do reconhecimento lá fora, reconhecimento já obtido como dramaturgo, Inteligência com Dor, Nelson Rodrigues ensaista.

Deixei para depois os livrinhos da Hedra sobre as conversas de Borges, aliás, deixei muito mais para depois. Comprei para o meu filho uma versão adaptada pelo Cony de Moby Dick e me dispus a ler a versão maior da CosacNaify em paralelo, o dele 200 e poucas páginas, o meu,  quase 600. O preço para tentar mudar meu filho de time, tirá-los dos vampiros e levá-lo para boa literatura. Vou conseguir? Aposto que agora ainda não, mas pelo menos devo tirar o atraso do livro do Melville.

Ah, no Estado de hoje, interessante matéria sobre o lançamento pela Estação Liberdade de 4 livros de André Gide.

O que vai fazer esta madrugada? Que tal um passeio entre livros

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É hoje o Vira Cultura, muitas horas de Livraria Cultura da Paulista aberta, 35. Se está meio sem sono, eis um bom lugar para ir. Ah, amanhã também não precisa esperar abrir, até as 20 hs. Vai lá, compra um livro, de preferência da Virgília…

Folha, César Benjamin, O filho do Brasil e Os filhos do Brasil

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Não li a primeira edição do livro, editora hoje, chapa-branca demais, nem a recente, Objetiva. Ideologicamente não sei se participaria desse pacotão com o filme que, aliás, também não pretendo assistir, para mim, naquela postura não sei e nem quero saber, parece muito mais um desfecho equivocado de carreira do tal Barretão e ajuda a interpretações do cinema brasileiro. Mas que parece mistificação, parece, que parece eleitoreiro, também parece.

O mais complicado é ler o artigo do César Benjamin na Folha de hoje, imperdível, aliás, essa é a Folha que eu gosto, não a que continua dando espaço para o Sarney. César Benjamin compara esse filho do Brasil com os outros, num momento de prisão. Ideológico? Talvez, mas que no mínimo serve como contraprova para o viés ideológico e eleitoreiro do filme, isso serve. Lula deve ter mudado desde a tal experiência da prisão, só não é o santo que parece ter sido construído no filme que várias empresas viram como desnecessário apelar a leis de incentivo. Espero do fundo do coração, que apenas pelo conteúdo artístico da obra, sem nenhum interesse adicional… Como também gostaria que o autor do artigo estivesse inventando a história, o que não me parece, inclusive pelas defesas que já pipocam, apelando para o respeito que a seriedade do cargo merece. Aliás, amigos do Lula, ajudem, peçam para o Conar barrar a tal campanha do Neve, vai dar merda…

16a. semana: Folha demita o Sarney!

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4 meses e a Folha continua cedendo espaço para o ex-presidente Sarney escrever generalidades enquanto nos bastidores atua de forma prática de outro modo.

Que tal trocar aquele livro que já não é mais útil?

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O Samur Araújo, criador do Livralivro entrou aqui no Blog e pediu divulgação. Visitei o www.livralivro.com.br e parece bacana. Vale dar uma olhada. Acho que eu não trocaria os livros que comprei recentemente, mas já fiz algumas besteiras na vida, o problema, é que tenho e incentivo o hábito de rabiscar os livros, aí, talvez baixe o valor de troca, até pelo menos eu me tornar uma pessoa importante no mundo das letras… Também não pode ser tão doente quanto eu que acho que ainda um dia aquele livro vai ser útil…

Como funciona? Você cadastra os livros que quer e os que tem para trocar. O site faz o resto. Existem mais de 130.000 livros cadastrados, não custa nada, você só paga o correio. É útil sim, todo mundo tem um “amigo” chato que não conhece nem um pouquinho do seu gosto e acha que você é igual a ele. E todo mundo tem um livreiro chato que exige nota para trocar livros novos. Dá uma trocada lá no www.livralivro.com.br.

Livraria da Travessa, romance e psicanálise

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Dois dias no Rio de Janeiro e visitei 4 lojas da Travessa, uma das minhas livrarias preferidas no Brasil, na verdade, no mundo. Estar na Travessa, ouvir a música ambiente e ver a seleção de livros é sonhar que se vive em um outro país, com pessoas mais interessantes e inteligentes. Agora já são 6 lojas e muitos anos, sinal de que, pelo menos, um mínimo de vida inteligente existe, nem que se restrinja a essas lojas e algumas outras poucas espalhadas pelo país.

Como estou me preparando para escrever uma novela ou um romance, só saberei o que é mais para frente, só escrevi a introdução, comprei alguns livros interessantes de psicanálise, para caracterizar um personagem e de teoria do romance, para ter uma melhor visão geral.

Entraram para minha biblioteca: O que Lacan dizia das mulheres, Colette Soler, Zahar, A estranheza da psicanálise, Antonio Quinet, também Zahar e os dois livros de Roland Barthes, lançados Martins Fontes: A preparação do romance, vol. 1, e, A preparação do romance, vol. 2.

Espelho LXXIV

Ser humano é olhar histórias próximas e achar que merecia o sucesso de algumas. É desconsiderar o fracasso de outras. Mas só humanos persistentes, mesmo diante do sucesso, olham o mais que poderiam ter feito, e mantém com isso um parâmetro de busca, mesmo que interno…

Uma história gostosa de ler e de ver que os Fodas também erram…

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Tive uma reunião com o Eduardo Vieira na quinta passada, discutimos alguns projetos interessantes e ele me deu seu primeiro livro: Os bastidores da internet no Brasil. Disse que era rápido de ler.

Eu estava lá na Vila do Silício, mas vivia de livros, não embarquei na onda da internet (arrependido?), conheço alguns dos depoentes, já fui sócio de outro e continuo amigo dele, sou amigo de outros, não era algo distante. Comecei a dar uma espiada e quando me dei conta, não queria parar de ler. Foi minha leitura de feriado, como escrevi para o autor, furando fila de Bolaño e a biografia do Plínio Marcos.

É um livro reportagem e mostra os acertos, erros, pretensões, furadas e bolas dentro da internet brasileira. É interessante ler agora, passados 6 anos. Muito ainda vem sobre o assunto, mas já deu para dar uma consolidada em outros pontos. Conclusão? Com muito dinheiro, se ganha muito dinheiro. Mas também, com muito dinheiro, se perde muito dinheiro.

Se você enriqueceu com a internet, já deve ter lido. Se você ficou no sonho, talvez descubra alguns porquês.

Quentin Tarantino para provocar os sentidos: Bastardos inglórios

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Finalmente assisti ao novo filme do Tarantino, Bastardos inglórios. O plano era ir com meu filho, mas parece que não entraríamos. Ao sair do cinema concordo que não era a melhor opção, que fique ainda assistindo as patacoadas do Crepúsculo, depois caímos nas discussões mais pesadas da vida.

Tarantino resolveu encarar o nazismo. Na verdade, mostrou um lado humano cruel, um lado que todos temos, basta sermos cutucados. Para mim o grande personagem é o alemão investigador Hanz Landa, grande performance do ator Christoph Waltz, não gostei de Bradd Pitt, cômico em excesso. É interessante que só após alguns bons minutos se percebe de fato o jeitão do filme. Minha mulher sofreu e mais uma vez me fez sofrer, apertos e beliscões. Tarantino escalpa, fura, corta, mata e eu fico roxo, não é justo…

O filme é violento, tenso, mas aborda o nazismo de um jeito que faz o corpo pensar, chega-se a mente por outro caminho, e isso é bastante. Perguntei para minha mulher o que tinha pensado sobre o filme. Ela disse que não conseguiu pensar, tamanha tensão, eu fiquei com a questão da revanche, do que somos capazes para nos vingar. Há, o personagem de Waltz também nos mostra que existem inteligências capazes de sobrepor o individual sobre o coletivo quando percebem que é chegada a hora. Vá assistir

Duas biografias sobre personagens da literatura brasileira

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Saíram duas biografias das mais interessantes. Os biografados são figuras importantes da literatura e da cultura brasileira, os autores, segundo a crítica, fizeram bem a lição de casa. Depois palpito.

Tenho com Plínio Marcos uma dívida, retratado por Oswaldo Mendes em Bendito, maldito (Leya). Assisti algumas de suas peças, em Madame Blavatsky, meu colega de faculdade que fora comigo até virou teosófico, e agora, toda vez que a turma se encontra, ele aguenta os sarros pela alimentação e comportamento não tradicionais. Mas minha dívida é que se fosse hoje, conversaria com Plínio Marcos, na época, quando ia ao teatro e o encontrava vendendo seus livros, temia um pouco o marginal, preferia manter-me distante, pena.

Quanto a Clarice, preciso mergulhar mais na sua obra, li pouco dela, mas o livro de Benjamin Moser deve fazer um trabalho forte na sua afirmação no cenário literário mundial. Talvez um tanto das restrições que tenha sofrido, se compensem agora. Ainda bem que o livro foi publicado pela Cosac e não pela Rocco, dententora da obra de Clarice. A diferença de qualidade gráfica é gritante. Geralmente nos livros da Rocco, você tem que gostar muito do autor, não há nenhum incentivo editorial, tudo muito simples, espartano, às vezes até meio brega. Já na Cosac o oposto, poucos fariam uma capa como essa, aliás, até eu questiono sua eficiência. Ontem, procurando na livraria, demorei para encontrar. A biografada está apenas na lombada, é verdade que é uma lombada grande, ousadia de projeto editorial, tiragem de 10.000 exemplares. Vamos ver, tomara que venda, tomara que leiam, tomara que leiam Clarice. Imagine o que poderia acontecer nesse país se 5.000 jovens lerem Clarice ao invés de Stephanie Meyer, já será uma Revolução Cultural…

15 semanas: Folha demita o Sarney, eles reforçaram o pedido de censura ao Estadão…

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Semana que vem serão 4 meses, e a Folha mantém em seu quadro de colaboradores alguém que apóia a censura. Não é tiro no pé????

Balada literária, preciso participar de alguma forma!

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Puxa, quase perdi a Balada Literária 2009. Se não fosse minha amiga Patrícia, deixava cair no esquecimento. Estou aguardando as dicas delas para definir em qual discussão, evento ou cerveja, vou. Se estiver por SP, sem muito o que fazer, e é claro se já assistiu a Lua Nova (veja post abaixo), está liberado para algo mais cultural. Encha-se de coragem e encare os esquisitos da Vila Madalena. Sim, lá só se fala de literatura, poesia e cerveja nesses dias (também imagino que até lá domingo vai ser dia de secar o São Paulo, virou um país inteiro contra um time. Vou iniciar a campanha: Se o seu time não tem competência, deixe o São Paulo ser tetra sem secar!).

O centro, se conheço o Marcelino Freire, idealizador e agitador, é na Mercearia São Pedro. O homenageado é João Silvério Trevisan. Deixo desde já um protesto: os sites da balada não funcionam. Já tentei 3 vezes…

Lua nova: eu estava na pré-estréia…

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Disputei cotovelo a cotovelo minha posição na fila, é verdade que estava no final, meu corpo não aguentou e tive que jantar antes, e quando cheguei as 22:00, a fila já era bem grandinha. Atrás por atrás, pelo menos de estômago satisfeito…

Fiquei ainda uma meia hora no banco em frente ao cinema do Shopping Eldorado, aproveitei e dei umas cochiladas, não queria correr os riscos de pescar durante Lua Nova, não me perdoaria…

Tudo isso foi verdade, mas eu ainda não pirei! Fiz, pelo meu filho. Encarei como uma experiência socio-antropológica. Um mergulho tanto na juventude, quanto no mercado editorial. Não li sequer orelhas dos livros da Stephanie Meyer. Não assiste ao primeiro filme, em resumo, um alienado.

Desde as 02:35 de hoje, sim, o filme começou atrasado porque um deficiente físico também fez questão de assistir e teve, acertadamente o privilégio de entrar primeiro, mas isso levou quase 10 minutos até a sala 8 do Cinemark Eldorado, sou updated. Consegui não dormir, se dormisse, corria o risco de ser despertado com os gritinhos histéricos. Meninas adolescentes adoram músculos e péssimos atores, assim como homens adoram bundas e cabeças vazias, descobri ontem…

A história é rasa, as atuações também, mas mesmo assim todos pareceram amar. Minha surpresa foi ao final encontrar a irmã de um amigo, esta com mais de 30 anos, feliz por ter estado lá.

É, fico distante desses fenômenos “culturais”, ainda sou do tempo que cultura era algo pelo menos um pouco mais denso e, garotos e garotas, mesmo mais próximos de reprimidos sexualmente, ainda desejavam um pedaço de corpo, ou então, um malho bem dado. Não conheço nada da autora, mas arrisco dizer que é criacionista e representante dos americanos politicamente corretos… Se tivesse que escolher uma ídola, seria Sarah Palin… Deve ter acreditado em Papai Noel até a adolescência e se assustado muito em sua primeira noite…

Rubem Fonseca na fila do Bradesco

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Fui fazer uma operação que imaginava um tanto demorada na fila do Bradesco. Como sempre, livro salvador a tiracolo. A operação demorou bem mais do que o imaginado, não surtei porque lia o novo Rubem Fonseca, O seminarista.

A leitura prende a atenção, se impõe aos vários e repetidos comentários dos motoboys sobre futebol, churrasco e é claro, Geisy da Uniban. Me tomou pouco mais do que 3 horas. Quando acabei o livro, aí sim, pressionei por uma solução.

Não lia Rubem Fonseca há vários anos. Ele continuou recluso, eu mergulhei fundo em vários autores. Nos distanciamos um pouco. É gostoso, mostra o mundo como “ele pode ser e preferimos imaginar que não seja”. Mas fica muito no policialesco, senti falta de um pouco mais de drama íntimo do narrador, se não narrado por ele, pelo menos por outro. Gostaria de conhecê-lo melhor. Mas gostei, um bom presente.

Acho que vou perder, mas é imperdível: Woody Allen em SP, no CCBB

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Começa amanhã no CCBB, no centrão de São Paulo, uma retrospectiva com todos os filmes de Woody Allen. Ainda não os assisti todos, devo beirar os 50%, não consigo completar minha filmografia desta vez.

Allen é daqueles que eu analiso meio sem razão, assumo que sou fã e corro o risco de ser condescendente. Sempre acho que alguém que consegue manter a frequência, como ele o faz, merece respeito. Mantém a frequência e ainda fica acima da média.

O melhor é que o ingresso custará apenas R$ 4,00. Ou seja, algo deste nível por este preço, só muito de vez em quando. Clique aqui para saber a programação.

50 anos sem Villa-Lobos. Ou melhor, sem novidades do Villa-Lobos

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Hoje faz 50 anos que o Heitor Villa-Lobos morreu. Pesquisei na memória e consegui lembrar que cheguei até ele por meio do LP do Egberto Gismonti, Trem Caipira e me dei conta que isso foi há 30 anos…

Desde então fui acompanhando mais ou menos de perto, gosto mas não sou fanático por música clássica, o trabalho de Villa-Lobos. Teve um tempo que a música de espera da Negócio Editora era um quarteto de cordas executando suas músicas. Alguns funcionários protestavam, um autor orgulhou-se da editora, Raimar Richers, uma das pessoas mais exigentes que conheci.

Se não tiver nada dele em casa, aproveite que é o artista do dia da radio uol, e escute.