Rubem Fonseca na fila do Bradesco
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Fui fazer uma operação que imaginava um tanto demorada na fila do Bradesco. Como sempre, livro salvador a tiracolo. A operação demorou bem mais do que o imaginado, não surtei porque lia o novo Rubem Fonseca, O seminarista.
A leitura prende a atenção, se impõe aos vários e repetidos comentários dos motoboys sobre futebol, churrasco e é claro, Geisy da Uniban. Me tomou pouco mais do que 3 horas. Quando acabei o livro, aí sim, pressionei por uma solução.
Não lia Rubem Fonseca há vários anos. Ele continuou recluso, eu mergulhei fundo em vários autores. Nos distanciamos um pouco. É gostoso, mostra o mundo como “ele pode ser e preferimos imaginar que não seja”. Mas fica muito no policialesco, senti falta de um pouco mais de drama íntimo do narrador, se não narrado por ele, pelo menos por outro. Gostaria de conhecê-lo melhor. Mas gostei, um bom presente.
