
Esse cara aí acima já foi um pouco de tudo o que as imagens sugerem. É um criativo que assume suas incoerências e alguém que soube expandir seu mundo de forma pouco reproduzível. Não iria comentar a entrevista que deu para o Estado, mas a repercussão foi maior do que imaginava, talvez porque veio no mesmo instante do artigo do FHC, no mesmo Estado. E uma possível leitura dos dois manifestos é contrária ao Lulismo.
Não vou entrar no mérito das opiniões deles, apesar de concordar em muito com o que falam sobre Lula e os caminhos que se está dando ao país, aliás, ainda no mesmo Estado (será que direita ainda existe e para lá me encaminho?) de hoje, 8/11 vale ler a entrevista com Carlos Guilherme Mota, comparando o petismo com o peronismo, sugestão de FHC.
Não sou contra a elevação dos “pobres” à prioridade, sou contra a forma pouco adulta que são tratados (de início talvez até se justifique um assistencialismo, mas nunca sem uma perspectiva de saída e não com o viés de doutrinação), e principalmente contra o aparelhamento que está em jogo.
Ah, porque falava de ideologia. Porque nós humanos somos ideólogos até onde o nosso desejo coincide com nossa ideologia. Ou seja, enquanto Caetano era tal como nós, contrário ao regime, ótimo, gênio, depois que personificou FHC (quando este o citou na posse), os petistas preferiram o fiel Gilberto Gil e agora, desqualificam as opiniões de Caetano, ainda mais que não são favoráveis ao Grão-mestre, que desconfio, poucos conseguem entender sua ligação para com ele. Ou seja, as pessoas ainda mantém-se atadas a um Lula que não existe, transferiram sua ideologia, errada desde o início, do pessoal, para o poder, antes o pessoal ainda justifica-se para quem adotasse um discurso “idealizado”, o problema é que a tal pessoa adotou comportamentos práticos que não se encaixam mais. Os seguidores mais dia, menos dia, terão que assumir que estão mesmo é ligados ao poder, o único afrodisíaco mais forte do que o sexo para a espécie…