25 de Janeiro de 2010

Amigos de infância, expectativas familiares e natureza humana

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Com este livro, Pastoral americana,  Philip Roth ganhou o prêmio Pulitzer de 1997 ou 98, já não sei. O livro narra a história de um jovem bem-sucedido, bonitão, o melhor esportista e com tudo para dar certo na vida. Deu? Até um certo ponto. Ficou muito aquém do que prometia porque queria agradar a todos e acabou não se libertando nem criando vida própria, assumiu a fábrica de luvas do pai.

Viveu à sombra do pai, um judeu imigrante, a quem desafiou apenas ao casar com uma católica, quase miss América. A filha resolveu, num mundo cercado pelas questões da Guerra do Vietnã e pelas transformações do capitalismo americano, ser simpática a causa dos mais pobres. Acabou envolvida em questões guerrilheiras e transformou a vida da família.

O livro em alguns momentos parece um pouco mais longo do que o necessário, mas há momentos de pura dureza e profundidade de Roth. Pai e filho, marido e mulher, filha e pai, marido exemplar e amante, irmão e irmão, são relacionamentos explorados de forma crua e direta.

Daquelas obras que te deixam pensando por tempos e olhando para a sua própria vida e família e tentando encontrar semelhanças, ou melhor, as diferenças para sentir-se um pouco aliviado.

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