Arquivo: Fevereiro de 2010



Cuidado com o seu ghost writer…

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O filme do Roman (preso) Polanski ainda não estreou por aqui, parece que fala de um ghost writer que acaba revelando mais do que deveria e se coloca em perigo. Ghost de quem? Do primeiro ministro britânico…

Os três pontinhos acima são porque quem pegar a Veja desta semana e ler sobre o Gordon Brown e sua “falta de educação” vai ver o que o primeiro-ministro real da Grã-Bretanha teve que xingar seu ghost por ter copiado parte de discursos de Bill Clinton no que ele falou ou escreveu. É preciso confiar bastante no seu ghost, se não, ele pode aprontar.

Mais 6 livros para encontrar onde guardar

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Esses entraram na minha biblioteca física, outros quatro, no Kindle, mas ainda faço essa distinção e não falo dos eletrônicos, mas finalmente estou lendo.

Dos livros acima, apenas o Para ser grande é trabalho, biografias de empresários, estou escrevendo sobre um deles para o meu livro Os fundidos. Os outros, prazer e formação. De não ficção, a ótimo nova edição do Dicionário de simbologia, (estava com 25% de desconto), e O encontro de Joaquim Nabuco com a política.

Da ficção, além da nova edição da Granta, sobre família, o novo livro do Enrique Vila-Matas, Doutor Pasavento, comprei ontem e hoje saiu uma boa entrevista e matéria com ele no Estadão (o escritor e seu lugar na literatura) e o Nada a dizer, de Elvira Vigna, tratando sobre adultério, tema que estou trabalhando.

Poesia lida na livraria, desculpa Fabrício

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Li várias matérias sobre o novo livro de Fabrício Corsaletti, todas elogiosas. Já dei uma enorme bronca num presidente de empresas que confessou um dia ter lido um livro por mim lançado em algumas visitas à livraria. Ele concordou comigo e depois, quando escreveu seu livro, me procurou.

Achei que podia mudar de lado. Ao invés de dar a bronca, ser passível de recebê-la. Em duas visitas a livraria li o Esquimó. Gostei, não consigo reproduzir aqui nenhuma estrofe, nenhum poema, ao final, quase comprei, mas estava imbuído da experiência, mantenho essa dívida com Corsaletti, o próximo, compro. Me pareceu um poeta maduro com a palavra, apesar da idade. Prefiro ter os livros que leio, mas era um texte. Quem comprar este, não vai se arrepender, eu não comprei e estou arrependido…

O mundo do livro ficou menor sem José Mindlin

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Morreu hoje aos 95 anos o advogado, empresário, imortal, homem da cultura, mas principalmente bibliófilo e amante do livro, José Ephim Mindlin.

Se a Metal Leve teve seus dias de glória, será a biblioteca que o imortalizará. O prédio da biblioteca Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP está atrasado, espero que a doação não seja revogada.

O conheci já com mais de oitenta de cinco anos, tive alguns momentos dos mais interessantes. Alguém que soube levar uma vida com significado. E isso é bastante, muito mesmo.

Alberto Tamer não economizou para O mundo não é plano

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O jornalista, editorialista e colunista econômico Alberto Tamer do Estadão não economizou elogios na sua coluna de ontem para o livro do colega Jamil Chade, O mundo não é plano. Deu inclusive a dica do lançamento na próxima semana, na Saraiva do Shopping Higienópolis. Se você acha que é jogo de comadre, um colega elogiando o outro, compre o livro e comente aqui. Segundo Tamer, “Um livro excepcional e valioso, que recomendo. ” Se quiser ler a coluna dele, encontrei num site de clipping, clique aqui.

Quando já está ruim, ainda pode piorar - leitura no Brasil

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Desde a época acima, anos 1950, a coisa só piorou. Nessas terras onde a leitura chegou tarde e sempre perdeu para o calor, mais ainda.

Matéria no Estadão de hoje fala sobre pesquisa da Fecomércio-RJ que indica aumento da parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais e também ajuda a desfazer o mito de que as pessoas não lêem porque o livro é caro. Conheço várias pessoas que pagam 10, 15 livros numa bolsa e não compram um livrinho para colocar dentro…

À pesquisa: 60% das pessoas, amostra Brasil, não leram um livro, assistiram a um filme (cinema), foram ao teatro ou espetáculos de dança. Em 2007 esse número de de 55%. Imagine a tortura que é conversar com uma pessoa dessas.

Só 23% dos entrevistados leram um livro no último ano, o número já foi de 31%. A razão para não lerem? 60% por não ter o hábito da leitura, 22% por não gostar de ler e 6% por não ter como pagar por livros.

Se não lêem ou vão para esses lugares, onde estão os brazucas?
68% são expectadores de televisão;
14% preferem ir à Igreja;
12% encontrar amigos e parentes em churrascos e almoços (sem ler, o que conversar???);
9% vão a barzinhos;
8% assistem a futebol;
e 4% vão a restaurantes.

Assim que se constrói uma nação, uma nação medíocre…

Leitura para editores

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Quem já passou pelo mercado editorial conhece Milton Assumpção, o risco de ousar ter uma marca pessoal é ser lembrado por ela. Milton tem uma cabeleira diferente, pode até me acusar de invejoso, já que sou quase careca, mas a dele é comentada nas feiras internacionais.

Isso talvez ajude a compor o personagem que soube diante de uma oportunidade, pegar o cavalo encilhado, e no caso dele, estava mesmo, era a McGraw-Hill, querendo deixar o Brasil, ousou deixar uma posição de executivo e virou empreendedor, fez a empresa crescer, vendeu para outra multinacional e depois voltou a atuar novamente no setor.

O livro conta alguns cases de marketing, interessantes para outros editores, raça tão acostumada a nada fazer, colocar o livro na piscina e ver se algo acontece, calma, eu também reconheço as dificuldades, mas a maioria é mais acomodada, como se diz por aí, joga-se o livro na piscina, se ele souber nada, sobrevive, se não, morre afogado. Milton causava burburinho com seus estandes, lançou livros lá fora. É uma leitura útil para quem é do mercado, para quem não é, existem livros onde se tinha mais grana para a promoção, possivelmente professores melhores.

Se você não lê, como quer que seu filho leia?

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A Ilustrada de hoje traz uma boa entrevista com Pedro Herz, o presidente da Livraria Cultura. Sou admirador confesso da Livraria, e sempre que vou na loja, nas lojas, do Conjunto Nacional, me assusto com o número de pessoas, tenho a sensação de viver numa ilha.

A entrevista é corajosa ao falar de livros eletrônicos, concordo com ele que a mídia faz muito mais barulho do que deveria, quer e precisa demonstrar estar na ponta. Também li pouco no meu Kindle, mas Pedro vai mais fundo, corre o risco de virar aquelas citações clássicas, tipo Bill Gates falando da internet ou o dono da IBM falando sobre computadores.

Mas continuando a investir nas lojas, como vem fazendo, já faz bastante. Para quem gosta de livros, é o melhor lugar para encontrá-los. As vezes, se tivesse algumas pilhas de autores, como faz a Travessa, ficaria perfeita, mas daí, seria menos Cultura e um pouco mais Travessa e eu não teria tantas razões assim para ir ao Rio de Janeiro.

Mas deixo para sua reflexão o título deste post, opinião de Herz. O que você está fazendo para formar leitores? Na sexta dei um treinamento para pessoas que farão uma ação em livrarias para um livro da Virgília. Quando discutimos hábitos de leitura, disseram que liam muito, na média, 6 livros por ano, bastante? Só se for em relação a média do brasileiro, mas sinceramente, acho que um número mínimo, capaz de ser factível com esta vida maluca e deixar a pessoa aproveitar o mínimo do que a literatura oferece deveria ser 24, 25, entre 2 e 3 livros por mês. Sim, você pode, desligue a televisão e vai ver como o tempo aparece, saia deste blog e veja como por mais que eu me esforce, ainda não escrevo como Philip Roth, Machado de Assis ou Dostoiéviski, mas quem sabe um dia chego lá.

Best seller de verdade - os maiores vendedores da década

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A Época Negócios de fevereiro trouxe uma tarja com os principais vendedores de livros da década encerrada. O Mago já foi mais ativo, Paulo Coelho aparece na 85a. posição, tendo vendido 2,2 milhões de exemplares. Os leitores estão preferindo magias nos livros e menos nos autores…

A campeã disparado foi J. K. Rowling da série Harry Potter com 29 milhões de exemplares, um grande predomínio de autores de livros infantojuvenis e outra figurinhas carimbadas que possivelmente não virarão clássicos no século XXII como Dan Brown, John Grisham e Danielle Steel.

1) J.K Rollwing, 29 milhões; 2) Roger Hargreaves, 14,2 milhões; 3) Dan Brown, 13,4 milhões; 4) Jacqueline Wilson, 12,7 milhões; 5) Terry Pratchett, 10,5 milhões; 6) John Grisham, 9,8 milhões; 7) Richard Parsons, 9,5 milhões; 8) Danielle Steel, 9,1 milhões; 9) James Patterson, 8,1 milhões e 10) Enil Blyton, 7,9 milhões.

Que sobrem uma parte desses leitores e juntem-se aos que se formaram em outras fontes.

Goethe e a busca de algumas bases

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Descobri pelos colunistas da Folha que confundia Werther com Meister, ou seja, assumi que desconhecia Goethe, bela figura a embelezar um peso de papel em casa ou de quem visitei a casa em Weimar. Como ignorância tem limite, ensaiei entrar na obra por Fausto, o volume duplo, já nas minhas estantes avisa que levará certo tempo, decidi então um atalho.

Comprei Os sofrimentos do Jovem Werther e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Gosto de livro, por isso optei pelas melhores edições que encontrei, Martins Fontes e 34, as de bolso disponíveis, pecam pela tradução, pelo tamanho da letra e pela falta de fetiche.

Com 100 anos de atraso

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Conclui a leitura do perfil de Joaquim Nabuco escrito por Angela Alonso. Trata-se de uma leitura bastante agradável, com um estilo romanesco, bastante elogiável, ainda mais por se tratar de alguém com uma formação acadêmica em humanas, geralmente com cacoetes de intelectualismo e proposital falta de clareza, garantia de sucesso e sinônimo de inteligência entre os colegas.

Angela escreveu um livro muito gostoso. Infelizmente eu pertencia a geração que foi ensinada a louvar Rui Barbosa o Águia de Haia, sabia pouco de Nabuco até esta leitura. O livro também mostra como as coisas aconteciam e ainda acontecem, a junção do político, do social e do econômico. Nabuco foi figura das mais interessantes da história do Brasil, um digno representante de uma elite que faz falta, “que pensa, que assume o posto, faz a festa, mas não arrebenta”…

Ele perseguiu uma causa, descoberta no meio do caminho, por ela e por um lugar mais destacado abriu mão do dandismo. Não quis ou não soube fazer um outro jogo que talvez lhe garantisse uma vida mais confortável. Mas a família de Eufrásia Teixeira Leite não queria ser trampolim para nenhum bonitão, bom de discurso e ruim de bolso.

Nunca fui dos mais simpáticos a reis e imperadores, mas lendo este perfil fica fácil descobrir que a implantação da República também foi uma festa.

Não é fácil ser um liberal 360 graus - Coutinho e o suicídio

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A coluna de João Pereira Coutinho de hoje na Ilustrada toca num tema complexo: suicídio. Na verdade, direito ao suicídio assistido. Sim, na Suiça existem empresas que operam neste ramo de negócio.

 Eu não conseguiria pensar em ganhar dinheiro daí, como também não consigo ser dono de cemitério ou funerária, apesar de reconhecer a importância e conveniência desses serviços. A Dignitas lhe oferece substâncias que o fazem perder a vida sem sofrimento. O site está em sua maior parte acredito que em alemão. Algumas das resistências a operação são narradas no artigo ou encontradas na internet.

É interessante onde chegamos, daqui a pouco tudo poderá ser contratado pela internet. Caminho para a posição de deixar que as pessoas tenham o direito a decidir seu futuro. Mas é claro que o entorno terá um papel no mínimo muito complicado. São discussões infindáveis. Quem garante ter total domínio das faculdades mentais? Só os mais loucos? O que posso dizer é que discordo da alusão feita a nazismo pelo articulista, uma das hipóteses de suicídio é por gás.

Se as pessoas devem ter direito de escolher sobre sua vida, devem ter um direito completo, por mais esdrúxulo que isso possa parecer àqueles que não conseguem encarar a falta de opção como opção. A vida segue sendo um mistério dos mais interessantes, e alguns insistem em encontrar um sentido para ela. Cada vez mais me convenço que é preciso criar um sentido, não ficar buscando uma resposta correta que nunca vai aparecer, só para os iluminados, na minha visão, pessoas com menos coragem de acordar amanhã conscientes que ainda estão no fundo sozinhos, só podem ser ajudados por outras pessoas, com as mesmas fraquezas que ela.

A Itália é um país engraçado…

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Os italianos não só falam com as mãos, como se contradizem em quase tudo. Colocaram na presidência um homem que faz o que a maioria dos italianos gostaria de fazer mas não tem coragem de assumir. O cara participa de orgias, tem um time e manobra o futebol, faz operações no mínimo suspeitas com suas empresas e lá está, firme e forte. Mas como justificar isso em público? Perante o mundo inteiro?

Talvez a nova medida anti-blasfêmia seja o início. Agora nos campos de futebol não se pode mais nem blasfemar nem falar palavrões. O jogador deve ser punido com cartão vermelho, tal como os participantes do importantíssimo Big Brother, falou palavrão,  expulso. No futebol a discussão agora é com o goleiro Buffon, parece que falhou e daí gritou Dio… Querem a punição, ele afirma que pode ter dito Tio, ou Dino, ninguém conseguirá provar…

Com o país integrando o novo grupo econômico Piigs (os que estão colocando o euro sob risco: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), será que ninguém sério vai fazer alguma coisa útil? Nosso grupo o Brics é mais bacana e ainda podemos falavar palavrão à vontade. Nosso presidente parece que consegue se contentar com a dona Marisa, mas não se contém diante de um palavrão ou uma blasfêmia.

Literatura entra na avenida querendo ser campeã

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Se o livro que estiver lendo hoje à noite lhe der sono, ligue a TV e veja a literatura na versão do Salgueiro no carnaval 2010. O desfile promete homenagear grandes momentos da literatura mundial, grandes obras que inspirarão os carros alegóricos.

Não sei quem serão os escolhidos, vamos ver se serão suficientes para eles alcançarem o bicampeonato. Se fosse crítico literário, começaria discordando da rainha da bateria. A tal Viviane Araújo, madrinha da bateria, não passa de um romance popular, com todas as peças no lugar, mas a quem falta um pouco de classe e ousadia…

Mas gosto, não se discute.

O basquete e os shoppings salvaram a literatura?

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O que uma equipe de basquete e alguns shoppings centers podem fazer pela literatura e pelo mundo do livro? Muito, na prorrogação Herb Simon, o dono da equipe do Indiana Pacers na NBA e de vários shoppings centers pelos Estados Unidos, não resistiu ao seu amor pelos livros e comprou a “condenada” Kirkus review.

Para quem não é insiders no mundo do livro, a Kirkus é especializada em escrever resenhas sobre livros, ou seja, gerar conteúdo e opiniões sobre obras a serem lançadas, argumento bastante utilizado como ferramenta de venda.

Se, por um instante, alguns decretaram a morte das resenhas e a ascensão dos prêmios como critério de qualidade das obras, o empresário foi lá e adicionou o segundo negócio ligado a livro ao seu portfólio, já tinha a Telecote Books na Califórnia. O livro vai depender de ações como essas para se fortalecer diante da crise de superficialidade do mundo.

Escute a entrevista de Jamil Chade na CBN

Revista CBN

Jornalista lança ‘O mundo não é plano’, com histórias e fotografias de pessoas que vivem na extrema pobreza em 40 países do mundo. Clique aqui

Uma fonte de consulta eterna e duas de checagem

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Há tempos namorava o Conversando é que a gente se entende, dicionário de expressões coloquiais brasileiras. Tipo do livro interessante mas de referência, para consulta em momentos específicos ou inusitados. Faltava uma desculpa, ela veio com os 25% de desconto em comemoração aos 25 anos da Livraria da Vila. Foi direto para minha seção de frases, dicionários e afins.

Os outros dois são por curiosidade intelectual, ainda não li nada de Truman Capote, esse Travessia de verão, se não é a principal obra, foi a primeira, publicada depois da morte, pelo trust responsável pela obra. Talvez seja interessante observar um grande nome começando. O Cabeça de papel comprei pela curiosidade de tentar descobrir porque Paulo Francis não conseguiu decolar como ficcionista, seu sonho.

A tradução do título já diz muito…

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Assisti Amor sem escalas. Pode ser por inveja, mas tenho certa tendência a não ir a filmes estrelados por George Clooney, assisto alguns no dvd, coisa que também faço pouco, simplesmente por achar que são histórias previsíveis, que não arriscam muito.

Amor sem escalas talvez tenha a ambição politicamente correta de se tornar referência para as mulheres poderem sonhar levar a vida dupla, geralmente um papel masculino. O bonitão finalmente sede ao coração e abandona sua solteirice, não foi duro o suficiente…

A tal metáfora da mochila com o que se carrega na vida, comentada por muitos, é de fato um projétil de autoajuda. Para muitos, não é necessário adicionar tanto, se faltou formação, ou se simplesmente se fizeram escolhas erradas, também não se anda. O que achei mais interessante é ser ver confrontado com a hipocrisia do mundinho de RH. Quem já demitiu ou foi demitido vai poder comparar sua performance. Por ter lido algumas críticas sérias, fui esperando mais, olhando para a imagem acima, divulgação do filme, não posso dizer que fui enganado.