
A Ilustrada de hoje traz uma boa entrevista com Pedro Herz, o presidente da Livraria Cultura. Sou admirador confesso da Livraria, e sempre que vou na loja, nas lojas, do Conjunto Nacional, me assusto com o número de pessoas, tenho a sensação de viver numa ilha.
A entrevista é corajosa ao falar de livros eletrônicos, concordo com ele que a mídia faz muito mais barulho do que deveria, quer e precisa demonstrar estar na ponta. Também li pouco no meu Kindle, mas Pedro vai mais fundo, corre o risco de virar aquelas citações clássicas, tipo Bill Gates falando da internet ou o dono da IBM falando sobre computadores.
Mas continuando a investir nas lojas, como vem fazendo, já faz bastante. Para quem gosta de livros, é o melhor lugar para encontrá-los. As vezes, se tivesse algumas pilhas de autores, como faz a Travessa, ficaria perfeita, mas daí, seria menos Cultura e um pouco mais Travessa e eu não teria tantas razões assim para ir ao Rio de Janeiro.
Mas deixo para sua reflexão o título deste post, opinião de Herz. O que você está fazendo para formar leitores? Na sexta dei um treinamento para pessoas que farão uma ação em livrarias para um livro da Virgília. Quando discutimos hábitos de leitura, disseram que liam muito, na média, 6 livros por ano, bastante? Só se for em relação a média do brasileiro, mas sinceramente, acho que um número mínimo, capaz de ser factível com esta vida maluca e deixar a pessoa aproveitar o mínimo do que a literatura oferece deveria ser 24, 25, entre 2 e 3 livros por mês. Sim, você pode, desligue a televisão e vai ver como o tempo aparece, saia deste blog e veja como por mais que eu me esforce, ainda não escrevo como Philip Roth, Machado de Assis ou Dostoiéviski, mas quem sabe um dia chego lá.