Arte: clausura e intercâmbio
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No final de semana fizemos um programa familiar apesar dos protestos do filho adolescente, ir de metrô até a estação São Bento e visitar a exposição Arte e Espiritualidade, dos artistas Marco Gianotti, José Spaniol e Carlos Eduardo Uchôa, este último um artista-monge, ou um monge-artista, mais para esta segunda opção.
Nunca tinha entrada no mosteiro que geralmente não é aberto ao público, apesar da exposição acontecer mesmo nas dependências do colégio, mas marketing também acontece na igreja, se é que não foi lá que começou.
Dos três, gostei mais do trabalho do Gianotti, colocando mais elementos numa obra onde antes trabalhava apenas com cores e talvez ângulos. O Spaniol cutucou um pouco a instituição com algumas ”flechas” e não cai de amores pelas pinceladas do Uchôa. Quando meu filho me perguntou o que era o portão abaixo da plaqueta Clausura, montei essa minha “teoria”: a arte precisa conviver, estar aberta a troca. Uchoa pode ter mais tempo para reflexão, mas a clausura prejudica suas pinceladas, não as dele, a de todos que viverem com tantas restrições.
No meio do caminho é inevitável não ter que fugir de alguns monges puxando conversa e perguntando se você identificou a imagem de cristo em algumas delas. Mas mesmo assim, vale o passeio. Não fica por muito tempo.
