A democracia e Luiz Carlos Barreto
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O produtor Luiz Carlos Barreto escreveu artigo na Folha de S. Paulo de hoje defendendo o seu filme, na verdade, criticando quem o criticou. Tomou a posição de vítima e criou uma defesa arquitetada, ideológica.
Não assisti, acho que vou assistir em DVD, mas se quisesse de fato arcar com a verdade, Barreto deveria assumir que foi sim uma ação de marketing, um oportunismo comercial e uma vontade de se aproximar do poder. Se não, contaria uma história bonita sem omitir os poucos defeitos que deve ver em Lula, alguns minimizados pelo potencial imaginado de ser tão popular quanto o bolsa família. Sim, ele tem o direito de fazer o filme que quiser, como eu de lançar o livro que quiser, mas nem eu, nem ele podemos separar que temos sim a condição de criar ou reforçar mitos. Barreto precisa assumir que tentou isso, e negar da forma que negou, é quase reforçar que o fez para não depender nunca mais de financiamento público…
