7 de Fevereiro de 2010

Eu não gosto da Beyoncé mas gosto do meu filho…

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Dentre as supostas 60 mil pessoas que estavam ontem no Morumbi, apesar de cheio, vi muitos lugares vazios nas numeradas e na pista, estava eu. Até ontem não era capaz de citar nenhuma música desta que vi na mídia esta semana, ganhou muitos Grammys, hoje continuo não sendo capaz de cantar nenhuma delas, apesar de ter reconhecido alguns poucos pares. Sei que a culpa não é dela, é minha, meus ouvidos já estão um pouco velhinhos, ainda preferem as sutilezas de Antonio Carlos Jobim.

Mas a abertura era da Ivete Sangalo, alguém que apesar de não ter mudado o jeito de cantar, ao comprar uma máquina de ultrassom pessoal durante a gravidez, perdeu pontos comigo. Infelizmente o show foi curtíssimo e não deixaram Ivete utilizar a infra do local. Daí, até a tal diva americana entrar no palco, quase 2 horas, há mais de vinte anos que não suporto isso, mas, parafraseando Gelol, não basta ser pai, tem que participar.

Meu lugar era na arquibancada, para mim 70 reais era o máximo, cheguamos no show da Ivete e ficamos na entrada, em pé. Sentei um pouco e esperei. Saímos um pouco antes, e confesso, preconceito e velhice à parte, não ter percebido nada excepcional, bem montado é claro, mas nada muito além da tentativa de explorar as pernas e os cabelos esvoaçantes.

O que me chocou mesmo foi ela cantar Ave-Maria sem o Agnaldo Rayol. Fica a sugestão para as apresentações do Rio de Janeiro e Salvador. Formariam uma dupla contrastante, mas quase perfeita.

Meu filho agora que continuar minha educação e levar à tal Lady Gaga…

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