O inferno está em todos nós, principalmente em fevereiro…
![]()
Sim, a cena acima representa Simone de Beauvoir sendo consolada por uma estudante de letras no Recife, quando este país sonhava ser grande pela primeira vez. Isso aconteceu?
Não, só no teatro Jaraguá, na peça O inferno sou eu, escrita pela Juliana Rosenthal K., com quem trabalhei na Editora Campus, no período que tinha vendido a editora. Em cena Marisa Orth e Paula Weinfeld, direção de José Rubens Siqueira. Não conheço a fundo a história de Simone e Sartre, li e resenhei uma biografia do casal, mas não sei se Beauvoir deixava seu lado “mulherzinha” tão explícito. De toda forma, o exercício é interessante, encenado apenas aos finais de semana. É possível discutir escolhas pessoais, afetivas e profissionais. E aí, você pode escolher entre a original sartriana, os outros, a versão de Juliana, eu, ou a minha, nós, ainda mais nos dias que se tem feito em São Paulo, calor infernal, quase sempre seguido de chuva diluvial.
Antes de ir, lembre de seus sonhos aos na época da faculdade. Se ainda não chegou lá, projete. Ah, se não leu o Pondé na Ilustrada de ontem, faça-o, e depois você pode, sem desmerecer a Juliana, mas mantendo a hierarquia com Goethe, comparar Dorinha, Willhelm Meister e o jovem Werther…
