Bom mergulho em Kafka
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Finalizei esse mergulho em Kafka, conduzido pelo seu tradutor consagrado na língua portuguesa, Modesto Carone neste Lição de Kafka. Foi uma ótima degustação, já comprei o ensaio biográfico produzido por Louis Begley (falo depois disso) e também O processo, esgotado na editora e nas livrarias (o primeiro sebo de quem comprei na Estante Virtual pisou na bola, vendeu e depois cancelou porque não tinha mais). Vou tentar dar uma esticada na obra de Kafka, dizer que ele merece é um tanto babaca, melhor dizer que eu preciso…
Além de detalhes interessantes da obra e até da vida de Kafka, há interessantes reflexões sobre tradução e da representação de alguns autores na cultura de países, no caso, Brasil. Confesso que muitas vezes tenho quase a convicção de estar diante de teóricos que se vêem na necessidade de justificar ou criar teorias que a intuição do autor sequer pensou. Acredito na possibilidade da escrita fluida, por mais que saiba da existência do retrabalho, do corte, da busca pela palavra ideal.
Uma forte contribuição do livro é a clareza da definição de Kafka como algo muito distante de realismo mágico ou ou outras tendências distantes apenas do real com um certo estranhamento.




