Há 50 anos que continuamos existindo
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Se você olhar na foto da esquerda, vai perceber que mesmo feio é possível se dar bem com as mulheres. Se olhar na foto da direita vai perceber que mesmo baixinho é possível se dar bem com as mulheres. Então tá fácil?
Calma, não é bem assim. O que essas fotos não dizem é que dá para ser feio e baixinho, o que não dizem é que não se pode é ser burro e pobre. O baixinho aí acima, Jean-Paul Sartre, morreu há 50 anos e conquistava pela inteligência e fama. Filósofo, ideólogo, ganhou até um Nobel que não foi buscar, atraiu um tipo de mulheres. Existem outros baixinhos, menos interessantes do que ele, mas muito mais ricos que atraem vários tipos de mulheres, hoje, nessa sociedade transformada, muito mais popular. Machista eu? Não, observador.
Esqueci ontem de homenagear Sartre, antes um dia de atraso do que a omissão. Colaborou com o teatro, um pouco menos com a literatura e filosofia, e colocou, junto com sua eterna esposa, Simone de Beauvoir, muitos casais a discutirem a relação, ou ao menos, aos não tão corajosos, olhar para o silêncio do outro com olhos tão tortos quanto o de Sartre.
