19 de Abril de 2010

Capital erótico: algo a ser considerado?

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Não fosse a fonte da discussão, a revista britânica Prospect, tão séria, a comprovação da seriedade é a tiragem de 30.000 exemplares, eu poderia ser acusado de machista ou preconceituoso, alguns poderiam até me acusar de reacionário, mas vi tal artigo no portal uol e por simpatia à fonte, dei uma checada.

No fundo, bate com o que eu já desconfiava, sim existe o que a socióloga Catherine Hakim denominou de capital erótico. E ela também tem suas credenciais, ensina na London School of Economics. O que é o tal capital erótico? É a vantagem que pessoas com mais predisposição a atrair outras no campo pessoal, levam, mais aí, no campo profissional.

O exemplo da matéria é o casal Obama e o casal Sarkozy. Mas eu acrescentaria a “insossa”, para os meus critérios, Sarah Palin, a mulher já faturou 12 milhões de dólares depois que deixou o governo do Alasca entre direitos autorais da sua biografia e palestras. Não me consta que tenha feito tamanha revolução nas geleiras quando governadora. É o não o tal capital erótico?

O artigo indica que pessoas com o tal capital ganham mais do que as que não o possuem e chega até mesmo a comparar a equivalência dele com um diploma universitário. Não adianta as bicho-grilos sem sal lá da USP reclamar, tendem a perder algumas posições para mulheres que não dedicam tanta atenção a essa parte da formação.

O mesmo é válido para homens? Sim, mas, de acordo com a socióloga e suas pesquisas, as mulheres se beneficiam mais da estratégia. Há tempos o tal capital intelectual foi trocado por outros modismos no mundo dos negócios, é claro que é importante, mas será que daqui a pouco teremos livros sobre esse capital erótico? Ouso dizer que não, o mundo está muito politicamente correto para tratar dessas verdades de forma não velada…

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