Clube do livro em escala e matéria sobre construtivismo na Veja
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Escolher a capa de um livro de design para falar sobre construtivismo é uma provocação a matéria da Veja desta semana e também sobre os clubes de livros que estão se organizando no twitter. Como editor até poderei vir a utilizar desta ferramenta como ação de marketing, mas como leitor, confesso que prefiro discussões minimamente referendadas. Ou seja, número de comentários diz pouco, aliás, pode apenas dispersar.
É a mesma crítica presente na matéria da revista que relata que 6 em cada 10 crianças brasileiras estudam em escolas ditas construtivistas. Qual o problema? O problema é que os conceitos iniciais foram se transfigurando e possivelmente construtivismo virou sinônimo de falta de metas objetivas, sinônimo de aprendizado de acordo com a vivência. A web pode ser uma aproximação interessante e fundamental de cabeças privilegiadas e em outro lado do mundo, mas a possibilidade de para se aproximar dessas cabeças ter que conviver com outras, totalmente desprezíveis é uma perda de tempo enorme.
Eu não vou juntar ao grupo Um Livro, um twitter, não quero agora ler Deuses americanos de Neil Galman, muito menos saber o que os integrantes deste grupo, pessoas de quem não sei nada, acham. Ou estou velho demais, ou ainda acho que aprender com quem sabe é mais rápido e produtivo do que bater cabeças com pessoas mais perdidas do que você. É claro que a troca é benéfica, mas ao invés de ler os tweets dos outros leitores, que tal ler um outro livro? Ainda me parece melhor, dinossauro eu? Talvez. O tempo dirá se sobreviverão Shakespeares, Dantes, Balzac e outros ou os grupos wikis, dispostos a falar e escrever mais do que ler. ..
