Não dá para entender, mas dá para valorizar!
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Não costumo falar de filmes assistidos em dvd, é a solução para vários clássicos, mas falo pouco disso aqui no blog. Mas A partida, do diretor japonês Yojirô Takita, merece ser exceção. Das categorias do Oscar, a que costumo levar mais a sério é a que ele ganhou, Melhor Filme Estrangeiro.
Um filme sensível que discute sonhos e fracassos, enfrentamento de realidades e a possibilidade de descobertas novas e dignas, mesmo em situações extremas. Também muito interessante é a aula de cultura japonesa e o quão distante está da nossa.
Para mim este filme discutiu morte, relação pai e filho e coisas sublimes na vida de forma muito delicada. O universo cultural da tela é totalmente japonês e distante do nosso, mas é muito fácil se enxergar naquele ritual, mesmo sabendo que os que irá participar não terão quase nada deles, mas terão o mais importante, o universal. O ser humano se apega a algumas coisas em todas as partes do mundo.
Se você assistir e não gostar, comece a repensar se não está mergulhado demais no modelo cultural dos americanos jecas…
