26 de Maio de 2010

Estreito de Bering: nem lembrava mais dele. Museu de Antropologia

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Eu pouco lembrava do estreito de Bering, prova que muito do que aprendemos vem antes da maturidade necessária. Quando ouvi sobre ele, devia ainda estar infestado pela formação religiosa que tive, aí, mais Adão e Eva e menos evolucionismo, por mais que eu tenha passado longe do puritanismo e do criacionismo.

Quem passar pela Cidade do México não deve perder a oportunidade de visitar o Museu de Antropologia. Além de uma bela instalação arquitetônica, traz uma retrospectiva do homem na terra, sempre útil e muita da diversidade cultural daquele país. Confesso que não fui fundo para saber a diferença entre os povos, entre os bordados, mas é impressionante como há uma riqueza em tradições que pouco a pouco vão diminuindo, até mesmo envergonhando os jovens, doidos para adotar rápido o protótipo dos vizinhos de cima.

Estreito de Bering. Quando li, o nome me soou familiar, mas confesso que até confundi com o Canal do Panamá, dois lugares estreitos, estreito está mesmo é minha memória e meus conhecimentos. O fato é que é o ponto onde os continentes Ásia e América quase se comunicam, possibilitando a passagem do homem, originário da África, para as Américas, antes da tecnologia das locomoções.

Há, lá, como qualquer museu de antropologia ou história natural, dá para lembrar que o homem apareceu há 2,5 milhões de anos e do australopithecus virou homo, depois homo erectus, depois sapiens e agora somos sapiens sapiens, se bem que tenho a certeza de conviver com alguns neanderthais em vários campos. Aliás, se fôssemos mesmo sapiens sapiens, nós editores venderíamos mais livros…

Vale a visita!

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