Arquivo: Maio de 2010



Livro da Da Boa Prosa no Mundo Corporativo da CBN

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O autor Francisco Britto (Empreendedor ou executivo, quem nasceu prá quê?), editora Da Boa Prosa, selo da Livros de Safra, mãe também da Virgília, participou do programa Mundo Corporativo com o jornalista Heródoto Barbeiro. Na gravação veiculada no último domingo e disponível na internet (assista com imagens clicando na imagem acima), o autor fala sobre esse eterno dilema humano, montar o próprio negócio e correr os riscos e ter as recompensas ou então, manter uma posição executiva, teoricamente mais garantida e com retornos menores.

Lá Britto deixa claro que há sim uma grande sobreposição dos papéis, que são, para alguns, dois lados da mesma moeda. Mas só para os que conseguem ser bem-sucedidos em uma ou em outra posição. Há uma enorme maioria que fica apenas sonhando com o outro lado. O que a leitura mais possibilita é mirar no exemplo dos casos narrados, é sempre interessante ter referências contextualizadas. Assista ao programa.

Aqui não aderimos à febre de Alice…

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Alice parece tentar invadir a vida de todos. Hoje vi uma vitrine de produtos para casa onde o tema era o livro de Lewis Carroll, na verdade, o filme de Tim Burton, apesar de matérias dando conta da febre de vendas das mais variadas versões do clássico nas livrarias.

Era ignorante no assunto, tentei unir o útil ao agradável e li para a minha filha de 6 anos a versão “chic” de Alice no país das maravilhas, tradução de Nicolau Sevcenko, edição da CosacNaify, aliás, bela edição, minha mulher comprou a de colecionador, supostamente com um papel diferente. Sei que por mais belo que seja o trabalho de Luiz Zerbini, e o é, minha filha ainda prefere ilustrações mais apropriadas à idade. Sei que por melhor que seja a tradução de Sevcenko, também não foi mirada para crianças, como o livro supostamente não foi.

Ler em voz alta não é algo para se prestar atenção no conteúdo, mas eu não gostei do que li. O pior, é que minha filha também não gostou tanto, talvez por influência minha. Mas seria injusto comigo mesmo em não reconhecer meus esforços e disciplina para chegarmos ao final. O posfácio ajuda, esse foi só para mim, mas parece aquelas histórias que viraram literalmente de domínio público, cada um pegando o que interessa, esse pode ser a riqueza e o poder do livro, mas não partiria para as tais edições comentadas, a menos que me torne, por alguma razão distante e amplamente desconhecida até agora, um estudioso do período vitoriano…

Meu filho foi com os amigos, tenho tido poucas oportunidades de sair, talvez perca o fenômeno dos cinemas. Sai menos ignorante no assunto, sem vontade de saber mais.

Lendo no futuro: não perca o Prosa & Verso de hoje

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O caderno Prosa & Verso do Globo de hoje tem uma interessante abordagem sobre o futuro do livro. Além de falar sobre o livro que Umberto Eco e Jean-Claude Carrière estão lançando no Brasil: não contem com o fim do livro, traz uma ótima entrevista com Robert Darnton, diretor da biblioteca de Harvard, presença em agosto na Flip, e um dos maiores especialistas nessa discussão de digitalização.

A entrevista discute a questão das bibliotecas (algo inexistente no Brasil, como editor eu não desprezaria a chance de viver de vendas para bibliotecas, apesar de buscar meu público), e a questão das digitalizações do Google, suas vantagens e principalmente alguns de seus possíveis riscos.

Iluminista, defende o acesso irrestrito de todos ao conhecimento. Se por um lado isso até caminhou, as barreiras econômicas parecem ser mais frágeis do que a da “idiotização” do entretenimento (opinião minha), por outro, há questões pendentes de acesso digital.

Está sendo lançado no Brasil seu livro: A questão dos livros: passado, presente e futuro. Vale conferir o jornal e as duas indicações.