Louise Bourgeouis não virou centenária
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Morreu na terça em Nova York a artista Louise Bourgeois, 98 anos. Uma das principais artistas do século XX, uma das mulheres de maior destaque no cenário cultural. Louise impôs uma estética nova, suas obras, muitas vezes, fálicas e eróticas traziam um tanto de suas experiências e relação com o pai e mãe (todos devem trazer, embora alguns disfarcem).
Os brasileiros, especialmente os que moram em São Paulo e frequentam o Parque Ibirapuera já se acostumaram com uma imensa aranha na ponta do MAM. Mas a obra dela vai além, há boas peças no Dia Becon, perto de Nova York e todo museu importante, tem suas peças.
Quem já assistiu a peça de Denise Stocklos em homenagem a artista não deve ter se arrependido, se houver repeteco, não perca. Na minha visão, a estética de Louise é bruta, agressiva, como se ela falasse pela mãe que se calava diante do pai, amante da professora. Abandonou a pintura e não se conteve em apenas expressar idéias diante de elementos harmônicos. Mas também viveu bastante e produziu muito. Cravou seu nome no cenário da arte, mas além do nome, cravou sua presença. Sua obra assumiu as rugas que o tempo lhe trouxe, não correu atrás de botox e cirurgias, mostrou a beleza do natural.
