6 de Junho de 2010

Livraria de antigamente é mais inteligente… Por que estamos onde estamos?

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Por indicação de uma amiga fui visitar a Crawford-Doyle Booksellers na Madison, 1082 semana passada. É daquele tipo de livraria que facilmente se percebe que a democracia também tem seu lado não tão positivo, muito desperdício de papel… Ou seja, muitos livros inúteis publicados. Se a Strand cativa pela quantidade da oferta, consegue na escala ter uma oferta das melhores, a Crawford-Doyle, com poucos metros, mostra que apesar de pequeno, é possível encontrar mais livros que dá vontade de comprar do que uma Barnes & Noble gigante. Ou seja, alguém colocou sua personalidade e seu olho nas estantes.

Tenho o hábito de sempre comprar um livro numa livraria que me passa esse mood. Só restava decidir qual. Como disse, ando empenhado em produzir literatura, portanto decidi ler em português, aí o novo livro do Tony Judt ficou piscando na minha frente. Gosto de suas idéias e assumo que também fiquei comovido com sua postura e atitude depois da doença. Pensei se não seria melhor comprar a versão para Kindle ou iPad, mas resolvi que como Judt, infelizmente corre alguns riscos, preferia ter um livro seu em papel, absolutamente concreto.

A obra mostra o porquê chegamos nesta situação coletiva de mundo, deste vazio fácil de aparecer na vida das pessoas, e aponta soluções também no nível coletivo, quase sempre difíceis de alcançar porque mexem com o status quo dos dominantes. Já comecei a ler.

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