O escritor fantasma: Quem está velho, Polanski ou eu?
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Fui assistir ao último filme de Roman Polanski embalado por motivos profissionais. Sou também um escritor fantasma, mas o filme só tem o título sobre o tal ghostwritter, no fundo quer ser um filme de suspense, desses bem médios, passíveis de serem alugados em “vídeo”.
O que impera, talvez influência do “trauma” de Polanski com os Estados Unidos, é a visão maniqueísta da CIA, novidade nenhuma. Além da casa bacanérrima à beira da praia, qualquer um escreve melhor num cenário daquele, pouco a dizer. O escritor é um detetive, o político uma caricatura. A historinha parece denotar saudades da Califórnia. A prisão ou os setenta anos não fizeram bem para o diretor, não sei se fui eu quem envelheceu, mas nos temos de Natasha Kinski como primeira dama, gostava mais do que fazia.
