Lettera libris, not digitalis…

Perdi o lançamento mas recebi o meu exemplar do Letter Libris, jornal que irá discutir a literatura com a necessária, importante e difícil missão de não ser chato, nem causar tédio no leitor. Entre seus “jornalistas”, autores. Eis o perigo, autor é uma raça complicada, estou falando aqui não com a experiência do editor, daquele que assume já ter dado algumas porradas, a maioria muito merecida em autores, falo aqui do alto da minha pretensão de autor, ou seja, mesmo antes de se-lo, um autor já é pretensioso, autor falando de autor, é fio da navalha.
O time é bom, já tive aulas com Marne Lucio Guedes, já participei de atividades com Marcelino Freire, os outros também estão aí, contribuindo para o sistema não se acomodar, não ser totalmente monolítico, isso é bastante. Qualquer iniciativa que brigue pela literatura merece respeito e apoio, desde que tratada com seriedade, essa o é. Precisa fugir para não cair em metajornalismo literário, a tentação é grande, lembra que autor é alguém pretensioso?
Espero que o número 1 (esse é o 0), tenha mais páginas e se eu puder contribuir, aqui vai uma indicação: literatura é mais traço e pincelada do que clique, senti falta de desenhos ou ilustrações. O espaço aqui está mais do que aberto, a torcida é grande. A, o título do post é porque não encontrei facilmente nenhuma versão digital, talvez não tenha mesmo, nem tenha que ter, talvez venha mais coisa por aí.
