29 de Julho de 2010

Não foram os anos, foi a vida… Ressurreição

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Refletir sobre as diferenças de mundos e a moral de cada um deles é uma das principais questões que esta obra de Tolstói vai levantar na cabeça do leitor. A história da culpa que cada um carrega e o quanto dela vem da relação das pessoas com religião, algo muito presente, é outra.

Poucas vezes vi um personagem criticar tanto e tão bem a sua classe. Mas o que se questiona mesmo é o funcionamento e a eficácia do sistema judiciário. Neste livro é possível sentir a diferença de um grande escritor, a mão densa de alguém que teve uma vida ampla, experimentou, a frase do título deste blog foi uma das preferidas, mas existem várias outras. Em 1899 assumir que na base de um amor excepcional tem de haver alguma sujeira, não é pouco.

O príncipe de Tolstói viu-se livre da punição que se auto-imputou, ainda sem entender se pela razão certa ou errada, não soube muito bem o que fazer, aí houve a redenção religiosa, apesar de discordar da opção do autor, entender que se a vida não ultrapassar os cinco mandamentos não haverá problemas de culpa, é uma verdade mesmo para ateus, a moral é algo que fica acima da religião, para alguns a razão da existência desta…

De Tolstói agora “só” falta Anna Kariênina e Guerra e paz, só umas 2.000 páginas.

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