30 de Julho de 2010

Acho que meus brinquedos não me marcaram…

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Na tentativa de provocar a irmã, (que irmão não faz isso?), meu filho mais velho ficava no carro, na volta do cinema, dizendo que ela foi a última criança da face da terra a assistir Toy Store 3… Ela queria e a levamos, a vida anda corrida e tenho conseguido ir pouco ao cinema, uma pena, mas tive que cumprir meu papel de pai.

Não devo ter assistido 1 e 2, também não me arrependi. Eu devo ter sido muito revoltado na infância ou de fato já me assumi um homem de meia idade, já calejado e protegido dos sentimentalismos e dessa atitude kidult diante da vida. O filme é bonitinho, um tanto sentimentalóide, ando meio desconfiado dessa Pixar desde quando Steve Jobs deixou escapar sua cruzada moralista. Mas minha filha chorou e se emocionou, não pegou em nenhum brinquedo ao chegar em casa, mas valeu pelo programa familiar. Eu não pensei no meu forte apache, na minha bola de capotão, no meu peão ou no autorama, nem no meu boneco de marionete que minha mãe guardou e me “devolveu” anos atrás.

Pelo menos foi em 2D, fui dispensado do óculos plástico. Como era dublado, me dispensei do meu óculos de velho…

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