Arquivo: Julho de 2010



Deus deve ser brasileiro, cremos mais que Tolstói?

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O barbudo acima escrevia muito. Não sou especialista nele, li Padre Sérgio e um outro livro, não me recordo agora, estou quase no meio da leitura de Ressurreição, que estou gostando muito, e me chamou a atenção a matéria do Valor Eu&Fim de Semana de Alberto Carlos Almeida.

Tolstói teve questões sérias e profundas com a Igreja Ortodoxa. No final do século XIX questionava alguns rituais da Igreja ao descrever no livro sobre um sacerdote: “Ele não acreditava que o pão se transformaria no corpo, nem acreditava que proferir uma porção de palavras trazia algum proveito à alma, nem que comia de fato um pedacinho de Deus - nisso, era impossível acreditar -, mas acreditava que era preciso acreditar naquela crença. O que mais reforçava nele tal crença era o fato de que, ao cumprir suas exigências daquela crença, o sacerdote, desde os dezoito anos, já ganhava rendimentos com que sustentava sua família, um filho no liceu, uma filha na escola religiosa.”

Enquanto isso no Brasil, em 2010, pesquisa pelo Instituto Análise revela que:
82% dos brasileiros acreditam que Maria concebeu Jesus virgem, 12% não acreditam e 6% não responderam;
93% acreditam que no momento da comunhão a hóstia se transforma no corpo de Cristo e o vinho em seu sangue, 4% não crêem e 3% não responderam.

Me parece que Tolstói foi e é pouco lido neste país…

Bela amostra de arte contemporânea: Ateliê Fidalga no Paço das Artes

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Se você for ao Paço das Artes no campus da USP em São Paulo vai poder olhar de perto uma bela amostra da arte contemporânea brasileira. São três artistas do tradicional programa de Temporada de Projetos, exposições individuais, entre eles Ana Elisa Egreja, com seus animais exóticos, não sei se gosto, mas são provocativos ao olhar, e Pedro Varela, que teve duas de suas obras em capas de livros da Virgília.

Além dessas individuais, vale muito a pena ver a produção do Ateliê Fidalga, grupo de jovens artistas que se encontram semanalmente para discutir produção e outros assuntos ligados à arte, sob orientação dos artistas Sandra Cinto e Albano Afonso, e neste caso, com a participação do crítico Mário Gioia. São 60, então é claro que há de tudo, de várias formas e estilos de expressão. Sem abrir mão do nepotismo, destaco o trabalho da minha mulher e sócia, Adriana Conti Melo, o quadro acima, Intimidade Coletiva, óleo sobre tela, de aproximadamente 1,80 por 1,50 m dá continuidade ao trabalho dela de trazer para a frente os bastidores, nesse caso, os bastidores do próprio Paço. A tela ao vivo, tem uma presença ainda mais forte. Se ver, pode comentar se minha opinião é suspeita ou não…

Paulo Moura arrancou sons e melodias das mais emotivas

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Já fazia muito tempo que não ouvia Paulo Moura, mas alguns sentimentos da época do Sesc Pompéia e alguns bares que já nem lembro mais ficaram. Tinha alguns cds ou ainda lps seus com Clara Sverner, perdidos pelo tempo. Alguém de quem não deveria ter ficado tão distante… Perdi eu, perdeu minha sensibilidade. Uma singela e minúscula homenagem.

Leitura: solitária ou social? Eu não quero saber o que um mané acha importante. Nada contra os manés…

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O que é a leitura? Algo que requer concentração e um espaço delimitado ou uma troca com várias outras pessoas?

Não é a figura de Botero acima, pintor de quem nem gosto, que me inspira a mergulhar em livros. Mas pessoalmente ainda acredito na leitura como algo solitário, na verdade, um momento de estar sozinho com um mundo imaginário, sem nenhuma outra pessoa ao lado, uma conversa com os personagens criados pelo autor.

A Folha reproduz hoje artigo de Steve Johnson publicado no New York Times que comenta as críticas de Nicholas Carr sobre a perda que estamos tendo ao adotar leituras rasas, muitas telas e pouco assunto profundo. O artigo fala da ferramenta que existe nos Kindles de olhar os highlights populares, o que as pessoas mais destacaram de suas leituras. Primeiro, apesar de ser um defensor do grifo nos livros, não sou defensor que os meus grifos, se contumaz leitor de Kindle fosse, fossem controlados ou sabidos pela Amazon, reservo aos estudiosos futuros da minha produção. Segundo, minha grande briga contra a internet, se é que alguém pode dizer que faz isso, é contra o popular, de que me adianta se um monte de digamos assim, “pessoas não tão qualificadas” destacaram aquelas partes de determinado texto.

A internet é ótima para palpites, uma possível cura contra a falta de espaço, mas do que olho por aí, muita gente deveria mesmo é ficar restrita, sem espaço, sem poder opinar para o mundo, restrito ao seu mundinho. Quem usa o Google como bússola corre o risco de cair nessas armadilhas.

Steve Johnson é otimista. Nicholas Carr, pessimista. É verdade que em tempos de internet se lê mais do que nos passados tempos da televisão, a net resgatou um pouco da leitura e da escrita, se bem que sofro para ler alguns Sms e emails, mas eu sigo focado em obras de fôlego, consomem mais tempo mas também permitem uma amplitude de visão e raciocínio. Se antes existia a tal sabedoria de orelhas, hoje existe a dos post, muito pior…

Algumas poucas reflexões sobre a Espanha campeã

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A atitude do goleiro Casillas foi bacana, mas teve esse efeito negativo, Blatter na foto, negativo para o todo, positivo para o ego dele e da Fifa, que aliás, já emplacou o seu nome pendurado no Cristo Redentor. Sou do tempo que a Copa do Mundo era apenas Copa do Mundo, não Copa do Mundo da Fifa…

Mas acredito que a conquista da Espanha seja capaz de provocar algumas reflexões. Há tempos que o time vinha bem posicionado no ranking da tal Fifa e ganhava pouco, não chegava em Copas. Agora ganhou a EuroCopa e levou a maior conquista, com méritos, mesmo mostrando-se algumas vezes hesitante na hora do chute.

Sei que o orçamento do Real Madri e do Barcelona são bem maiores que os dos times brasileiros, mas se na seleção espanhola há a base do Barcelona e do Real, principalmente do Barça, na seleção brasileira só dois jogadores defendem clubes daqui. Acredito que passar apertos juntos dá uma sensação de equipe e um poder de reação maiores, além é claro de criar uma sensação mais crível de seleção. Eu não sei quem é o lateral esquerdo do Corinthians, mas num final de semana resolvo isso, agora saber quem é o Michel Bastos é bem mais complicado (ah, do Corinthians só sei porque ele é bem vaidoso e adora arrumar as meias…). Não está na hora de uma certa valorização de times brasileiros? De termos jogadores mais identificados com as torcidas locais? Daqui a pouco, a seleção brasileira não terá atletas que tenham feito o mínimo em times daqui? Globalização? Talvez, mas estamos num outro continente e ainda temos um campeonato forte, que segura o espetáculo do futebol nos quatro anos em que a seleção não se reúne de verdade.

Se o Dunga não assistiu a final como disse que não faria, faltou profissionalismo e humildade. Eram poucas as reflexões, de futebol sou mais torcedor do que entendedor mas como já confessei aqui, acompanhei diariamente Juca Kfouri, Tostão e PVC, uma cobertura de futebol que foi além da tradicional baboseira que se fala por aí. E é claro que não perdi a mania de ler José Simão.

Se o Brasil não rever muito sua postura, faremos como a Alemanha, não levaremos em casa. 

Realistas, em que time você joga?

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Peter Gay é um grande historiador. Já escreveu entre outros uma biografia de Freud que pretendo ler. Comprei e iniciei a leitura de seu Represálias selvagens, livro de 2002 agora lançado no Brasil. Estuda a produção de três escritores do século XIX, início do XX: Charles Dickens, Gustave Flaubert e Thoman Mann. Mas não a produção toda, três livros, Casa sombria, Madame Bovary e Os Buddenbrook, três obras escritas antes do início do século XX (a última já dentro deste) e que o historiador usa como motivo para discutir se ficção é também um modo de compreender a sociedade, especialmente quando se tratam de escritores realistas, comprometidos com o crível, inventos que não invadem o fantástico.

Ah, existe também a fonte da vingança pessoal do autor contra quem o pisa na vida real. Algo que eu já desconfiava e incuti intuitivamente na minha produção, nas próximas, o farei com mais estilo… Inimigos, não lembro se os tenho, rivais e detratores, sim, cuidado…

Jornalismo: verdade ou mentira?

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O “jornalista” italiano Tommaso Debenedetti assumiu as mentiras que contou em pequenos jornais de seu país. Não foram mentiras quaisquer, inventou entrevistas com grandes nomes da literatura, mas foi além de um Pinocchio qualquer, simulou o estilo do entrevistado, para tanto, estudou, fez a lição de casa.

Apertado, disse que não conseguiria ser um jornalista cultural falando a verdade. O que quis dizer com isso? Sei lá, talvez uma menção aos critérios nem sempre imparciais de definição de pautas e coberturas? Entrevistados reclamam, jornalistas reclamam, editorialistas reclamam, até donos de jornais e outros veículos reclamam. Sempre fui partidário de um maior número possível de fonte como remédio para a ideologia ou risco de interesse econômico delas.

Vale lembrar a certeza de Debenedetti que os jornais sabiam se tratar de mentiras. Mesmo assim publicavam, imprensa marrom só por que pequena? Duvido. Mas a tal mentira já foi fonte de estudo de especialistas de várias áreas, o problema não é ela existir, o problema é alguns negarem ou idealizarem sua inexistência.

Excesso de publicidade: Copa e Playboy portuguesa

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Já protestei aqui contra o puritanismo de Steve Jobs, já assumi meu ateísmo e minhas posições sempre contrárias ao politicamente correto. Mas acho de péssimo gosto a capa da Playboy de Portugal com Cristo e uma tatuada na capa. Ainda mais porque retoma a polêmica que levou Saramago a ir morar na Espanha. É homenagem ou apropriação para tentar vender mais?

Parecido com a inúmera quantidade de anúncios sobre a Copa, todo mundo já sabe que existiam dois anúncios, o da vitória e o da derrota, todo mundo percebe que é um business, o que é uma pena. Homenagear quando se quer vender é meio feio. A Playboy foi ousada, as portuguesas vão coçar o bigode… Mas quem tomou a decisão não foi sutil, foi apelão…

Disputa digital x papel

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Ainda não li nada de Saul Bellow, pelo que dizem, azar o meu, mas acabo de colocar seu segundo livro na minha biblioteca, Henderson. Chegou bem acompanhado, do Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo, uma bela edição da LeYa que junta num catatau o que se sabe sobre o poeta português, daqueles dicionários capazes de ensinar detalhes interessantes, mas que também correm o risco de pouco serem abertos, se bem que tenho com Pessoa uma boa relação. Quem já subiu a escada da minha casa no interior sabe do que falo…

Mas se esses dois livros entraram na minha biblioteca, a antiga, física, que ocupa espaço real, não virtual. Hoje li a primeira reportagem sobre velocidade de leitura nas diferentes mídias. Não quero polemizar, não consigo dar o meu testemunho, como já assumi, ainda não li nenhum livro de cabo a rabo no Kindle ou no iPad, aliás, neste, navego, jogo Sudoku, utilizamos para apresentar capas de livros, mas não li nada ainda. Os autores da matéria do blog brasileiro levantaram a hipótese da não “estatisticidade” dos números, válida, não me interessei por checá-los à fundo, mas, pelo menos para leitores de Hemingway, em estudo conduzido pelo Nielsen Norman Group, talvez surjam outros opostos, com apenas 24 pessoas, a velocidade de leitura tem a seguinte ordenação:

1) livro em papel;
2) livro no iPad, 6,2% mais lento do que no papel;
3) livro no Kindle, 10,7% mais lento do que no papel.

Já em relação à nota dada por produto, ou podendo-se chamar de plataforma, vemos o sex-appeal da Apple (de 1 a 7):
1) iPad com 5,8
2) Kindle com 5,7
3) Livro impresso com 5,6
4) PC com 3,6

Talvez a única e óbvia conclusão é de que é muito ruim ler no computador, mas já dava para tal pesquisa ter comparado os mobiles. Mas muito ainda irá mudar, besteira perder tempo com isso, leia, não importa a plataforma, vai te fazer bem…

Acerto de contas com o passado?

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Este livro de Tolstói, Ressurreição,  é daquelas obras da CosacNaify que se você pegar na mão, compra. A edição é o que me faz crer que o livro em papel não morre, não pode. Comecei a leitura, que em interesse já ultrapassou o Doutor Passavento, mas falo disto depois, em junho até poucos livros entraram na biblioteca…

O dia não foi de todo mal para um brasileiro: José Serra

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Pois é, a semana parecia daquelas. Confusão na escolha de vice, pesquisas mostrando ultrapassagem, “aliados” debandando e ainda, imaginar o presidente Lula recebendo, tendo é claro Dilma ao lado, a seleção hexacampeã.

Pela manhã Datafolha dá empate, mas com ele à frente, 39 x 38, uau, o Índio não é tão pé frio assim. Depois, a história parece não ter querido dar ao presidente mais boleiro que esse país já teve, mais um daqueles momentos nunca antes na história desse país. So resta o Nunca antes na história desse país um presidente lamentou tanto uma eliminação, já estava com todos os improvisos prontos, era a cereja do seu bolo que não veio… Agora voltamos a discutir Serra x Dilma, na verdade, começamos a discutir, sem as desculpas e analgésicos da Copa.

E os holandeses não eram só esses…

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Sou fã incondicional do Loredano. Pela manhã esta charge do Estadão parecia brilhante. Agora, depois do jogo, incompleta… Na verdade ele está certo, acima o que os holandeses têm de melhor. O tal do Robben não é nada diante desses, mas mesmo assim, perdemos.

Copa: a dor da eliminação

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Desde as 13 horas o Brasil está mais broxado do que a seleção depois de assistir a Holanda virar o jogo na Copa do Mundo. Acho que foi injusto? Acho, o Brasil poderia ter no campo matado o jogo no primeiro tempo. Mas foi no campo mesmo que não apareceram os líderes. Não vi ninguém gritando e tentando motivar o time, ninguém chamou a responsabilidade para si, chamou o jogo, cuidou de chacoalhar os outros. Tinha líder em campo? Tinha líder no time? Não dá para ser campeão sem saber como reagir. O problema não aconteceu em Port Elizabeth, vem há tempos, foi opção.

Dunga errou? Claro. Fugiu da bagunça do passado e foi num movimento pendular para o outro. Traçou uma estratégia de resultado, abriu mão do futebol bonito e parece ter optado por repetir a escolha do Parreira no tetra sem ter um clone seu em campo ou um artilheiro que chamasse para si a responsabilidade, como fez Romário em 94. Não soube se preparar para tanta pressão, não demonstrou ter criado espírito de família, parecia sim bastante unido ao Jorginho, um auxiliar que de longe parece muito aquele auxiliar yesman.

Ganhar jogando feio, não é bonito, mas vale. Perder jogando feio, daí dói. Insisto, ou as câmeras não pegaram, ou ninguém estava de fato incendiando os companheiros em busca da virada.

Acabo de ver apenas o final de Uruguai x Gana. Suarez o grande herói por jogar vôlei nas horas vagas… Futebol tem dessas coisas, mas nada que não possa ser superado com muito trabalho, dedicação e preparação.

Frase de editor de verdade

Peter Suhrkamp, fundador da editora alemã que leva o seu sobrenome costumava dizer: Não publicamos livros, publicamos autores. Quem está nesse negócio com o coração e a alma, jeito meio brega de falar com vontade, seriedade e idealismo, sabe que essa é uma das maiores verdades do mercado editorial. É fácil avalizar alguns blefes em troca de muitos trocados. Editor presta um grande serviço a cultura, mas editor também presta um grande desserviço, cria monstros. A Suhrkamp faz 60 anos e apesar das dificuldades, começa vida nova, trocando a burocrática Frankfurt pela agitada Berlim. Boa sorte!

Ótima leitura para quem gosta de ler…

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O mês de junho foi péssimo para minhas leituras. Me dou a desculpa da Copa, apesar de ter assistido poucos jogos. Se não fiquei diante da televisão, li mais os blogs e as matérias de jornal sobre o assunto, é inevitável, é a atração do futebol, um jogo que extrapola em muito as fronteiras do esporte. Onde mais o Brasil é tão respeitado?

Se li pouco, li bem. O livro da conversa de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière sobre livros é dos mais interessantes. Leitura capaz de acrescentar e te fazer sentir-se mais inteligente. Agrega uma visão mais ampla do universo cultural, duas pessoas instigantes, um mediador, Jean-Philippe de Tonnac, também aguçado. Minha biblioteca não tem nenhum incunábulo, acho que por enquanto, mas tem livros que quero que fiquem ao meu lado ao longo da vida, aquela falsa segurança de poder recorrer a eles em caso de extrema necessidade, ou, simples vontade, um desejo nem sempre racional de compartilhar as melhores idéias, de fugir da “rasão” do mundo, não do atual, do mundo de sempre, pois essa é a história da humanidade, como diz Eco: o equilíbrio entre a alta vida intelectual e a baixa idiotice dá um resultado mais ou menos neutro…

Não contem com o fim do livro também diz muito sobre os livros que se tem em casa. Mais três respostas de Eco que me consolaram e deixo como arsenal a ser utilizado diante dos meus poucos milhares de livros: Não, esses livros são apenas os que devo ler semana que vem. Os que já li estão na universidade; Não li nenhum desses livros. Senão, por que os guardaria?; e Você sabe, não leio, escrevo.

Que o digital vai afetar o livro, vai, como homem de negócios desse mercado quero, preciso e vou estar atento. Como leitor e um candidato a uma vida mais profunda, quero os meus livros na estante. Recomendo sim a leitura desse gostoso papo.