8 de Agosto de 2010

Mesa 12: McCann e William Kennedy um tanto monótonos

ironweed.jpg mccan.jpg

A foto do escritor Colum McCann é de Brendan Bourke, para representar William Kennedy escolhi o cartaz do filme do Babenco, Kennedy, pelo menos de acordo com a voz dos tradutores simultâneos da Flip, não é dos mais simpáticos, parece um tanto castigado pelos anos, foi uma presença um tanto monótona.

A mesa não me agradou, fui com expectativa conhecer McCann, não saí de lá determinado a ler seus livros, as críticas são positivas e consistentes, mas no emocional não fui capturado. Aliás, ficar na tenda do Telão ou então para fora dela é sinônimo de depender dos tradutores simultâneos, sim, são importantes e fazem um trabalho complexo. Mas quando os autores lêem suas obras, eles não traduzem, também lêem dos livros em português, mas parece que traduzem, e é praticamente impossível gostar de uma obra com esses profissionais lendo, não tem vida nem pontuação nenhuma, fica aqui a sugestão para que façam também algumas aulas de interpretação de texto, de leitura, para que o público possa curtir melhor as obras, ter um mínimo do sabor do que o autor fez, também alguns autores são muito melhores para escrever do que ler…

Discutiu-se lugar e o impacto na obra, o específico e o universal, uma certa reverência à importância de Kennedy parecia necessária e foi cumprida. Interessante ouvir de Kennedy o quão ferrado estava e a mudança de vida que um prêmio representou, bem como do decorrente trabalho com Coppola. McCann falou sobre suas viagens pelo mundo e experiência em universos extremos e diferentes do seu, possivelmente ingrediente necessário e tempero de sua ficção.

Comentar