22 de Agosto de 2010

É melhor conhecer o inimigo: White Collar

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Tive um final de semana diferente, li menos do que assisti televisão. Mas era o que tinha que ser feito, tudo começou na mesa, numa conversa familiar, meu filho apontando seu entusiasmo com as características do herói da série White Collar, que seu professor tinha erroneamente já explicado como crime do colarinho branco, não apenas como pessoas que trabalham em escritório, em oposição aos operários.

Como o assunto já o tinha feito aprofundar e inclusive pensar em vestir-se diferente para ir à escola, resolvi entender do que se trata. É mais uma série onde o bonitão, é esperto, no sentido ruim da palavra, um estelionatário, um falsificador dos mais inteligentes, une-se ao policial bonzinho e caretão e passam a desvendar melhor os crimes.

Pode até haver uma representação real e natural da natureza humana, mas que é estranho ver o seu filho querer ser tipo o cara, isso é, mas é melhor que seja assim agora, aos 13, e me alerta para o quanto de trabalho terei pela frente, do que aconteça depois. Mas o ritmo e os clichês são interessantes, suficientes para ser difícil que ele abra um livro, algum clássico. Aliás, como disse, na livraria há semanas, pedi indicação de uma leitura de algo clássico para ele e não obtive nenhuma resposta significativa. Me resta a esperança do exemplo dada. Se ele vai ler num gadget ou no papel não sei, espero que lei, nem que seja para ter idéias para as séries que planeja produzir.

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