A mediocridade salva?
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Assisti Piscina (sem água) indicação, se não me engano, do Pondé em sua coluna da segunda. Gostei bastante, a interpretação de Ester Laccava ficou acima do grupo, mulheres melhores que homens, e gostei mais do que minha mulher, talvez porque tenha ido já com o briefing, para questionar alguns pontos.
Uma pessoa se destaca de um grupo e só ela atinge a fama e o reconhecimento. Os outros são obrigados a se conformar com sua mediocridade, não sem antes sofrer, praguejar e fantasiar justiça. A vida não é justa, nem sempre os mais talentosos chegam, principalmente se além da sorte, não tiverem uma excessiva persistência e, em alguns casos, até mesmo a disposição de dançar algumas músicas que não gostam, até beirando os limites. Se ultrapassarem, chegam, mas carregam um peso excessivo.
A peça não alivia, é meio agressiva com o expectador, o que é bom. Mas também deve ser a razão para vários lugares vazios, os tais medíocres (não estou me excluindo, inclusive fui em busca da resposta), logicamente a maioria, preferem o riso fácil e até mesmo ridículo desde que não se aproxime. Enfrentar a realidade é para poucos, suportá-la, para pouquíssimos! Mas como dizem os amigos que ficaram na peça, ouvir a verdade muitas vezes alivia.
