Arquivo: Setembro de 2010



Deu para tirar um pouco do atraso!

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Semana passada, logo que cheguei da Espanha tive que tirar o atraso numa livraria brasileira. Ainda não contabilizei as entradas espanholas, algumas porque são de trabalho e não posso alimentar a concorrência…

Aqui comprei o livro do Murakami para me entreter enquanto treino para a maratona de NY no dia 7/11, eis alguém que corre mais e escreve mais do que eu, Do que falo quando falo de corrida; o Linguagem de sinais, novo livro de contos do Luiz Schwarcz, gostei do primeiro e As brasas, livro de Sandor Marai que uma amiga recomendou que eu lesse antes de finalizar o meu livro.

Toda a unanimidade é burra, ou interesseira…

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Não tenho sido o melhor cinéfilo neste ano, o que é sempre uma pena, não aderi aos filmes em vídeo, ou dvd, ou sei lá como chama a atual tecnologia, mesmo indo pouco ao cinema, ainda assisto mais filme nessa mídia do que em outras. Dos concorrentes brasileiros à indicação para Oscar de melhor filme estrangeiro acredito que não assisti nenhum, nem mesmo o indicado, o filme do Fábio Barreto que não aconteceu no Brasil, mesmo com toda a popularidade do presidente.

Mas o que me chamou a atenção foi o fato do filme ter recebido os 9 votos dos jurados, deles só me lembro mesmo do León Cakoff, de quem admiro a empreitada da Mostra Internacional de São Paulo, ou seja, por unanimidade, um filme por todos classificado de forma sempre desconfiada. Estranho? Interesses? Previsão de verbas futuras? Sei lá. Mas há na Veja uma notinha reclamando do apoio da Vale ao novo filme do Jabor, tido teoricamente como “tucano” e aumentando a indisposição do presidente “quase-muito longe estadista” e o CEO da firma. É, Roger Agnelli não depende de verbas públicas para seus projetos, talvez dependa do mesmo aval para manter a posição, mas o cinema brasileiro continua atrelado ao estado, aliás, como vários outros quando não se encaixa no modelo Hollywood de ser.

Olha onde os livros chegaram…

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Há tempos os livros não eram tão falados. Toda a disputa Kindle, iPad e outros tablets. Fim do papel, só digital e outras questões. Agora eles também parecem úteis ao The Wall Street Journal. Na tentativa de ganhar leitores dos jornais tradicionais o jornal econômico investe em uma versão de final de semana, sou fã da do concorrente Financial Times, que terá um esperado e comentado suplemente de livros, o Books.

Eis a magia deste velho produto, ainda utilizado como formação de imagem, porque fica mais difícil de acreditar que os bitolados de Wall Street querem mesmo saber como anda o mundo da cultura…

A festa merecia ser mais bacana…

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Li Em alguma parte alguma, o novo livro do festejado, fez 80 anos, Ferreira Gullar. Gullar parece ter atingido um estágio elevado de celebridade intelectual, alguém que se ouve para saber as opiniões gerais, sobre vários assuntos. E Ferreira Gullar as têm para dar.

O livro não me parece o topo de sua produção, mas é gostoso ver que nos 80 ainda é completamente possível produzir coisas sérias, ter um exercício de lucidez.

Só quem parece não ter percebido que se tratava de uma celebração foi sua editora. O projeto gráfico é sofrível, o senso estético do livro ficou devendo para as margens apertas, a transparência. Ferreira Gullar merecia algo mais elaborado, sua obra merece edições mais bem tratadas. Acorda Record!

Soberano: acho que entendi um pouco o poder do futebol…

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Nem bem havia chegado de viagem no domingo e meu filho me pressionou para assistir Soberano, o filme sobre o São Paulo, as seis conquistas do campeonato brasileiro. Confesso que fui para exercer meu papel de pai de um garoto de 13 anos, acho que não muda mais de time, mas era um esforço pequeno para evitar um palmeirense, corintiano ou santista em casa…

O filme é médio, mas todas as lágrimas que baixaram dos meus olhos me fizeram entender o poder do futebol. Eu que me achava racional e quase intelectual chorando ao lembrar da conquista no Mineirão ou então do jogo praticamente perdido no Brinco de Ouro em 1986. Há uma desnecessária provocação com um torcedor do Corinthians, e muitos gols. Desde que me conheço por sãopaulino muita coisa mudou, já fui minoria, hoje não sou mais. Os que gostam do time vão encontrar emoções que já tiveram.

Escrever e escutar, duas coisas que podem e devem ser compatíveis

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Logo na minha primeira visita à livraria Central, ainda na unidade do Reina Sofia, me deparei com um livrinho que chamou brutalmente a atenção. Um volume com uma bela capa, utilização de tipografia, e com músicas clássicas. Vi dois escritores, comprei o de Thomas Mann para experimentar. Abri logo no hotel e adorei o projeto gráfico, coloquei as músicas para tocar e me encantei, decidi a comprar outros.

Em outra visita à Central comprei Tolstói, Proust e Goethe. Cheguei no hotel e fiquei pensando em Shakespeare e Dante. Voltei no dia seguinte. Só não comprei outros porque não tinha. Para quem gosta e entende de música, eis uma coleção das mais interessantes, não avaliei profundamente a qualidade e importância dos intérpretes, asseguro que uma emoção foi passada. O livro tem aproximadamente 100 páginas e a seleção é feita de músicas que estão nas obras desses autores ou então de amigos compositores, ou contemporâneos. Já ouvi mais do que li, mas é um produto tipo fetiche, daqueles que coloquei dentro de uma malha para não correr o risco de amassar na viagem de volta.

Ainda não consegui praticar, mas já planejei colocar o CD no notebook e começar a explicar, vai que passa e escrevo um pouquinho como eles… Não custa tentar, não vai ser tão desagradável assim! Recomendo!

Falcão: não sabia que o Brasil era monarquista

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Não me lembrava que no plebiscito de anos atrás a monarquia havia ganhado. Foi essa a sensação que tive ao passar uma hora na fila da Polícia Federal para voltar ao Brasil, boiada pura. Receio parecer aqueles velhos desconectados que ficam clamando pelas melhores coisas de seu tempo. Mas é um absurdo o que acontece na chegada ao Brasil no aeroporto de Cumbica, total despreparo, coitados dos que vierem para a Copa do Mundo, é impossível mudar a estrutura e a cultura deste país em tão pouco tempo.

Embarcar em Madri-Barajas e descer em Cumbica é um choque, uma visão descomunal de dimensão, de espaço, de estrutura, de organização. Aqui não se tem espaço e ainda se tem Free-Shop, em nenhum outro lugar do mundo onde estive há esse costume, se não me engano resquício de alguma concessão do passado, a atrapalhar, tudo é pensado pequeno, em regime de controle e quando se quer controlar, é óbvio que se quer algo mais.

Mas eis que passado meia-hora, ainda no meio da fila, aparece o comentarista Paulo Roberto Falcão, e ignorando toda aglomeração de pessoas, mais parecendo uma boiada, seja de brasileiros, seja de estrangeiros (a quem os agentes aeroportuários insistiam em indicar a fila no idioma nativo), se utiliza de algum passaporte real (já foi supostamente o rei de Roma) ou algum passaporte diplomático, ou então, apenas de uma certa simpatia dos agentes e vai imediatamente para o guichê, tendo gasto aproximadamente uns 55 minutos a menos do que eu e todos os outros mortais. Absurdo! Senhor Paulo Roberto Falcão, depois não adianta reclamar da estrutura para a Copa, se não dá exemplo, não pode cobrar.

Nesse país jornalista já não pagou imposto de renda, agora já o paga, mas pelo menos ainda ignora a fila da alfândega, um país dos privilégios…

Fundació Antoni Tápies

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A primeira vez que estive em Barcelona já não devia, mas ainda não tinha a menor idéia de quem era Antoni Tápies, na segunda, a fundação estava fechada para reforma, hoje, consegui conhecer. Recomendo.

São poucas obras, mas além de uma belíssima restauração (infelizmente o terraço superior estava fechado), é possível entender um pouco da obra deste catalão. Me detive muitos minutos assistindo o vídeo e aprendendo um tanto mais sobre sua vida. Havia visto uma individual dele, se não me engano, no CCBB em São Paulo, fala bastante sobre política e também sobre livros, descendente de livreiros e artistas.

De bate pronto apenas consegui lembrar da Fundação Iberê Camargo como similar no Brasil, ou seja, ainda falta muito para valorizarmos e respeitarmos, e portanto elevarmos o nível da nossa cultura, estendê-la a um publico mais amplo, compare-se com o que aconteceu com a obra do Oiticia há pouco e onde estava. O Brasil anda crescendo economicamente, se não crescer culturalmente, vai aumentar o vazio.

Não indicado para orfãos

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Ouço dizer que algumas relações pai-filho são das mais tranquilas e próximas. Acredito? Por vezes me parecem aquele papo entre amigos, quando um narra ao outro a conquista da noite anterior, sempre há muito de exagero. Será porque não tive que fiquei assim? Ou é minha incredulidade?

Já tinha lido Carta ao pai, li agora Ribamar. Depois dos dois, já não sei como me portar diante do meu filho. José Castello foi mais corajoso do que Kafka, este não tinha grandes planos de ser publicado, talvez sonho, entregou para a mãe. Castello fez de forma premeditada. Lavou a roupa suja no tanque público da vida, e o fez de forma bastante densa, tudo o que envolve de maneira não leviana a relação pai e filho é profundamente denso, e com momentos brilhantes.

Leva a vantagem, que também Kafka tinha, de ser apenas estilingue, ser vidraça e olhar para os descendentes deveria impactar a forma de escrever, a busca seria outra, a visão mais completa. Eu já fui estilingue e hoje me vejo mais tempo como vidraça, tentando não esquecer as vezes em que tensionei a borracha e soltei a munição, para que meu filho possa fazer o mesmo, por mais que dou e tenha me preparado para diminuir sua ira.

Além da relação familiar, o livro explora bastante e bem a relação com a literatura, o papel desta na existência. A estrutura é um tanto fragmentada, mas a sequência não se prejudica e poucas vezes se vê um escritor tão nu diante do passado, presente e futuro. Sim, o tal Ribamar já não está aqui, mas tem vários representantes e como o próprio livro deixo claro, está inteiro dentro do autor. Vários grifos, poderia fazer um post enorme aqui só deles, eis alguns para você verificar se tem coragem de ler, não se esqueça que o autor teve a de escrever, mas quem lê olha necessariamente para o seu pai, ou para o espelho como pai de outra forma. Ainda não sei quando será a próxima vez que encararei o meu:

Ainda muito jovem, compreendo que os homens se fortalecem pela capacidade de não ver. Não ver, não sentir, não pensar: isso é a força. E o que chamam de ‘frieza’”.

Posso tudo: e é contra isso - contra esse tudo - que devo lutar para conseguir escrever. Um escritor que pode tudo nada tem a dizer.”

Sua presença desmentia o que a ausência me dava. Eu tinha (todo filho tem) um ideal de pai que o próprio pai desmente. Ausente, eu o sentia. Presente, nós nos perdíamos.”

Leituras parecem voos para fora, com que nos distanciamos (fugimos) do mundo. Na verdade, são voos para dentro, com que cavamos o que estamos destinados a ser.”

Toda pergunta sobre o pai é, sempre, uma pergunta sobre si.”

Só não gostei do final, mas isso não tem a menor importância diante de um livro desses. Aliás, até agora se falou e escrevou pouco, a história e a coragem em escrever pedem mais posições de críticos e jornalistas, que falem do livro, que falem de seus pais, mas não ignorem um assunto tão freudiano e vital como esse. Sim, é um livro para quem tem filho, tem pai, ou reflete e procura qualquer um deles. Há tempos me pergunto se não foi a dureza do meu pai uma das razões principais de minha formação, no sentido positivo e superador da palavra. Há tempos me questiono se preciso me afastar do meu filho, não tenho querido, mas tenho convivido com a dúvida de, ao ser amoroso e próximo, estar sendo mesmo é egoísta e impedindo que ele se forge, masculino demais? Não sei, não tenho a mínima idéia da reação de uma mulher diante deste livro, nem sei se elas deveriam ler… Que leiam então para entender um pouco dos homens e participar das reflexões masculinas de pai e filho, mas nunca com muito cuidado para não misturar tudo e por o meloso carinho feminino, também necessário, mas proveniente de outra fonte!

Se Nova York tem o Frick, Madri tem o Thyssen

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Espremido entre duas reuniões resolvi usar a horinha que me restou para conhecer o Museu Thyssen-Bornemisza em Madri. Fiz uma associação imediata com o Frick Collection de Nova York, talvez por trazer o nome de uma família de industriais, talvez pela dimensão. O de Madri ganha, a ampliação contemporânea ficou interessante, o prédio está melhor adaptado.

A coleção tem aquela medida certa, um tanto de cada época, algumas peças se não capazes de dar toda as possibilidades do artista, pelo menos mostrando facetas importantes. Vi de arte florentina até Lucian Freud, Rothko, Bacon.

Da próxima vez em Madri vou primeiro a este museu. Imagino que devam ter havido contestações quando há quase duas décadas o governo espanhol resolveu comprar a coleção por 350 milhões de dólares. Acho que o estado cumpriu o seu papel, sem entrar no mérito de valores e negociações entre governos e empresários. A população mundial ganhou um local para abstrair um tanto das concretudes da vida contemporânea.

Wesley Duke Lee

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Morreu ontem o artista plástico Wesley Duke Lee. De um tempo onde a arte brasileira tinha uma presença mais regional, por meses eu “sofria” sessões de rolfing olhando para uma obra dele, devidamente permutada com a rolfista. Eu saia de lá muito bem, corpo e mente.

Cocido madrileño: uma experiência ancestral

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Comida também é cultura. Hoje fui comer um cocido num restaurante mais do que centenário. Tudo era meio ancestral, no sentido mais antigo da palavra, o tamanho do garçom, o estilo da comida, o ambiente. Gostei, mas não é fácil ficar olhando para uma asa de frango branca e cheia de pele na sua frente, nem uma pata de porco destroçada, sem muitos molhos para encobrirem o sabor basal e antigo dos alimentos. Comi como meus antepassados… Não sei se comiam toda a gordura do porco, pus uma lasca na boca.

Reina Sofia, este sim um belíssimo museu!

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Um museu é também, e diria que quase principalmente, um ato arquitetônico. E o Reina Sofia o é. Uma bela integração de um novo prédio de Jean Nouvel a um antigo hospital. Só tem um defeito, não é fácil se achar, algumas partes ficam fechadas e a sinalização interna não é das mais fáceis. Mas isso em nada diminuiu o meu entusiasmo em conhecer. O prédio novo mexe com os sentidos, o terraço de vidro, as dimensões, a vista, foto à esquerda, da biblioteca de dentro da livraria.

Também lá dentro se pode achar algumas obras das mais interessantes. Uma que gostei muito de ver foi do Tapiés uma combinação de cores sensíveis. Entre as novas aquisições, Lygia Clark, Ligia Pape e Mira Schendel. Há coisas questionáveis, mas há peças importantes e ter visto Guernica, um quadro do qual ouvi falar na infância, foi um momento emocionante. Se vier a Madri com pouco tempo e tiver que escolher, eu não teria dúvida, seria este.

Um museu para quem gosta dos séculos passados…

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Não conhecia o Museu do Prado, ontem foi minha primeira visita já sabedor que arte dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX não são o meu forte. Acabei não indo à exposição do Turner, acredito que quem já entrou nos museus londrinos já cobriu esse artista…

E tive a comprovação de que apesar de apreciar Goya, El Greco, Velázquez, Rafael, Tiziano, Rembrandt e Caravaggio, um museu sem século XIX  (final), XX e XXI para mim fica um tanto distante. Na Espanha há também o componente religioso, o quanto a arte serviu para que a religião se estabelecesse e fortalecesse como algo real, concreto. Aqueles imensos quadros a ameaçar o inconsciente das pessoas.

Esopo não deveria ser como Velázquez o retratou (quase uma mulher, alguma rixa existia), assim como as histórias e pecados não foram, mas serviram a um propósito…

Morreu Claude Chabrol: uma razão a menos para ir ao cinema…

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Aos 80 anos Claude Chabrol morreu deixando uma das obras mais interessantes para quem gosta de cinema um tanto quanto pouco superficial. Se não temos filmes novos, ainda me restam vários para assistir.

Aniversário

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Hoje minha avó faz 95 anos, diria que em nenhum deles contribuiu para a poesia brasileira mas fez das suas para sua família. Mas hoje também Ferreira Gullar faz 80 anos, e a contribuição dele para a poesia e também para a vida cultural brasileira não é pouca. Já declarei aqui minha admiração e respeito por ele. Parabéns.

Ainda não comprei seu novo livro, Em alguma parte alguma, mas vou fazê-lo muito em breve.

Plano de negócios para editoras: Universidade do livro

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Ontem dei minha aula no curso da Universidade do Livro - Unesp. Ensino Plano de Negócios. É claro que é impossível ensinar tal assunto em 3 horas, meu objetivo então foi demonstrar a importância de se ter um plano e buscar formas de conhecer o mercado e negócio, e, principalmente, fazer com que as pessoas das letras, não temam os números.

Não sou um Einstein e nem utilizo giz, mas é gratificante trocar experiência e passar um pouco do que se aprende batendo cabeça e estudando um bocado.

Esse paguei caro!

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Estou fazendo um trabalho sobre empresas familiares e decidi começar do básico, família. Descobri o psicanalista Alberto Eiguer e fui atrás do seu livro Um divã para a família, procura não tão fácil. Tinha na Estante Virtual e comprei, pelo preço, 120 reais, imaginei que era um livrão, mas não, um 14 x 21 com não mais de 200 páginas. Eis um conteúdo que se valorizou… O início, que trata das escolhas de cônjuges, é dos mais interessantes. Se vou usar no livro? Não sei, mas que estou discutindo a minha relação, isso estou.