Boa história, estréia premiada
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Li o novo e primeiro romance do Edney Silvestre apenas para checar os critérios da comissão julgadora do Prêmio São Paulo. Deram a ele o de livro iniciante. Desconfiava que poderia ser um desvio por se tratar de um autor iniciante já famoso, repórter de televisão, apresentador de programa de literatura.
Conclui que não foi, apesar de não ter lido os concorrentes. A história é bem boa, a linguagem me pareceu em determinados pontos uma tentativa de escrever bem, mas a relação dos dois garotos numa cidade do interior para descobrir um crime e um submundo do poder e do desejo humano são muitíssimos bem explorados por Silvestre. Não é possível ao leitor ir construindo sozinho a história, precisa do narrador que surpreende. Estava gostando mas não tão empolgado até que num determinado momento, lá nas páginas finais tive um lacrimejamento espontâneo dos olhos. Acho que literatura isso, uma medida individual, gosto de pensar que o meu sarrafo é elevado, por isso, a recomendação.
Um livro que trata da amizade masculina e do ritmo lento de consciência do verdadeiro jeitão da espécie.

