Arquivo: Setembro de 2010



Boa história, estréia premiada

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Li o novo e primeiro romance do Edney Silvestre apenas para checar os critérios da comissão julgadora do Prêmio São Paulo. Deram a ele o de livro iniciante. Desconfiava que poderia ser um desvio por se tratar de um autor iniciante já famoso, repórter de televisão, apresentador de programa de literatura.

Conclui que não foi, apesar de não ter lido os concorrentes. A história é bem boa, a linguagem me pareceu em determinados pontos uma tentativa de escrever bem, mas a relação dos dois garotos numa cidade do interior para descobrir um crime e um submundo do poder e do desejo humano são muitíssimos bem explorados por Silvestre. Não é possível ao leitor ir construindo sozinho a história, precisa do narrador que surpreende. Estava gostando mas não tão empolgado até que num determinado momento, lá nas páginas finais tive um lacrimejamento espontâneo dos olhos. Acho que literatura isso, uma medida individual, gosto de pensar que o meu sarrafo é elevado, por isso, a recomendação.

Um livro que trata da amizade masculina e do ritmo lento de consciência do verdadeiro jeitão da espécie.

A bela capa pode parecer um abacaxi, mas é uma árvore onde o tronco é muito importante…

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Confundi o dia de uma reunião, perdi viagem. Fui relaxar na Revistaria d’Amauri e além de comprar o novo CD do Djavan, um livro que estava chegando me chamou a atenção pela capa, fiquei na dúvida se era um abacaxi, mas parecia uma pilha de livros. era o novo Umberto Eco, A memória vegetal. No sub, e outros escritos sobre bibliofilia. Eu, um legítimo candidato a bibliófilo, tinha que no mínimo olhar.

No início da orelha: “Como é belo um livro, que foi pensado para ser tomado nas mãos, até na cama, até num barco, até onde não existam tomadas elétricas, até onde e quando qualquer bateria se descarregou. Suporta marcadores e cantos dobrados, e pode ser derrubado no chão ou abandonado sobre peito ou joelhos quando caímos no sono”. Comprei imediatamente!

Vai que a moda pega no Brasil: sugestão para livrarias - vinho + livros

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Que tal Cultura, Saraiva, Vila, Travessa, Leitura, Curitiba e tantas outras livrarias brasileiras seguirem o exemplo da Berkelouw Books da Austrália que serve uma taça de vinho para seus clientes, querendo similar um ambiente caseiro. Combina ou não?