17 de Novembro de 2010

Não é fácil continuar depois de algo tão premiado!

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Nunca tive o peso de dar sequência a tamanho acerto. Não é fácil, infelizmente, nunca repercuti tanto quanto Cristovão Tezza e seu Filho eterno, em nenhum campo… Lembro que gostei muito deste livro, mas o li logo que foi lançado, há coisa de mais de três anos, nesta época sequer me imaginava escrevendo e podendo me meter a escrever. Talvez falte então essa base de comparação.

Que Tezza é um escritor maduro, não tenho dúvidas. Mas não consegui acompanhar a história com todo interesse do início ao fim, não fiquei na ansiedade de terminar logo. Se fosse mais longo, pensaria seriamente em abandonar, estou há meses como pano de fundo lendo Anna Kariênina, que tem me interessado mais, mesmo sem conseguir estabelecer um ritmo confortável de leitura. Comparar com Tolstói pode ser sacanagem… Ou seja, um bom livro, mas que não me pegou pelo estômago, grifei pouco, não caminhei com os personagens ao longo dela, precisei interferir com a razão, mas não considerei um erro emocional.

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