Dezembro de 2010

De cara confesso que tenho inveja do Coppola. Não queria ter aquele “corpãozão”, mas queria ter aquela cabeça sim. Tampouco me importaria de ter alguns restaurantes e uma bela vinícola, bem como uma filha como a Sofia.
“Dito e posto”, gostei muito de Tetro. Daqueles filmes que você sai do cinema querendo falar, com algumas dúvidas e pensando na sua própria relação familiar. É uma pena que o Brasil seja tão caro e um cara desses escolha os hermanos para um projeto pessoal. Aliás, esse resquício de vida inteligente dos cineastas americanos parece que precisa fugir das fronteiras dos pilgrans…
Fracasso e sucesso, espaço e disputa familiar acabam sendo expostos e levando o expectador a rever um tanto a carga dramática das vidas humanas. Gostei muito do Vincent Gallo, uma atuação debochada consciente e profunda. O que você de fato sente pelos seus familiares? Não responda antes de assistir!
O recurso do filme em p&b e as lembranças em cor me agradou, se for manjado, nunca tinha visto. As cenas de ópera mostram a carga dramática daquela mídia e quão humana é a tal bonequinha. Quem trabalha com ou em empresas familiares deve assistir e aceitar mais de perto o espaço da disputa.
Dezembro de 2010

Comprei meio sem planejar, comecei a ler e com ele furei a minha fila de leitura. O livro Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville, é para ser consumido rapidinho, de início gostei muito, é fácil, divertido e mostra os bastidores de muitas coisas, o autor teve o mérito de encontrar uma linguagem que passa para o leitor um equilíbrio, não conheço todas as histórias, mas parece que ele fala a verdade, dá uma no casco e outra na ferradura. Festeiros têm o hábito de ver tudo como lantejoula, não foi a impressão que tive.
A grande lição é a constatação óbvia de que a noite influencia mesmo bastante o dia e que com bebida na cabeça e vontade de “aprontar” muitos negócios também acontecem…
Dezembro de 2010

Yves Moyen foi lançar o livro em Belo Horizonte e aproveitou para falar aos conterrâneos sobre seu livro. A excelente entrevista foi ao ar na última semana na Rede Minhas, quase meia hora e pode ser acompanhada no link. Para assistir ao primeiro bloco, clique sobre a imagem do autor, para assistir ao segundo, clique sobre a imagem do livro.
Estamos aceitando adeptos para combater a síndrome dos não elefantes que insiste em invadir as empresas brasileiras. Mas não são apenas as brasileiras não, estamos combatendo as daqui porque publicamos o livro na língua de Camões, como diria Caetano Veloso…
Dezembro de 2010

Jamil Chade é correspondente do Estadão em Genebra, pela firma inscreveu uma série de reportagens sobre a atuação de bancos suíços no Brasil. Mas também inscreveu o livro O mundo não é plano no prêmio Nicolas Bouvier, o principal do jornalismo suíço.
Ganhou pelos dois. O livro já havia ficado entre os 10 do Jabuti, também merecia ficar na final e ganhar na categoria. Se não ganhamos aqui, ganhamos lá. Para quem não conhece, o livro trata de forma nua e crua a realidade de populações africanas diante da fome e da realidade de alguns governos desses mesmos países, ou a realidade dos governos dos países ricos, que se quisessem resolveriam este absurdo, mas preferem mesmo ficar de papo, fazendo política… As fotos do Juca Varella são fortes, para dizer o mínimo. Uma leitura que não deixa ninguém passar ao largo.
Jamil, a gente até que sabia que era mais fácil ganhar prêmio do que virar best-seller, vai que os prêmios ajudam…
Se quiser saber mais sobre o livro, clique aqui