Arquivo: Dezembro de 2010



Um filme como há algum tempo não via: Tetro

tetro1.jpg tetro2.jpg tetro3.jpg tetro4.jpg

De cara confesso que tenho inveja do Coppola. Não queria ter aquele “corpãozão”, mas queria ter aquela cabeça sim. Tampouco me importaria de ter alguns restaurantes e uma bela vinícola, bem como uma filha como a Sofia.

Dito e posto”, gostei muito de Tetro. Daqueles filmes que você sai do cinema querendo falar, com algumas dúvidas e pensando na sua própria relação familiar. É uma pena que o Brasil seja tão caro e um cara desses escolha os hermanos para um projeto pessoal. Aliás, esse resquício de vida inteligente dos cineastas americanos parece que precisa fugir das fronteiras dos pilgrans…

Fracasso e sucesso, espaço e disputa familiar acabam sendo expostos e levando o expectador a rever um tanto a carga dramática das vidas humanas. Gostei muito do Vincent Gallo, uma atuação debochada consciente e profunda. O que você de fato sente pelos seus familiares? Não responda antes de assistir!

O recurso do filme em p&b e as lembranças em cor me agradou, se for manjado, nunca tinha visto. As cenas de ópera mostram a carga dramática daquela mídia e quão humana é a tal bonequinha. Quem trabalha com ou em empresas familiares deve assistir e aceitar mais de perto o espaço da disputa.

Ricardo Amaral: para alguns a vida é uma festa

ricardoamaral.jpg

Comprei meio sem planejar, comecei a ler e com ele furei a minha fila de leitura. O livro Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville, é para ser consumido rapidinho, de início gostei muito, é fácil, divertido e mostra os bastidores de muitas coisas, o autor teve o mérito de encontrar uma linguagem que passa para o leitor um equilíbrio, não conheço todas as histórias, mas parece que ele fala a verdade, dá uma no casco e outra na ferradura. Festeiros têm o hábito de ver tudo como lantejoula, não foi a impressão que tive.

A grande lição é a constatação óbvia de que a noite influencia mesmo bastante o dia e que com bebida na cabeça e vontade de “aprontar” muitos negócios também acontecem…

Um bom mineiro à casa torna: Yves Moyen na Rede Minas

yvesredeminas.jpg yvesredeminasii.jpg

Yves Moyen foi lançar o livro em Belo Horizonte e aproveitou para falar aos conterrâneos sobre seu livro. A excelente entrevista foi ao ar na última semana na Rede Minhas, quase meia hora e pode ser acompanhada no link. Para assistir ao primeiro bloco, clique sobre a imagem do autor, para assistir ao segundo, clique sobre a imagem do livro.

Estamos aceitando adeptos para combater a síndrome dos não elefantes que insiste em invadir as empresas brasileiras. Mas não são apenas as brasileiras não, estamos combatendo as daqui porque publicamos o livro na língua de Camões, como diria Caetano Veloso…

Autor da Virgília é premiado na Suiça!

jamilchade.jpg

Jamil Chade é correspondente do Estadão em Genebra, pela firma inscreveu uma série de reportagens sobre a atuação de bancos suíços no Brasil. Mas também inscreveu o livro O mundo não é plano no prêmio Nicolas Bouvier, o principal do jornalismo suíço.

Ganhou pelos dois. O livro já havia ficado entre os 10 do Jabuti, também merecia ficar na final e ganhar na categoria. Se não ganhamos aqui, ganhamos lá. Para quem não conhece, o livro trata de forma nua e crua a realidade de populações africanas diante da fome e da realidade de alguns governos desses mesmos países, ou a realidade dos governos dos países ricos, que se quisessem resolveriam este absurdo, mas preferem mesmo ficar de papo, fazendo política… As fotos do Juca Varella são fortes, para dizer o mínimo. Uma leitura que não deixa ninguém passar ao largo.

Jamil, a gente até que sabia que era mais fácil ganhar prêmio do que virar best-seller, vai que os prêmios ajudam…

Se quiser saber mais sobre o livro, clique aqui