Arquivo: Janeiro de 2011



Até mesmo uma história “boba” com uma mão pesada fica bom…

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Se eu fosse você assistiria Além da vida, novo filme de Clint Eastwood. Quem gostou de Ghost, lembra daquele filminho brega que foi um sucesso (sim confesso que torcia pelo encontro dos dois, quantas máquinas para fazer cerâmica não foram vendidas?), vai se frustrar. Tem charlatão, mas não tem Woopy Goldberg.

Eu não gostei dos teóricos poderes do personagem de Matt Demon, me relaciono com esses assuntos de forma fria (tá bom, se a me aparecer alguém com uma experiência quase-morte com a cara e jeito da Cécile de France, não hesitaria um minuto em mudar de postura), mas o que o filme fala de vida concreto é muito bom. Pesado, coisa séria, sem afinar para sonhos ou desejos, vida dura, drástica, como a realidade.

A cena do tsunami é forte, mães como a dos gêmeos existem, irmãos aproveitadores também. Ou seja, Eastwood fez um filme que fala supostamente sobre o além da vida, mas que fala mesmo sobre o aquém da vida…

Qual a relação entre o Ronaldinho Gaúcho e o Cine Belas Artes?

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Duas notícias me incomodam há alguns dias. O fechamento do Cine Belas Artes e a novela sem fim do Ronaldinho Gaúcho, sem fim? Isso mesmo, duvido que ele vá voltar a jogar o que já jogou, pode dar retorno? Sim, mas era para estarmos falando de futebol, títulos. Quem vai se esforçar para ajudar um “companheiro” que tem o salário algumas vezes maior divulgado no jornal, tanto quanto as gandaias (tomara eu esteja errado…).

Mas voltando, qual a conexão entre elas? É a conexão cultural, sinal dos tempos, um pouco no mundo todo, bastante aqui no Brasil. Shopping é lugar de consumo, mas está virando também lugar de cinema, ou seja, que tipo de filme vai passar? Futebol é lugar de arte, de paixão, com um cara desses, que tipo de jogo teremos? Para mim a ligação entre os dois é a pobreza cultural para que caminhamos, pior é que não é de hoje, pouco muda, tal qual todo janeiro a tragédia das chuvas. Provavelmente o Sérgio Cabral contratou a Cobra Coral e achou que podia viajar tranquilo para o exterior…

Aula Nota 10! Finalmente chegou. Volta às aulas para mestres!

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Aula Nota 10! 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência de Doug Lemov acaba de chegar da gráfica. Nas livrarias deve estar disponível já na próxima semana, mas na loja da Livros de Safra já pode ser comprado agora (www.livrosdesafra.com.br) e remetido pelo correio para os professores que querem fazer a lição de casa ainda nas férias e começar 2011 numa outra dinâmica.

Lembrando, Doug Lemov pesquisou professores extraordinários que conseguem obter de alunos de escolas carentes resultados excepcionais. Aprofundou as pesquisas, filmou e surgiu não apenas com as 49 técnicas do subtítulo, definiu outras doze. Os capítulos deixam muito claro o que se consegue obter dos alunos com este livro e onde o professor deve trabalhar para chegar lá: criar altas expectativas acadêmicas, planejar para garantir um bom desempenho acadêmico, estruturar e dar aulas, motivar os alunos nas suas salas, criar uma forte cultura escolar, estabelecer e manter altas expectativas de comportamento, construir valores e autoconfiança, melhorar seu ritmo, estimular os alunos a pensar criticamente.

A segunda parte do livro é dedicada a importância da leitura e como se transformar num professor de leitura. A obra foi traduzida por Leda Beck e teve a revisão técnica da respeitada educadora Guiomar Namo de Mello e também de Paula Louzano da Fundação Lemann. Aliás, o apoio da Fundação Lemann possibilitou um preço bastante agressivo para um livro de 336 páginas e formato 17x24 cm: R$ 29,90. Cheque no site da Livros de Safra (www.livrosdesafra.com.br) ou então peça para o seu livreiro preferido. Ah, se você é empresário ou trabalha numa grande empresa e quer ajudar alguma escola da região, eis uma maneira efetiva de fazer a diferença, entre em contato: 11 3081-2510.

Dá para se divertir um bocado, e rever preconceitos também!

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Imagine um formal jantar de negócios em família, apresentação de novo sócio em empresa tradicional, cada lado tentando impressionar o outro. É desta forma que se inicia O primeiro que disse, antes apenas a revelação do irmão mais jovem ao mais velho: um anúncio vai ser feito.

O anúncio é feito é causa um reboliço enorme, pior é que o mais velho copia a idéia do mais novo, antecipa-se e livra-se do peso de bancar o hetero numa família machista e tradicional. Em momentos ótimos, outros um tanto clichê, este filme diverte e faz pensar. Meu lado preconceituoso apareceu quando torci para o mocinho beijar a mocinha, estava aí olhando o mundo com os meus olhos, não o do personagem. Mas todos devemos fazer isso, não? O diretor é turco, mas passa perfeitamente por um italiano, Ferzan Ozpetec depois de ter visto o filme parece ter o mesmo som de Genaro…

Os detalhes da história são melhores do que o filme…

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Ando bem atrasado com este blog, a carga de trabalho está absurda e estou também colocando o novo site (com um blog menos opinativo do que este, mais dia a dia de editora), da Livros de Safra no ar (www.livrosdesafra.com.br), isso atrapalhou bastante a minha leitura de base, daqui a pouco faço o balanço de 2010, também diminui minha capacidade de ir ao cinema, o que é uma pena.

No final do ano passado fui assistir A rede social, filme não apenas muito falado, mas também bastante elogiado sobre o Facebook e seu criador Mark Zuckerberg, e mais extremo ainda, bastante premiado pela crítica americana, aparecendo como um dos favoritos ao Oscar 2011, o que mostra a mediocridade, no ótimo sentido, deste prêmio. Assiste A rede social um dia depois de Tetro, são incomparáveis…

Mas é inegável o que o Facebook faz na vida das pessoas, eu passo pouco tempo nele, devo ser um dinossauro mesmo, mas ainda gasto mais tempo no google do que no Facebook, mesmo admitindo que existe um voayeur dentro de mim, como existe em cada ser humano, alguns, treinados na repressão religiosa o seguram mais (cuidado que um dia escapa…).

O filme me parece mais um documentário do que uma peça artística. O meu destaque fica para a atuação do Zuckerberg do cinema, Jesse Eisenberg. De resto, acho que todo mundo deve ver, afinal, o troço vale 50 bilhões de dólares em poucos anos e mexe com a vida das pessoas, sendo o que mais se aproxima da previsão de Orwell sobre o BigBrother. Nesse sentido sim o filme mostra um retrato fiel dos tempos que vivemos. Ah, também me serviu para tirar um pouco a mística de Harvard, das universidades americanas em geral, se depender do filme, estão mais para puteiros do que para centros de desenvolvimento intelectual, o que não tenho nada contra, só julguei que o barato naqueles ambientes era outro.