5 de Janeiro de 2011

Os detalhes da história são melhores do que o filme…

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Ando bem atrasado com este blog, a carga de trabalho está absurda e estou também colocando o novo site (com um blog menos opinativo do que este, mais dia a dia de editora), da Livros de Safra no ar (www.livrosdesafra.com.br), isso atrapalhou bastante a minha leitura de base, daqui a pouco faço o balanço de 2010, também diminui minha capacidade de ir ao cinema, o que é uma pena.

No final do ano passado fui assistir A rede social, filme não apenas muito falado, mas também bastante elogiado sobre o Facebook e seu criador Mark Zuckerberg, e mais extremo ainda, bastante premiado pela crítica americana, aparecendo como um dos favoritos ao Oscar 2011, o que mostra a mediocridade, no ótimo sentido, deste prêmio. Assiste A rede social um dia depois de Tetro, são incomparáveis…

Mas é inegável o que o Facebook faz na vida das pessoas, eu passo pouco tempo nele, devo ser um dinossauro mesmo, mas ainda gasto mais tempo no google do que no Facebook, mesmo admitindo que existe um voayeur dentro de mim, como existe em cada ser humano, alguns, treinados na repressão religiosa o seguram mais (cuidado que um dia escapa…).

O filme me parece mais um documentário do que uma peça artística. O meu destaque fica para a atuação do Zuckerberg do cinema, Jesse Eisenberg. De resto, acho que todo mundo deve ver, afinal, o troço vale 50 bilhões de dólares em poucos anos e mexe com a vida das pessoas, sendo o que mais se aproxima da previsão de Orwell sobre o BigBrother. Nesse sentido sim o filme mostra um retrato fiel dos tempos que vivemos. Ah, também me serviu para tirar um pouco a mística de Harvard, das universidades americanas em geral, se depender do filme, estão mais para puteiros do que para centros de desenvolvimento intelectual, o que não tenho nada contra, só julguei que o barato naqueles ambientes era outro.

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