Que discurso chato: só porque era do rei?

Com o tempo escasso, fiz escolhas severas para a última temporada do Oscar. Não tinha gostado tanto de O cisne negro, passei a gostar mais depois de sair da sala de O discurso do rei.
Ou estava de mau humor, ou o filme é carregado, lento, quase sonífero. Devo ter dormido, mas não percebi as hipóteses da gagueira, e olha que tendo a isto, portanto o interesse devia ser maior. Nem a atuação de Colin Firth não me impactou tanto. Me pareceu um típico ganhador de Oscar. Até a tradicional e no fundo inofensiva, porque aberta e programada, cutucada na igreja houve. Infelizmente sou obrigado a aceitar que os ditadores e facínoras tem feito discursos mais eficazes, no mínimo, tem servido para não apenas se manterem no poder de forma absurda, como ainda enxerem seus bolsos e contas de recursos, financiando até escolas de primeiríssima linha, pelo menos até o incidente (lá mesmo, onde o rei discursa!).
