Arquivo: Março de 2011



Que discurso chato: só porque era do rei?

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Com o tempo escasso, fiz escolhas severas para a última temporada do Oscar. Não tinha gostado tanto de O cisne negro, passei a gostar mais depois de sair da sala de O discurso do rei.

Ou estava de mau humor, ou o filme é carregado, lento, quase sonífero. Devo ter dormido, mas não percebi as hipóteses da gagueira, e olha que tendo a isto, portanto o interesse devia ser maior. Nem a atuação de Colin Firth não me impactou tanto. Me pareceu um típico ganhador de Oscar. Até a tradicional e no fundo inofensiva, porque aberta e programada, cutucada na igreja houve. Infelizmente sou obrigado a aceitar que os ditadores e facínoras tem feito discursos mais eficazes, no mínimo, tem servido para não apenas se manterem no poder de forma absurda, como ainda enxerem seus bolsos e contas de recursos, financiando até escolas de primeiríssima linha, pelo menos até o incidente (lá mesmo, onde o rei discursa!).

Da cama, às telinhas, às páginas, à telona: Bruna Surfistinha

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Já não me lembro se li o livro da Bruna Surfistinha, tenho a impressão que não. Certeza de que não peguei o seu blog e muito menos a própria. Mas é claro que fiquei curioso com a história, e resolvi levar ao cinema um adolescente, achei que era uma boa desculpa para uma conversa sobre o assunto (algumas adultas insistiram que a desculpa era esfarrapada…).

O filme foi melhor do que eu poderia imaginar mas mesmo assim poderia ir um pouco mais fundo no psicológico da personagem e o que talvez fosse mais interessante, no psicológico dos clientes, aí sim se transformaria num tratado. Serviu para minha conversa com o adolescente? Também menos do que esperava, mas acredito que deixou aberto o canal de comunicação. Sinais dos tempos?

O filme segue firme e já bateu 1 milhão de expectadores, o livro bateu os 300.000 exemplares, números para deixar editores e cineastas com inveja.