Assunto: Ação



11a. semana Folha, demita o Sarney!

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Hoje nosso intelectual-mor do Senado resolveu abordar os três poderes e acaba de forma “brilhante” que panela que muito se mexe, ou acaba sem gosto ou salgada, exatamente como o instituição que dirige, que não consegue encontrar seu rumo. E a Folha de S. Paulo insiste em mantê-lo na equipe de colaboradores. Folha, acorda, demita o Sarney!

Prêmio, atestado de qualidade?

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Alguns acreditam que um prêmio é no mínimo sinônimo de qualidade ou popularidade de algo? Eu já fui assim, mas já recebi convites para ser agraciado com prêmio, é claro, desde que comprasse uma mesa com preço de Fasano para jantar e companhia com preço de grupo Sérgio, lembram dele?

Questionei há pouco o prêmio dado ao Barack Obama, com boas intenções, mas precipitado, até o agraciado não sabia como se manifestar, aguardemos o discurso. Mas os discípulos de Alfred Nobel, da medalha aí acima, sempre dão suas escorregadas, não são os únicos, qualquer premiação é política, humana, sujeita a favorecimentos ou a “desracionalizações”.

O problema é que os prêmios abundam e hoje já existem muitos premiaos que até minha filha de 5 anos perceberia que não merece. Matéria de ontem do El País fala que apenas na Espanha existem 3.500 prêmios, literários, veja bem, literários. Quem ganhou o prêmio da Feira de Frankfurt deste ano foi o italiano Claudio Magris, um escritor que sustenta prêmios, capaz de erguê-lo e parar em pé, o que a maioria não o faz…

Para dar uma ótima relaxada

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Estava com o corpo acabado de tanto andar e resolvi dar uma relaxada. Se quiser um ótimo spa de relaxamento em Barcelona, eis o Silom, fica na Calle Valencia, pertinho do Passeo de Gracia.

Para quem é de São Paulo, uma Luiza Sato com “upgrande” no visual e também no uniforme para se colocar, só senti falta do missoshiro. A Tailândia bateu o Japão…

10a. semana: Folha: demita o Sarney!

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O frio de Frankfurt e a distância quase me fizeram esquecer da minha já cansada campanha. Folha: demita o Sarney!

Acabo de procurar na internet e ler o brilhante texto sobre mesticismo e religiosidade, mas o melhor mesmo do grande intelectual é o final, para esquecermos o empate com a Venezuela, gostaria de esquecer outras coisas do Brasil, mas ele e família não deixam. Otávio Frias Filho, quando é que vai acordar decidido a honrar a tradição do jornal e demitir o Sarney?

9a. semana: Folha, demita o Sarney!

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Hoje “mestre” Sarney faz um paralelo entre a Bela e a Fera, tenta mais uma vez creditar seu sustentáculo, presidente Lula, pelo sucesso, neste caso verdadeiro, da campanha pela Rio 2016. É claro que não comenta que os gastos da Fera já foram abertos e parecem razoáveis diante dos gastos da Bela, Rio de Janeiro, que gastou aproximadamente 10 vezes mais. Aliás, na mesma Folha, Fernando Meirelles declara que Lula é o maior ator do Brasil, capaz de ler algo rapidamente e depois interpretar maravilhosamente bem. Não tenho dúvidas disso, só gostaria de lembrar que da mesma Ribeirão Preto, de onde Meirelles elogiou Lula, os vereadores retiraram o nome do Sarney de um viaduto ou obra parecida, acharam que a biografia do homenageado não se sustentava. A Folha parece não se incomodar com ela… Folha, demita o Sarney!

Fica Sarney!

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Junte-se a mim na campanha Fica Sarney!

Veja se não tenho razão, se Sarney sair, o máximo é da presidência do Senado, duvido que teria a hombridade de renunciar e prestar o serviço de esclarecer alguns pontos e levar consigo apenas aqueles que como ele, já meteram de fato a mão na jaca.

Deixar a presidência do Senado é o caminho mais fácil e rápido para nada acontecer, tudo continuar como está, no ritmo que vem sendo tratado. Acredito que a FGV, eu estudei na de São Paulo, em geral mais séria que a Fundação e suas concessões no RJ, vai apresentar outro relatório dizendo o que fazer, sem dizer, porque nada vai mudar do jeito que precisava. Isso me lembra um jantar ontem, o pai de meu amigo é um dos mais bem sucedidos executivos do país, meu amigo falava sobre detalhes da casa, brinquei que divulgasse aquilo, a imagem do pai ficaria comprometida, era o típico exemplo de casa de ferreiro, espeto de pau. Não interessa que é alguém ocupado, é a casa dele…

E o Senado? Bem, o Senado é um reflexo do povo brasileiro. Sarney é aquilo, todos os outros senadores são aquilo, quem não for, sim, que saia, deixe os iguais lá. Tirar o Sarney agora é fingir que vai se moralizar. É fingir que algo está sendo feito. Prefiro então que lá fique, pelo menos, não terá tempo para escrever mais nenhuma obra. A cultura brasileira agradece a política. Toneladas de papel poderão continuar árvores, melhores que a criação deste brasileiro acostumado a clamar por brasileiras e brasileiros apenas no início de seus formais discursos.

Deixa o Sarney no Senado, assim ele nos lembra quem somos e não escreve mais nada!

Livros tóxicos! Você sabe do que se trata?

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Não, não é nada disso, não é a esse tipo de droga que o pessoal se refere ao falar sobre Livros Tóxicos. Não sei a posição deles sobre drogas, mas sei que criticam bastante a utilização de conteúdo apenas ligado ao “mainstream” no ensino de economia das universidades.

Para eles, tóxico é o conteúdo neoclássico de qual FHC foi tão acusado pelo PT, depois outro seguidor convicto da teoria. A idéia do professor Edward Fullbrook, da universidade West of England, é olhar para todos os lados quando se pensa em economia e não apenas nas soluções tradicionais que tiveram nessa última crise, sua contestação mais direta.

É uma discussão econômica técnica e importante. Debates entre correntes ideológicas podem sim acrescentar um pouco de brilho e criatividade às soluções, mas se incluídos representantes das mais diversas classes e interesses, poderiam representar um amadurecimento e uma aproximação com os valores principais de uma fatia mais representativa de toda a população do que a que vem sendo privilegiada há tempos.

Se quiser conhecer mais sobre o assunto, deixo a indicação do Caderno Eu & Fim de Semana do Valor Econômico de ontem, ou então, o site do ensaio Toxic Textbooks, clique aqui:

Onde estavam que não foram ouvir Milton Hatoum?

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Na grande São Paulo somos quase 20 milhões de pessoas, mas não mais do que 40 delas foram até a Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim ontem às 19:30 ouvir o que o autor Milton Hatoum tinha a dizer sobre seus livros e seu trabalho.

É triste observar tamanho desinteresse diante de um dos maiores escritores da língua portuguesa contemporânea. Sim há o trânsito, sim o horário, sim a temperatura, sim um monte de outras coisas, mas principalmente sim para o comodismo e a pobreza cultural. Quantos milhões assistiam nessa hora as novelas e os noticiários de segunda linha? Quantos viviam suas vidas mais insossas que o mais insosso dos personagens, a maioria sem a coragem de ruptura?

Eu não me arrependi!

Clubes de leitura: por que você não começa um?

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Também no Globo de hoje há uma matéria sobre os clubes de leitura. Essa é uma idéia que gosto muito. É incrível como alguém como a Oprah Winfrey obteve sucesso e fez disso um negócio, misturando alguns livros sérios com assuntos que deixaram até mesmo o Silvio Santos com uma pulga atrás da orelha em seus programas.

O sucesso do livro A sociedade literária e a torta de casca de batata tem estimulado clubes mundo afora. A reportagem mostra alguns do RJ. Eis algo interessante para juntar pessoas diferentes mas com algo em comum e trocar idéias. Tenho algumas idéias sobre clubes, qualquer dia desses coloco em prática, mas em relação a leitura, acredito que mesmo os grupos cariocas que lêem Paulo Coelho correm o risco de se desgarrar e passar por algo melhor e mais sério.

Não, não venha defender o Paulo Coelho e dizer que até mesmo Bill Clinton é seu fã, pois é, é isso mesmo, por melhor que Clinton seja em comparação a Bush e outros, ainda não deixa de ser um caipirão de Arkansas que atingiu o estágio global que atingiu apenas por ser o líder do país líder, o chefe das compras. E no mundo das compras, o que vale mesmo é comprar, consumir, e quanto mais leve for, melhor, incomoda menos, faz menos pensar. Minha idéia é de clube de leitura é um pouco mais densa do que isso, se quiser, me avise. Penso em algo como: livros que mostram o homem como ele de fato é…

Copyright, blogs e internet

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 © da foto Rudy Trindade

Um visitante deste blog achou uma foto sua sem identificação de fonte e com toda razão protestou. Sou um defensor do trabalho autoral, confesso que busco imagens na rede, agrego meus textos, comentários e visões, e jogo de volto na rede. Para mim, as imagens servem como uma moldura, o principal são os textos, mas são molduras que muitas vezes complementam ou embelezam o texto.

Nesse mundo virtual é tudo um tanto confuso, como não faço receita com esse blog, não imagino estar infringindo tão gravemente nenhum direito de pessoa. Passo a tomar mais cuidado e a declarar a autoria da foto quando tiver, como está no padrão acima, e quando não a tiver e aparecer o autor, incluir ou retirar, conforme preferência do mesmo.

Valeu Rudy!, a foto acima e também a do post de 2008 já estão corrigidas.

Para os alunos, diretoria, comunidade FAAP e entorno

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Este assunto parece quente. Provoca várias reações e acho que é sério e importante. Reproduzo abaixo a carta que a autora, Wanderleia Farias, incluiu como comentário no post de ontem, acho que vale a leitura por todos os interessados. Está mais do que na hora da Instituição se manifestar, e a Instituição é o todo, alunos, professores, diretoria, comunidade externa que dela participa e interage.

Como disse, esse blog está aberto para carregar os fatos e as opiniões, o objetivo dele é falar de livros e de cultura, dois assuntos envolvidos nessa questão e que se beneficiarão com a apuração justa e correta deles:

CARTA ABERTA À IMPRENSA E À SOCIEDADEHá cerca de dois anos iniciei, despretensiosamente, uma séria pesquisa jornalística que me levou a tomar conhecimento de uma quantidade enorme de irregularidades praticadas pela direção da FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado, com a complacência da Curadoria das Fundações, órgão integrante do Ministério Público de São Paulo. Por iniciativa pessoal, decidi trazer o assunto a público através do livro intitulado FAAP - Honestidade por Aproximação, lançado no dia 11 de maio último, na Livraria da Vila, retratando a verdadeira história da fundação criada em 1947 por disposição de última vontade do Conde Armando Álvares Penteado.As informações contidas na obra foram obtidas junto a órgãos oficiais da Justiça, museus, bibliotecas públicas, arquivos de jornais e revistas e diversos sites da Internet, além de várias entrevistas, das quais destaco aquelas conduzidas junto a um ex-interventor da FAAP, um ex-vice Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo e um representante da Associação Viva Pacaembu.

continua …

Para ir com o filho e depois, continuar próximo

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Ontem fui com meu filho de 11 anos assistir a Speed Racer. Tinha uma lembrança positiva do desenho que permeou minha infância, não lembrava detalhes, hoje correndo pela manhã, lembrei todinha a música que me foi ensinada para decorar as preposições (a, ante, até, após….). Meu filho nunca tinha ouvido falar até ser atingido pela intensa campanha do filme.

Nessas horas me policio para não ser um adulto educador chato. Mas a maturidade de 42 anos tolhe um pouco da criança que ainda existe dentro de mim, vá lá, talvez essa criança seja um pouco mais singela e emocional do que tecnológica. O filme tem muita cor, uma mistura de realidade e ficção, como li numa crítica hoje, reflexo do mundo em que vivemos. Meu filho gostou, eu saí de lá convencido que não adianta lutar contra o poder da indústria “cultural” americana. Eles tem cores, música, efeitos especiais a seu favor, eu, além de carregar o ônus de ser pai e ter que educar tenho menos efeitos especiais a apresentar. Também me convenci que o negócio é deixar que o impacto dos valores de uma cultura muito distante do que eu acho ideal aconteça agora e depois eu tento dar uma dose de realidade. Ou seja, mais uma vez me vi no papel de “separar” o meu filho de algo que lhe parece natural. Será que conseguirei? Tenho dois adversários muito poderosos, nem sei quem é mais, a mãe, ou a indústria de Hollywood…

Imperdível no Estadão de hoje!

Se ainda não leu, dá tempo de ler hoje, ou então, guardar para o meio da semana: caderno Aliás, O Estado de S. Paulo, 09/12. Tem uma entrevista do senador Jefferson Péres que é das mais interessantes. Tenho receio de defender políticos, mas mesmo sem ser do Amazonas e ter um histórico mais próximo, os senadores de São Paulo não passam no meu crivo, nem mesmo o Suplicy, eu ouso classificar o Péres como um dos políticos mais coerentes deste país.

Durante a semana a jornalista Dora Kramer já tinha defendido o senador das tirações de sarro que Calheiros e Sarney faziam, classificando-o de pobre. Acrescentou a jornalista, o senador Péres pode até ser pobre, mas é limpinho. Piadinhas à parte, o mesmo não pode ser dito de Calheiros e Sarney. O perfil de Péres é bastante coerente, o parágrafo final é necessário. Péres se assume ambicioso, mas não ganancioso, admite a vaidade, o gosto pelo conforto e não ter como objetivo ser classificado como santo, mas como incorruptível sim, e isso hojé já é muito.

Voltando ao tema do primeiro livro da Virgília, História do futuro do Brasil, tem no mesmo Aliás uma entrevista com o Carlos Guilherme Mota que expõe de forma clara as questões da elite brasileira e o momento que estamos vivendo. Mota é duro, le-lo, como ler o livro da Virgília é descer do bonde das ilusões, é encarar que há muito o que fazer e já não é mais possível fingir que está tudo bem se o insulfim ajuda a esconder um pouco da realidade. Para Mota, todos somos formigas, aprisionadas por um modelo ancestral. Corrêa da Costa no livro mostra que sempre se tomou as decisões da mesma forma nesse país. Mota argumenta que o senhorio do período colonial se metamorfoseou e não há ruptura, essa deve ser a verdadeira metamorfose a que o presidente Lula fez referência.

X Idéias: Tanure x Steinberg. Só brilho nos olhos resolve?

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Ontem a casa estava cheia, mais de 200 pessoas foram ouvir as idéias da Betania Tanure e do Herbert Steinberg no primeiro programa do X Idéias lá no Porão das Artes do Parque do Ibirapuera. Todos preocupados e perdidos, invisto mais na carreira ou alivio pela família?

Primeiro Betania apresentou os fatos que estão no seu último livro e mostrou que a vida não anda fácil para executivos de alto nível. Por trás das máscaras do mundo corporativo estão homens e mulheres descontentes, reproduzindo um discurso oficial e caminhando na direção do abismo, o pior abismo possível, o abismo interior. Steinberg argumentou que quando se tem significado e faz o que gosta, não há estresse. Contou que fez um período sabático e voltou dele achando meio bullshitagem, que é apenas uma questão de encontrar a trajetória própria. A mediadora Soninha pontuou algumas diferenças e repassou as dúvidas da platéia. Não é fácil para ninguém, homem ou mulher fazer a opção, todos prefeririam ter sucesso mas com uma vida equilibrada, só que isso não é tão simples. Para os dois debatedores é sim possível compatibilizar sucesso profissional e vida pessoal, mais fácil para Herbert, bem mais difícil para Betania, que preve apenas um equilíbrio no mínimo bastante nervoso e instável. Para eles só se dá bem quem tem o brilho nos olhos. E brilho nos olhos não é só vontade, é também se conhecer bem. Só para aqueles que já queimaram muitas pestanas nisso, investiram horas e horas em sua qualificação. Mas é claro que não estou falando apenas de diplomas, muito menos os de instituições de comércio/ensino, tão disseminadas hoje em dia. Está aberta a temporada de caça das faculdades (veículos de comunicação comemoram, nunca faculdades e colégios anunciaram tanto). Não deixe os que conhece caírem nessa, pratique na sua empresa: é melhor uma formação prática aliada a postura e ação cultural do que um diplominha meia-boca, complemento de horas do bar da esquina. Mas adianto, estou brigando pela moralização e qualidade do ensino, longe, de me aliar ao discurso vazio, inconsequente e esperto do presidente Lula para justificar sua opção. 

O X Idéias promete, vou informar aqui os próximos passos.

A Virgília é uma das realizadoras do X Idéias

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No próximo dia 27.11 no Porão das Artes do prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera, acontece o primeiro evento do X Idéias, um debate entre Betania Tanure e Herbert Steinberg, onde a qualidade de vida e a dualidade entre a vida corporativa e vida pessoal vão ser confrontadas exaustivamente. A mediação é de Soninha Francine. Vai haver também uma exposição da galeria florenceantonio.com de trabalhos relacionados a essas questões.

Se você quer aprofundar o quanto vale abdicar da vida pessoal pelo sucesso profissional, não deixe de checar: www.xideias.com.br.